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Hvordan har du det?

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Circus do Suannes · São Paulo, SP
29/9/2008 · 173 · 26
 

Quando fui convidado, relutei entre aceitar e não aceitar o honroso convite. Na realidade, meu conhecimento a respeito da Escandinávia não era tão pequeno, mas dispor-me a enfrentar o desconhecido, qual um viking contemporâneo, exigiria algum esforço. Ponderei os prós e os contras e lá fui para a Noruega participar de um congresso de escritores.

A primeira providência, claro, foi ter alguma noção da língua ali falada, que eu sabia ser uma mistura de inglês e alemão. Mas, diga francamente, quem fala norueguês fora da Noruega? Se nem os noruegueses falam! O jeito foi comprar, pela internet, o Practical Norwegian Grammar, do Rolf Strandskogen; o Enkel Norsk Grammatikk, da Liv Astrid Greftegreff, e um Norwegian Dictionary, e seja o que Deus quiser. Ou o que Odin quiser. Se até as crianças norueguesas e aquelas brasileiras que eles adotam acabam falando a língua deles, por que eu não conseguiria?

Em primeiro lugar, aprendi que a pronúncia é sempre “mais ou menos” como a inglesa. O “o”, for example, resembles the “oo” in “fool”, but with for more rounded lips and further back in the mouth, diz o livro de gramática. Easy, isn´t?

A coisa era meio desanimadora. The sound of “ø”, in “søt”, is similar to the “i” in “sir”, but more rounded. In “søtt”, it is like the long “ø”, but shorter and more open. The “å” in “båt” is similar to the “a” in “call”, but more rounded. By the way, in “fått” it is like the long “å”, but shorter and more relaxed. Nor the regular vocal “u” is out of a special rule: is similar to the “ue” in “true”, but has a closer and more frontal pronunciation. The “y”, in “syk”, is like the long “i”, pronounced with rounded lips, continua a brochante gramática aberta diante de meus olhos pasmos. Que é isso de arredondado?

Have you learned? So know that: in “sykle”, it is more relaxed. How to know, reading, what is a relaxed pronounce? Como se diz relaxe e goze em inglês? Ou em norueguês?

Aquilo que em toda parte é escrito com “c”, ali é escrito com “s”. E tome sentrum, sigar, sivilisasjon e que tais.

E os tais “falsos cognatos”, aquelas palavras cujo significado nós pensamos que sabemos? Por exemplo, você que entende inglês entra numa butikk, compra um suco de appelsin da jente que o atende. Entendeu? Acontece que butikk é loja, jente é moça e appelsin não é suco de maçã, mas laranja!

E há muito mais: side é página, fire é quatro e tide é tempo. Saber inglês, portanto, ajuda pouco e atrapalha muito.

Curioso mesmo é o que acontece com certas palavras, que nos parecem complicadas quando tentamos ler, até o momento em que são pronunciadas por eles. Por exemplo, para saber o que quer dizer miljø, sjåfør e adjø é só pronunciar como se fossem palavras francesas: milieu, chauffeur e adieu. Ou seja, meio-ambiente, motorista e adeus. Sacou?

Isso para não falar nos três gêneros. In general, the form of the noun gives no clue as to its gender, neither are there logical rules. In most cases the gender must be learned for each separate noun. Algo como aprender cada ideograma de uma língua oriental, em suma.

O primeiro impacto ao descer do avião em Oslo é a recepção que se tem no aeroporto local. Como se pode ver da ilustração, eles não primam pela delicadeza quando querem dizer que são pessoas de paz. Chamar isso de “recepção calorosa” é pôr em dúvida minhas preferências sexuais. Nada contra, sou daquele tipo que chamam de “mente aberta”, mas daí a generalizar a coisa vai um pulo.

Chamar essa escultura (cujo nome oficial e o do autor não consegui obter, por mais que eu tentasse junto ao serviço turístico que eles mantêm em Oslo) de objeto fálico é negar toda teoria freudiana. Se o falo (e ninguém melhor do que um viking com sua espada sempre em riste para demonstrá-lo) se relaciona com a procriação, ou pelo menos, o prazer sexual, esse descanso do guerreiro, como poderia chamar-se essa escultura, diz mais com uma deposição de armas do que com sua utilização. Não me surpreenderia se algum brasileiro pusesse uma gigantesca caixa de Viagra ali ao lado dela.

“Sejam bem-vindos!” é o que ela quer dizer a todos aqueles que ali chegam. Ou, sob o dantesco ângulo do poeta italiano, lasciate ogni speranza, voi ch'entrate!

Não sei o que as pessoas do sexo feminino acham disso. Quanto a mim, me pareceu muito adequado a quem vem em missão de paz como eu. Quanto sacrifício nos impõe a vida de escritor!

A pessoa indicada para me receber no aeroporto me diz um “Hvordan har du det?”. Eu, previdentemente, havia trazido meu dicionário de bolso e vou traduzindo palavra por palavra: ‘como’ ‘tem’ ‘você’ ‘isto’? Digo-lhe que minha bagagem foi adquirida com meu dinheiro. E quase lhe pergunto se ele é funcionário da alfândega e coisa e tal. Ele ri muito e repete a pergunta. Eu volto a conferir no dicionário e continuo a dizer-lhe que tudo o que eu tenho é fruto do meu trabalho pessoal e que posso mostrar-lhe minha declaração de renda, se ele me demonstrar que está autorizado a examiná-la.

E ele continua a rir desatadamente. Passo a provocá-lo: ¿Usted habla español? Ele balança a cabeça negativamente. E continua a rir. Parla italiano? Parlez vous français? Sprach sie deutsch? Cá entre nós, eu também não falo alemão, mas é sempre bom impressionar o adversário. E ele, rindo cada vez mais, balança a cabeça negativamente. Do you speak English? E ele: Sure! I do! E por que não me disse isso desde logo?, indago furioso. “Simplesmente porque não me perguntaste, homem”. E ri sem parar o tal homem.

Agora que nos apresentamos, pergunto-lhe que curiosidade é aquela a respeito de minhas posses. Ele então me explica que, ao contrário do inglês, que pergunta como está você, o norueguês quer saber se está tudo bem com você. Como vão as coisas. Hvordan går det? Ou como vai isso? Num sentido mais amplo, além de mera preocupação material, fica: Hvordan har du det? Em suma: How are you? I´m fine, takk, bare bra, digo-lhe para mostrar que nem tudo ali me surpreende. Ele mostra satisfação pelo meu interesse por sua língua. Que lhe asseguro ser veldig vanskelig. Muito difícil, digo eu. As a russisk I understand this.

Não preciso de dicionário para entender que o homem deve ter vindo a pé da Sibéria até Oslo. Aliás, a presença de estrangeiros em certos tipos de atividades por ali faz lembrar o que ocorria nos anos 70 em relação a portugueses e espanhóis, que se bandeavam para além da fronteira. Certa ocasião, em um desses países de língua arrevesada, eu e minha mulher entramos numa loja em Praga, para comprarmos um par de botas. E como se diz bota em checo? Discutíamos para ver se descobríamos isso quando o senhor que instalava uma lâmpada no teto da loja diz alguma coisa à atendente que vai lá dentro e volta com dois pares de botas nas mãos. Mistério! Seria adivinhação? Coisa do além, de que tanto gosta minha mulher? A coisa era muito mais prosaica: o homem no alto da escada era espanhol e acompanhou toda nossa discussão! E transmitiu, gentilmente, à vendedora o nosso recado. Identificou-se, falou de sua terra, de sua família e nós lhe agradecemos a gentileza da salvadora intervenção.

Mas, que fazia um espanhol em terras tão distantes? ”Mi padre tenia unas tantas ideas muy particulares sobre el generalísimo” foi sua compreensível e gentil explicação.

Hoje, com a unificação da Europa, o lugar dos portugueses e espanhóis passou a ser ocupado por africanos e asiáticos. E a cor parda deles acaba produzindo um apartheid na Noruega, mesmo porque, além da língua e da cor da pele, há o abismo representado pela cultura e, mais especificamente, pela religião. Roupas espalhafatosamente coloridas, corpo à mostra e outros atrevimentos próprios da juventude ocidental? Nem pensar. Os imigrantes são mulheres e homens com roupas escuras, que por vezes cobrem até a cabeça das senhoras mais velhas. E algumas não tão idosas adotam o mesmo figurino, com o chador a cobrir-lhes a cabeça. Assim é a vida!

¿Hambre? indaga ele gentilmente, esfregando a barriga e supondo estar a falar português. Aceito o convite e me preparo para conhecer a comida norueguesa. Como pude verificar então, o sanduíche é uma instituição nacional. No ônibus, no bonde, no metrô, no barco, na rua, na ante-sala dos cinemas, no pátio da universidade, nos jardins é comum eles abrirem sua skulder veske (uma bolsa que carregam nas costas, outra instituição nacional, que os transforma numa espécie de marsupiais, e que, além do lado prático, talvez explique a inexistência de senhoras nem senhores corcundas, já que a espinha, na infância e na juventude, vai-se cristalizando em linha reta) e dali retirarem as coisas mais inimagináveis, em especial o embrulho contendo o tal sanduíche, o mattpak. Que pode ter os mais variados recheios, em especial o delicioso camarão local cozido.

Os restaurantes, claro, fazem concessão ao turista e lhes exibem as refeições completas a qualquer hora do dia. Em especial as universais pizzas, que os jovens compram por fatia e saem comendo pela rua, sem a menor preocupação.

Lá, tal qual nas casas, quase não se come carne vermelha, cujos preços são proibitivos. Além da carne de alce, há carne bovina, importada adivinha de que país? O café vem da Colômbia, a banana vem da África mas a carne bovina vem do Brasil. Em compensação, há mil tipos de pão, nenhum deles o pão fresco, que tanto me empanturra o estômago e foi proibido por meu médico. Ponto para eles.

E há os doces. E os queijos, que, certamente, serão minha perdição. Adeus regime!

Finda a refeição, servem-me um café. Em lugar do corto, como se bebe na Itália, eles o tomam em uma caneca que mais seria apropriada a uma chocolatada quente. E a economia de pó é visível até na cor da bebida, cujo sabor lembra, remotamente, um chá de rubiácea.

Paga a conta, circulamos pelo belo parque, onde o famoso foetus não poderia deixar de ser registrado fotograficamente. Não conheço outro artista que tivesse tido a idéia de registrar esse momento de nossa vida. Depois de uma boa caminhada, seguimos para o hotel, onde as pessoas sempre me receberão com um sorriso que me faz sentir um marajá. Estão todos certos de minha generosidade na hora da gorjeta, por certo. Ele mais uma vez me corrige. Essa cordialidade você vai encontrar em todo lugar aqui, mesmo por parte de pessoas desconhecidas. Mais tarde conferi que, nos ônibus, o motorista não tem a menor dúvida em abrir um mapa para indicar a um passageiro onde fica o lugar procurado, por onde não passa aquele veículo, que o passageiro havia tomado por engano.

A belíssima atendente do hotel me pergunta se quero aproveitar o sol da tarde para um banho na piscina. “Aquecida e coberta?”, indago ingenuamente. A moça positivamente jamais ouvira tal pergunta. E meu guia me informa que, com aquela temperatura (eu estava vestindo casaco) é comum os noruegueses nadarem no mar. “Esse sol de fim de verão é coisa rara por aqui e é preciso aproveitá-lo”.

Rejeito delicadamente o convite, despeço-me de meu guia e sigo para o quarto, para um merecido repouso, que os dias próximos serão de muito trabalho, pois tenho de estudar a programação do congresso.

Antes de fechar a porta e despedir-me do meu guia, acho adequado fazer-lhe uns esclarecimentos. Não pretendo ser um desses turistas deslumbrados, como há muitos. Os melhores restaurantes, os hotéis mais confortáveis, os recantos mais visitáveis. Tudo isso também me atrai, é claro. Gosto de conhecer locais bonitos, de comer calmamente e, se possível, em boa companhia, uma boa refeição, tomando uma boa bebida, e também prefiro hospedar-me num hotel de qualidade, em lugar de ficar numa espelunca. Ser turista não quer dizer ser perdulário, mas também não pode significar viver miseravelmente, assim penso eu. A sempre oportuna virtus in medio cai bem nesse momento. Got it?

Entretanto, minhas observações sobre a Noruega não serão, certamente, a de um simples turista. Espero que sejam mais amplas, com um toque pessoal que eu não poderei evitar. Talvez até vire um livro. “Ou vários”, diz ele. Veremos.

À medida que eu me for aclimatando no país, começarei a fazer alguns amigos noruegueses, a quem, certamente, farei observações que lhes causarão espanto. Sobre o narizinho das moças, por exemplo. “Já viram nariz mais bonito do que o das norueguesas?” indagarei. Não, eles nunca repararam nisso. Convivendo com elas no dia-a-dia, eles certamente não percebem a graça daquele nariz arrebitado, porque, ilhados em seu país, não têm parâmetro para comparar. Sugerir-lhes-ei, então, que visitem o museu Kon Tiki e comparem o nariz delas com aquele das estátuas de pedra que lá estão, trazidas da Ilha de Páscoa pelo extraordinário navegador Thor Heyerdahl. E se darão conta da beleza das moças nativas. Aliás, Kon Tiki era o nome de uma balsa construída como uma cópia de um barco pré-histórico. Feita com nove troncos de madeira leve e uma tripulação de apenas seis pessoas, partiu em 28 de abril de 1947 de Callao, no Peru, chegando à Polinésia depois de 100 dias. Tudo está devidamente documentado e exibido naquele museu.

E assim ficou a idéia de que um estrangeiro poderia registrar sua opinião sobre pessoas, coisas e costumes locais, enquanto aguardo o tal congresso de escritores.
Não me move o propósito de fazer um simples registro, digo-lhe desde já. Como dizia o Fernando Pessoa, por um de seus heterônomos, o poeta (e todo artista) é um fingidor, que finge tão completamente que até finge que é amor o amor que deveras sente. Ou seja, o leitor, o apreciador de qualquer obra de arte, não saberá jamais onde está a reprodução da realidade e onde está a contribuição pessoal do artista.

Atrevo-me a dizer que todo artista é um inconformado com a obra do Criador. O que Deus fez foi muito pouco. É preciso acrescentar algo a ela. Pendurar um quadro numa parede de uma casa ou plantar uma escultura numa praça pública não é isso? Com o escritor acontece o mesmo. Até onde o historiador é alguém neutro nas descrições que faz? Um ponto de vista é sempre uma visão a partir de um ponto. E esse ponto é o olhar de quem vê. Ao escrever, utilizo-me da realidade, acrescentando-lhe, porém, algo que me parece cabível. Ou crio eu mesmo essa realidade, que, pelo fato de existir apenas na imaginação do autor, não deixa de ser realidade.

Ou você acreditou que alguém iria me convidar para um congresso de escritores?









Sobre a obra

Esse é o capítulo inicial do livro Crônicas da Noruega, ainda inédito.

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Renato de Mattos Motta
 

Bela crônica, que aliás já tinha lido, gostado e creio que comentado no teu blog!

Não, não te convido prum congresso de escritores, mas posso te convidar pruma festa de poesia e poetas, aliás, já te convidei há tempos, agora só estou renovando o convite!
Aqui os links para as divulgações que estou fazendo no Overblog e na agenda:
http://www.overmundo.com.br/overblog/porto-poesia-2-a-poesia-toma-porto-alegre
http://www.overmundo.com.br/agenda/porto-poesia-ano-2
Forte abraço!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 27/9/2008 08:13
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Spírito Santo
 

Circo,

Bacana. embora eu Hvorda har du det coisa nenhuma, mas, já consigo, pelo menos, pensar que, não podia mesmo ser poesia. Só se o poeta postador fosse norueguês.

Bom trabalho, digno de um Suannes

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 27/9/2008 11:02
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Doroni Hilgenberg
 

Adauto,

Longe de ser poesia, esta crônica contém poesia,
sabedoria e conhecimento, e nos transmite uma
série de fatos que podem vir a ser verídicos.
Também ressalta a importância de se saber mais de uma língua.
Não é à toa que o Espanhol esta tão em voga.
" Saber ( só) inglês, " ajuda pouco e atrapalha muito" hehehe!
Belo texto!
bjssss

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 27/9/2008 11:37
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Saramar
 

Ora, se não convidam, não sabem o que estão perdendo.

Delicioso este texto, além de informativo e divertido.
Pelo prefácio, já se sabe que o livro será excelente.

Beijos

Saramar · Goiânia, GO 27/9/2008 12:25
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Saramar
 

Voltei.
Esqueci de comentar como é feia esta escultura do aeroporto De Oslo.

rsssssssssss...

beijos, bom final de semana.

Saramar · Goiânia, GO 27/9/2008 12:27
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Adroaldo Bauer
 

Circus,
Si no è vero, è bene trovatto....
Tua viagem em todos os sentidos e as impressões dela que prosaicamente nos repassas podem até não ser poesia, como nos alerta no convite, mas não escapa a prosa, do Banco de Cultura, também indigitado.
E quem não te convidar a um congresso internacional de escritores estará perdendo uma boa charla.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 27/9/2008 15:09
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Spírito Santo
 

Circo,
Eu diria que...
Bostjan nødvendig Sporar sier det er for å lære seg fremmedspråk. Bostjan mener helt at språkkunnskaper er hoveddrivkraften for forståelse for andre ivareta kulturer, og at fremmedspråk utvider ens personlige essentielt horisont. Rent økonomisk annet slovenere er det helt å gjøre kunne seg språk forstått på et for å import- og eksportvirksomhet.
Sacou? ...E mais não digo porque me faltam palavras.

Ghrocce unahrm!

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 27/9/2008 15:34
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O NOVO POETA.(W.Marques).
 

texto maravilhoso amigo, parabéns e depois eu volto.

O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 27/9/2008 17:14
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alcanu
 

Pra quem reclama do frio de Sampa...
Bela obra, Adauto, meus parabéns, apesar do estilo meio estranho dessa estátua !
Um abraço !

alcanu · São Paulo, SP 27/9/2008 21:45
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Samuel Luciano Assunção
 

ei suannes...que beleza de texto...
quase acreditei...(rsrsrs)...
você é mesmo um grande fingidor...
abraços

Samuel Luciano Assunção · Angra dos Reis, RJ 27/9/2008 23:57
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Falcão S.R
 

Suanes,

Se fosse realidade não ter sido convidado, quem perderia seriam eles, porque você é show.

Parabéns!

Abraços

Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 28/9/2008 05:01
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raphaelreys
 

Concordo com vc. o que Deus fez foi muito pouco! Que beleza de viagem meu caro Circus E as noruequezas como são? São epidérmicas ou só gluturais? Fiz uma viagem dessas em sonho. Foi tão real que ao visitar um projeto agrícola no USA procurei uma cante e papel para anotra detalhes. Viajei sem grana!

raphaelreys · Montes Claros, MG 28/9/2008 05:09
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Juliaura
 

Circus, é bem assim que penso que se viaja, como vai bem dito no teu texto e como efere Raphael, aliás, parodiando uma canção de ninar que muito embalou meus primeiros dias de vida, cantada feito um blues:
Pra viajar no cosmos não precisa gasolina
Ney Lisboa
Eu visito estrelas
Lendas, profecias
Procurando um verso
Que dissesse tudo
A verdade da galáxia
Se algum dia o sol vai derreter
E o povo passa fome
O povo quer comer

Eu solto tudo aqui de cima
Jogo tudo pro céu
Desarmo com carinho as armadilhas
Que entravam meu caminho
A uma vida natural
Mas sempre tem um grilo
Cri-cri-cricando meu prazer
O povo passa fome
O povo quer comer

Barões, fragatas, plutônios,
Neurônios explosivos
Não impedirão
Que o ciclo evolutivo do planeta
Cumpra o seu dever
Mas dando no que der
Já sei que um dia vou morrer
E o povo...
Ah, o povo...

Juliaura · Porto Alegre, RS 28/9/2008 11:33
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joe_brazuca
 

Suannes !..."rachando o bico" aqui !!...rsrs
espetáculo sua "palhinha" de um livro que ja nos aguçou o paladar !
a questão dos idiomas e comunicação é fogo mesmo...rs
e os personagens que encontramos pelo mundo são "pra lá de"...rs
Como tb o que todos disseram em seus ótimos comentários, tb muito hilários !...rs
Alias, só pra ilustrar, tenho um trabalho aqui, de música, onde um grande amigo meu dinamarques (Ruy Serzedelo - o pai é portugues a mãe dinamarqueza -muito "irmão" mesmo...ha anos) participou com uma frase em dinamarques (quase igual...rs)...usei sem precisar do significado, pois o que me interessou à peça, foi a sonoridade...( a frase diz algo mais ou menos como "no mar, pelos ventos distantes, navegam nos lençois de viajantes"...coisa e tal, mas não importa...)
gostaria ,se quiser, que ouvisse, ok ?...
http://www.overmundo.com.br/banco/o-mago-o-mago-i-e-ii)
abraço e parabens mais uma vez, escritor de prima !...e o congresso onde será ?...rsrs
Joe

joe_brazuca · São Paulo, SP 28/9/2008 21:00
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Ilhandarilha
 

Crônica deliciosa, Suannes. Sei que não tem nada a ver com seu texto, mas ele me lembrou um outro que li outro dia, que falava do fato que a linguagem denotativa nem sempre substitui a conotativa. Imagino que andar por outros países de línguas diferentes é bem complicado, mesmo sendo o inglês esse esperanto que é. Quanto à escultura no aeroporto... pode ser alguma mensagem subliminar, sei lá... Só perguntando para as escandinávias (ou as escandinaves, segundo sua opinião!).

Ilhandarilha · Vitória, ES 28/9/2008 21:12
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EdimoGinot
 

Suannes

Um pequeno caso. Estava no litoral, fim de noite do sábado, com meus filhos ainda pequenos, tomando um sorvete. A sorveteria meio vazia. Duas garotas conversavam num tom um pouco mais alto e o idiome soava-me totalmente estranho. Não conseguia saber o que era. Outros idiomas, mesmo não conhecendo-os, dão-nos uma dica sobre a origem. Não resisti e perguntei a uma delas. Estavam falando sueco. Não poderia mesmo saber apesar dos filmes do Bergman na decada de setenta. Soa assim o norueguês??

Bela e culta cronica
Um abraço

EdimoGinot · Curitiba, PR 29/9/2008 08:59
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joe_brazuca
 

voto...em português, pra que vc entenda !
abs

joe_brazuca · São Paulo, SP 29/9/2008 09:58
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Samuel Luciano Assunção
 

Samuel Luciano Assunção · Angra dos Reis, RJ 29/9/2008 10:26
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José Carlos Brandão
 

Adauto, estou pensando em ir à Noruega... Uma amiga de Bauru mora lá, convidou a minha mulher, portanto, convidou-nos... Falta coragem.
Por isso lido com redobrado interesse a sua crônica. Divertida, instrutiva, mostrando bem os percalços de um brasileiro perdido naquele mundo gelado. Tenho a impressão de que até o povo é gelado. Você não me passou outra impressão. Embora não me tenha desencorajado, até pelo contrário...
Um grande abraço.

José Carlos Brandão · Bauru, SP 29/9/2008 11:55
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delen
 

Excelente texto , caro amigo , fiz uma ótima leitura , deixo aqui meu voto e admiração. Abraço...

delen · Cotia, SP 29/9/2008 12:05
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Falcão S.R
 

Retornando!

Sucesso sempre!

Abraço

Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 29/9/2008 14:22
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Noelio Mello
 

Belo texto. Uma aula cultural. Um mar de ensinamentos. Que sempre sejam bem-vindos teus escritos.
Abraços
Noélio

Noelio Mello · Belém, PA 29/9/2008 18:20
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Langinha
 

Belo texto.Parabéns...Bjs Langinha...

Langinha · São Paulo, SP 29/9/2008 19:34
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Doroni Hilgenberg
 

voltando
bjssss

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 30/9/2008 10:06
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Benny Franklin
 

Um texto de prima beleza.
Boa, Circus.

Benny Franklin · Belém, PA 30/9/2008 19:43
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Coluna do Domingos
 

Votado

Coluna do Domingos · Aurora, CE 4/10/2008 19:11
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