Identidade

1
Renato Torres · Belém, PA
7/3/2007 · 143 · 38
 

Identidade

esconder o rosto não significa
não ser visto: antes
perdes tu a visão do imprevisto.
a cintilação momentânea do céu
a se abrir no fim de tarde.
a reverberação que arde no
coração do mundo à volta de ti.

ocultar tua face não impede
que o tempo enlace a nós firmes
a trama dos acontecimentos: antes
desconheces tu a lição dos momentos.
a palavra branca flutuando
às margens do discurso.
o curso livre do pensamento
nas águas da sensação.

cobrir a cara não te livra
da identidade: antes
sinaliza o alarde de teu anonimato
em meio à múltipla solidão.
a dolência coletiva de tanta cidade
pela sede que te invade as vestes
que inventaste em vão.

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Autoria
Renato Torres
Ficha técnica
Poesia Paraense
Poesia Brasileira
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Cida Almeida
 

Essas vestes que inventamos em vão não nos poupam a agressividade do espelho interior. Mas o reflexo-reflexão de sua poesia nos devolve a veste bela da arte. E mergulhamos.

Cida Almeida · Goiânia, GO 5/3/2007 12:19
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Renato Torres
 

cida,

"identidade" é um texto-espelho, tal como descreves em teu comentário. uma espécie de poema-divã; uns socos que desfiro vez por outra em meu próprio estômago, afim de acordar para determinadas situações que devo enfrentar com lucidez. agradeço-te a argúcia do olhar sensível.

(sim, mergulhemos.)

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 5/3/2007 19:40
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Guiba
 

Grande poeta: parabéns por tua bela reflexão!
Tuas palavras me levam pra longe, lugar onde nem sempre vou, mas que sempre gosto de estar.
Obrigado,
Guiba.

Guiba · Belo Horizonte, MG 5/3/2007 22:37
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Renato Torres
 

olá guiba,

um prazer ter teu comentário em meu texto. nele, procurei amealhar algumas neuroses pessoais, como o medo do enfrentamento do mundo através da identidade criativa (no caso, em ser um poeta), e a própria rede de infinitas mentiras que nós, humanamente, criamos, para nos defender (de quê?). se a ti pareço um "grande poeta", é porque, certamente, a grandeza já está em ti.

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 5/3/2007 23:09
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Adroaldo Bauer
 

Quem há muito deixou de olhar espelhos de corpo inteiro
Ao voltar a fazê-lo se surpreenderá com o que lá está
Ficar às escondidas, nem às escuras, do tempo nos salvará.
Aliás, Renato, Saravá!

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 7/3/2007 09:22
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Carlos ETC
 

Espetacular aula de psicologia, meu caro Renato!
Muito bom!
Abraço!

Carlos ETC · Salvador, BA 7/3/2007 10:20
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Renato Torres
 

adroaldo,

os espelhos podem ser reveladores, mas também podem ser enganadores... aliás, nossos olhos é que mascaram... aliás, quem seremos nós, afinal? aliás... saravá, meu amigo!

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 7/3/2007 21:30
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Renato Torres
 

carlos,

se os meus poemas fossem aulas, talvez eu devesse ser o aluno mais aplicado a aprendê-los... mas entendo o que queres dizer. ser, afinal, dá um trabalho danado, menino...

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 7/3/2007 21:33
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brigitte
 

"Ser ou não ser, eis a questão". Esta é uma questão a ser analisada. Usamos máscaras mesmo com o rosto descoberto. Sorrimos quando na verdade nosso coração chora, ou pior, sorrimos a alguém que detestamos. Somos humanos-mutantes. Para cada momento usamos uma máscara adequada. A verdadeira imagem está na alma, e essa poucos enxergam.

Seu poema está fantástico. Parabéns.

brigitte · Goiânia, GO 7/3/2007 22:50
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Francinne Amarante
 

eh Renato....
Confesso: "realidade" é um fantasma que me ronda. Tem sete cabeças e deve ser cinzento ou marrom.

Mesmo em vão, essas vestes, me são necessárias; despir-me é uma luta de EUs... mas terapia fora (não acredito em terapeutas) a poesia me alimenta. Acredito na poesia e na arte.

Seu poema é bem real, a lucidez cruel me alertou. Senti o poema e o soco doeu.
Bj
Fran

Francinne Amarante · Brasília, DF 7/3/2007 23:11
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Adroaldo Bauer
 

Qué isso, Fran?
Terapeuta é o primo do papai noel, aquele que cria coelhos de páscoa pra distribuir pros sacis, viajando o mundo no lombo da mula sem cabeça, aquela dos pés pra trás, feito curupira, que este sim existe:
- O passado insistindo em governar os nossos passos aqui e à frente.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 8/3/2007 09:00
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Felipe Obrer
 

Renato, muito bom! A roupa esconde a pele.

Abraço.

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 8/3/2007 11:52
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ella
 

"CARACOLOCARMASCARACOLOCARMASCARACOLO
CARMASCARACOLOCARMASCARACOLOCRMASCAR
ACOLOCARMASCARACOLOCARMASCARACOLOCAR..."

Augusto De Campos

Renato,

conheçe esse poema do Augusto de Campos? Eu particularmente adoro! Assim como também gostei do seu.

Parabéns.

ella · Cametá, PA 8/3/2007 12:41
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Renato Torres
 

brigitte,

no exercício do teatro, a máscara tem o papel paradoxal de revelar a personagem ao invés de escondê-la. é no uso pleno das máscaras que podemos, talvez, conhecermo-nos mais a fundo... ou também perdermo-nos no obscuro jogo de ignorar ser.

beijo,

r

Renato Torres · Belém, PA 8/3/2007 23:50
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Renato Torres
 

francinne,

eh, menina... seu comentário, a sinceridade do seu comentário, me espantou... e logo aqui, na internet, onde a via de regra é esconder-se! creio que tens menos medo do que imaginas de mostrares-te, ou pelo menos... confias suficientemente na arte pra comentar-se a si mesma com essa franqueza. sinto-me honrado, viu?
ademais, o que é a realidade? será ela cruel, ou nossos olhos é que o são?

beijo,

r

Renato Torres · Belém, PA 8/3/2007 23:54
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Renato Torres
 

adroaldo,

corroborando com tuas assertivas, devo citar a fantástica estamira: tudo o que é imaginável, existe, é.

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 8/3/2007 23:57
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Renato Torres
 

felipe,

ao sabor do teu comentário, veio-me aquela letra tão bela e cheia de bravura do cadão volpato: "não olhe pra trás, pra trás ficaram as peles... pele de virar as costas pra sempre..."

abraços!

r

Renato Torres · Belém, PA 8/3/2007 23:58
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Renato Torres
 

ella,

é um prazer muito especial agradar-te com o que escrevo, minha conterrânea. não conhecia este texto do augusto de campos, mas gosto do que conheço dele... a cara, o caracol, o colo, o carma, a mascar, a máscara, tudo dialoga em precisão absoluta.

beijo,

r

Renato Torres · Belém, PA 9/3/2007 00:02
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Camafunga
 

Muito bom, li e reli...

Camafunga · Pelotas, RS 9/3/2007 08:43
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Juliaura
 

Sem contar, Renato, que já sabíamos, se não lembramos, de que nada é mentira mesmo. Tudo o que acontece é, como nos alertara Walt Whitman, nas folhas das folhas de relva:
"Onde é que já faltou um perfeito retorno
indiferente a mentiras ou à verdade?
Na terra ou na água ou no fogo?
Ou na carne ou no sangue?
...
"Observo que em verdade não existem
enfim nem mentirosos nem mentiras,
e que coisa alguma deixa de ter
seu perfeito retorno,
e que as chamadas mentiras
são perfeitos retornos,
e cada coisa exatamente representa
a si mesma e à que veio antes dela,
e que a verdade inclui tudo
e é tão compacta
como compacto é o espaço
e não existe brecha ou vazio
na soma da verdade
- pois tudo é verdade, sem exceção;

Juliaura · Porto Alegre, RS 9/3/2007 09:02
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Renato Torres
 

camafunga,

que bom! também eu leio e releio um texto se ele me atinge. fico feliz mesmo. se possível, leia os outros textos já postados por mim aqui no overmundo.

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 9/3/2007 11:23
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Renato Torres
 

juliaura,

oh, sim! a mim também apraz abrigar as contradições... nada mais humano do que flexionar dialéticas - ainda que alguns (o que não é o caso de whitman, nem o seu, nem o meu) usem-na para sofismar. ocorre que whitman escreveu as folhas de relva (deves ter a tradução do leminski, que se chama folhas das folhas de relva, não?), numa américa ainda em berço de potência, com todos os eflúvios bucólicos e exponenciais de um povo que acreditava piamente na glória de um crescimento conjugado a forças da natureza. adoro whitman! mas "identidade" é um poema da pós-modernidade, de um poeta quase anônimo, e em desencanto profundo com os deâmbulos da civilização autofágica e voraz, a fazer-se inquéritos profundos à guisa de auto-conhecimento. ainda que sinta a verdade (oh, dama de mil faces!) que emana do texto de whitman, ressoa ainda mais em mim o que dizem outros dois seres, um já morto, outro ainda vivo:

"olá, guardador de rebanhos,
aí à beira da estrada,
que te diz o vento que passa?"

"que é vento, e que passa,
e que já passou antes,
e que passará depois.
e a ti o que te diz?"

"muita cousa mais do que isso.
fala-me de muitas outras cousas.
de memórias e de saudades
e de cousas que nunca foram."

"nunca ouviste passar o vento.
o vento só fala do vento.
o que lhe ouviste foi mentira,
e a mentira está em ti."

(alberto caeiro, "o guardador de rebanhos")

"tudo o que é imaginável, existe, é."

(estamira, in "estamira", documentário de marcos prado)

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 9/3/2007 11:51
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Renato Torres
 

juliaura,

oh, sim! a mim também apraz abrigar as contradições... nada mais humano do que flexionar dialéticas - ainda que alguns (o que não é o caso de whitman, nem o seu, nem o meu) usem-na para sofismar. ocorre que whitman escreveu as folhas de relva (deves ter a tradução do leminski, que se chama folhas das folhas de relva, não?), numa américa ainda em berço de potência, com todos os eflúvios bucólicos e exponenciais de um povo que acreditava piamente na glória de um crescimento conjugado a forças da natureza. adoro whitman! mas "identidade" é um poema da pós-modernidade, de um poeta quase anônimo, e em desencanto profundo com os deâmbulos da civilização autofágica e voraz, a fazer-se inquéritos profundos à guisa de auto-conhecimento. ainda que sinta a verdade (oh, dama de mil faces!) que emana do texto de whitman, ressoa ainda mais em mim o que dizem outros dois seres, um já morto, outro ainda vivo:

"olá, guardador de rebanhos,
aí à beira da estrada,
que te diz o vento que passa?"

"que é vento, e que passa,
e que já passou antes,
e que passará depois.
e a ti o que te diz?"

"muita cousa mais do que isso.
fala-me de muitas outras cousas.
de memórias e de saudades
e de cousas que nunca foram."

"nunca ouviste passar o vento.
o vento só fala do vento.
o que lhe ouviste foi mentira,
e a mentira está em ti."

(alberto caeiro, "o guardador de rebanhos")

"tudo o que é imaginável, existe, é."

(estamira, in "estamira", documentário de marcos prado)

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 9/3/2007 11:51
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Renato Torres
 

sorry... acabou indo duas vezes! : \

Renato Torres · Belém, PA 9/3/2007 11:53
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Juliaura
 

Perdão lindinho, mas quis apenas dizer que a coisa acontecida é fava contada.
Se era mentira, azar. Foi o que ocorreu, não muda. É como texto editado e votado no overmundão. É aquele e não será outro, nem que a vaca tussa..
Quis dizer só disto.
Minha Folhas das Folhas é, sim do bravo Leminski. Na edição que tenho ele alerta e eu concordo que a degeneração não tem a ver com o canto do poeta à árvore que viceja. O fruto podre é coisa de outro, não da plantinha que deu-lhe a vida.
Degenerar humano é e não se pode disto estranhar.
Fico também com um heterônimo, de nome próprio Pessoa:
"- Arre! Onde estão os homens?
Chega de semi-deuses!"

Se não é assim, parecido é.
Abracinho (sorrisos).

Juliaura · Porto Alegre, RS 9/3/2007 12:25
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Renato Torres
 

juliaura...

sem me preocupar demais com a polêmica, te digo que está tudo tranquilo, o que disseste, o que eu disse... tudo pairando como ocorrência tácita. entendi bem o que quiseste dizer, tanto que teu comentário, profícuo, despertou em mim a resposta mais volumosa - e duplicada - deste post. estendo-te a mão, em armistício: amamos os mesmos poetas, e ambos temos a mesma tradução do grande leminski sobre o clássico de whitman... ;)

beijo,

r

Renato Torres · Belém, PA 9/3/2007 13:40
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André Gonçalves
 

temos, todos, um guarda-roupas oculto e "ocultante"?

André Gonçalves · Teresina, PI 14/3/2007 17:04
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Renato Torres
 

andré,

não sei se todos têm, nem se é oculto ou aparente, e nem mesmo se realmente esconde algo... mas posso te afirmar com toda a certeza que o que escrevi serve para mim mesmo com justeza... ao servir a outros também, justifica-se o diálogo possível.

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 14/3/2007 17:24
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Juliaura
 

Quando eu ficar uma pessoa bem velhinha, e ainda com saúde, espero, quero conversar com todas as outras pessoas sobre ocultismo e guardação. aí e que vai ser bão. Até lá, vou fazendo igual diadorim ás avessas, um diabo no meio do redemoinho, sem pressa. então, diaba rainha, que fica melhor dizendo assim de curumim.
Quanta pré-ocupação algumas pessoas têm, não pensa assim não Renato. Né, seo André.
Por acaso, mas por mais puro dos acasos deste overmundão sem fronteira, sou cria de gente que nasceu aí, na Parnaíba, "Piauí, terra de moça bonita e de cabra bom no fuzí..."

Juliaura · Porto Alegre, RS 14/3/2007 17:38
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Renato Torres
 

juli,

acho bacana que estejamos tendo esse diálogo, que considero importante, e razão primeira de eu estar a publicar aqui. ocultismos e afins muito me interessam, e não creio mesmo ser por acaso que vieste dar com os olhos no texto que escrevi... estive em porto, e em outras cidades do RS em julho de 2003, e tive uma sensação nítida de estar perto de casa - apesar de estar do outro lado do país. minhas preocupações (há alguém que não as tenha?) - como as reveladas neste texto - estão fundamentadas primeiramente em mim mesmo, não são necessariamente um recado pro mundo, como disse ao andré. mas podem servir.

beijos, diaba adorável,

r

Renato Torres · Belém, PA 14/3/2007 18:17
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Juliaura
 

É isso, Renato.
Boto pra fora o que tenho dentro, escatologias ou periodicidade mensal à parte.
É só pra isto. E para, quem sabe, algum editor nos ler aqui e publicar um milhão de exemplares, distribuir no mundo, com 50% do preço de capa pra Unicef, 30% pros autores e 10% para ele pagar os impostos que o papel tá caro(rsrsr).
Beijinhos.

Juliaura · Porto Alegre, RS 15/3/2007 08:59
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Renato Torres
 

isso seria maravilhoso, né? rsrs... mas, vindo ou não o editor, eu quero é botar meu bloco na rua. agradeço-te tuas visitas cá em minha identidade...

beijo,

r

Renato Torres · Belém, PA 15/3/2007 17:37
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Marcos Woortmann
 

Muito bom irmão. Aliás, dizer só isso seria um demérito a sua obra, mas em face de tão bons comentários, guardo me já contemplado :)
Parabéns pelo teu estilo

Marcos Woortmann · Brasília, DF 15/3/2007 21:00
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Renato Torres
 

olá marcos,

não dizer nada também é uma maneira de dizer... e só de vires até aqui, reconhecer-te no texto e nos comentários, já nos irmana (adorei teres me chamado de irmão) como entes dessa raça tão humana. fico lisonjeado por perceberes em mim um estilo... às vezes tenho dúvida de sua existência, mas outras - como agora - me deixam com um sabor especial.

abraços!

r

Renato Torres · Belém, PA 16/3/2007 02:32
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Rangel Castilho
 

Renato, cheguei agora, meio atrasado, mas é que fui buscar a primeira das máscaras para vir lhe parabenizar.
Quisera ter uma só, mas o mundo nao perdoaria....
Parabéns pelo texto!
Maravilhoso!!!

Rangel Castilho · Anastácio, MS 21/3/2007 20:26
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Renato Torres
 

olá, mano rangel,

não há tempo certo para a poesia. um grande amigo que já se foi me dizia sempre que um livro nos chama a lê-lo, a despeito de acharmos o contrário... quanto às máscaras, quem de nós se atreve a mostrar o verdadeiro rosto, ainda mais aqui, no não-lugar? de todo modo, sempre feliz de ter tua especial atenção ao que escrevo, mano pantaneiro... sigamos adiante.

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 21/3/2007 20:33
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soninha porto
 

que beleza! pelo jeito provocando mentes é o que se quer como poeta! prazer.
Convido para este evento em Belém, para promover a linda poesia.
http://www.overmundo.com.br/agenda/sarau-da-poemas-a-flor-da-pele-em-belem

soninha porto · Porto Alegre, RS 1/3/2008 14:39
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Renato Torres
 

olá soninha,

sim, provocar mentes é criar movimento. tenho estado realmente interessado numa arte de transformação, que se queira viva, pulsante, dialógica. obrigado pelo convite e pelo comentário!

beijo,

r

Renato Torres · Belém, PA 3/3/2008 18:50
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