O refugo do homem contemporâneo é a informação. Ele produz signos que logo se tornam material de uma arqueologia do cotidiano, como letreiros velhos, placas escritas, declarações de amor, sinais que absorvemos e descartamos. Só a fotografia pode capturar esse signo veloz (o mundo também é liquido) e se apropriar desta arte da coisa pública, propagadora de coisas, que passa pelos sentidos de um "ser" que não é nenhum e todos, que também é planta, detrito e refugo de seu próprio mundo.
Ótima imagem! Excelente reflexão!
Gostei muito!
Valeu Carlos, como sou publicitário tenho esses dilemas sobre a (in)utilidade do que crio. Mas as crianças precisam de leite, então...Abraço.
Ramiro Quaresma · Belém, PA 23/2/2007 23:11
Compartilho totalmente de tua opinião.
Que tal um manifesto? E ficou bom essa tua incursão
em linguagem visual. Manda mais...
É o projeto da minha especialização, estou ainda em processo de estudo. É sobre a perda da identidade cultural, ela se torna líquida, adotando a forma que melhor lhe convir, ou a que o recipiente impuser.
Ramiro Quaresma · Belém, PA 25/2/2007 17:19Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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