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Identidade anulada

Adroaldo Bauer
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Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS
10/3/2008 · 129 · 20
 

Bissetrizes bissextas, opostas semi-retas...
Sonho entre frestas.
Não é o mate amargo. É o tanto que morro.

Voltei para donde vim
Girei por sobre mim inteiro
Encontrei-te lá nem mais eras
Inda antes que partisses
Esse todo em nada acabou.

Em essência, sobrepaira o aroma da presença tua.
Passo a passo na linha, uma alma desalinhada, nua.
Enredado em teus cabelos, um fio de navalha, crua.

Vacilo!
Não te sigo. Alço vôo.
Prossigo.

[quando resta a paixão]
Embora sinceros de quem se vai
Desgosto dos conselhos que dá
São setas em brasa no coração.

Um azul tão profundo
inunda o mundo de escuro.
Parece esconder o sol
até, não só espantar estrelas.

[Porém...]
Não sendo do céu,
da cor do mar nem,
o novo dia benvirá.





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Autoria
Adroaldo Bauer
Ficha técnica
Do nada ao tudo, como se de volta ao começo, identidade é o que se movimenta de zero a trezentos e sessenta, em que resulta que tudo é nada. Ou nada é tudo, se queira.
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Regina Lyra
 

Adroaldo,
Poema de uma leveza bela.
Vem com canto e passarrela
do tudo_nada absurdo...
Parabens!
Regina

Regina Lyra · João Pessoa, PB 6/3/2008 23:36
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Adroaldo Bauer
 

E é apenas o que é, embora somente ainda pensado Regina. Grato.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 7/3/2008 10:29
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Neu Moraes
 

Adroaldo...encantada pela leveza e simplicidade poética vinda de ti. Votado com gosto e certeza!
Abraço!

Neu Moraes · Belém, PA 9/3/2008 08:46
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Neu Moraes
 

Linda imagem!

Neu Moraes · Belém, PA 9/3/2008 08:46
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Adroaldo Bauer
 

É como está lá, Neu Moraes, apenas e tão só ainda uma semi-reta inconclusa, mesmo que haja intensa a paixão a levá-la à esquerda e ao alto e que sua oposta aparentemente predomine e a impulse para o chão. Grato por tua bondade. Muito me estimula que te encantes.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 9/3/2008 11:22
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Max da Fonseca
 

Como eu: inenarravelmente paradoxal!
Amaria, se me restasse amor.

Max da Fonseca · Salvador, BA 9/3/2008 14:15
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danlima
 

adroaldo, belo poema, do tudo ao nada, do nada ao tudo, lemta o tao te king aquyele que é tudo e que é nada. Além de tudo, pelo amor somos tudo e somos nada sem ele. Cantemos semp-re o amor, sua presença e sua ausência. Voto. Danlima

danlima · Brasília, DF 9/3/2008 19:10
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Tita Coelho
 

Belo poema...um misto de suavidade e força, gostei da constução!
abraços

Tita Coelho · Porto Alegre, RS 9/3/2008 22:24
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Saramar
 

E ainda voa, apesar do tanto que morre, desse amor ...
E volta a si.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 9/3/2008 23:28
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Adroaldo Bauer
 

Ah! Saramar, que espanto esse teu, que me espanta também.
E não é que Lupi já nos dizia que o pensamento parece uma coisa à toa, mas com ele a gente voa, quando começa a pensar..., Inda que a felicidade vá embora, não se pára de pensar, nãoé fato. E o amor é tantop, que mais amor dele virá... Ou não.
Grato, Tita, como se deveria poder ser sempre, sem perder a ternura, penso ainda.
Agradecido Danlima, prefiro com ele, o amor, ou nada.
Ame, ainda que não lhe parece que reste, Max. Ele, o amor, sempre aparece. Pergunte a Saramar, onde é que ele está, onde está mesmo o amor?

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 9/3/2008 23:52
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Me Morte
 

Com que prazer eu fechei esses votos! pèrfeito!
leia meu amigo
http://www.overmundo.com.br/banco/produto.php?produto=16913

Me Morte · Pouso Alegre, MG 10/3/2008 06:57
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Nydia Bonetti
 

Belíssimo poema, Adroaldo!
O mais belos dos teus que já lí!
Abraços.

Nydia Bonetti · Campinas, SP 10/3/2008 08:55
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Lili_Beth*
 

Querido Adroaldo:

Teu poema cala em mim...

Teu saber_sabido é de uma vivência com longos e profundos mergulhos...
Nada é tudo... Então nada! Vou contigo pra mais um mergulho.

Beijos_Meus*
*

Lili_Beth* · Rio de Janeiro, RJ 10/3/2008 11:31
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Lili_Beth*
 

Tua identidade anula_nada... Nada em belos rios e mares!

Lili_Beth* · Rio de Janeiro, RJ 10/3/2008 11:33
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Sérgio Franck
 

Adroaldo, juro que esse pediu pra ser salvo.

abço.

Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 10/3/2008 11:44
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Adroaldo Bauer
 

Grande, Sérgio! Sensível tu aos apelos destas ainda inconclusas e maltraçadas. Salvo, se entendo, é arquivado aí contigo?
Grato.
L*L*,
Anjo de calma, surpresa feliz da minh'alma, que bom que tenhas assim gostado. Que te calou em fundo e te abriu o verbo. Agradecido.
Mas bah, Nydiaa, fico muito feliz. É também dos primeiros que faço juntando o que penso ao que é, sem devaneios. Perceba que a fórmula 0° = 360° é que está nos propondo os caminhos, sendo o mais decorrência de completar-se ou não o giro perfeito, a volta ao começo ou do nada para o tudo. Grato.
Me Morte,
O prazer é também meu. Agradeço.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 10/3/2008 11:58
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Pedro Monteiro
 

Adroaldo.
Quando a criatividade é além de tudo que se possa imaginar...
Quando o talento se faz presente a todo instante...
Enfim...
Abraços amigo Criador.

Pedro Monteiro · São Paulo, SP 10/3/2008 22:41
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soninha porto
 

Adroaldo
belíssimo, prazer te ler, o poema escorre macio., sereno, ritmado, até bater aqui dentro, muito bom!

soninha porto · Porto Alegre, RS 12/3/2008 07:47
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Roberto Girard
 

Belíssimo!
Votado
Abs
Beto

Roberto Girard · Rio de Janeiro, RJ 12/3/2008 10:53
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Adroaldo Bauer
 

Agradecido, Beto. Fico contente.
Soninha, um prazer assim é inenarrável. Eu o tenho em mim por tuas palavras também. Agradecido estou.
Pedro, não mereço tanto, e em caixa alta ainda, sem ser início de oração. É um preito de entido positivo para ambos, que me eleva e enleva, a que agradeço feliz.
Abraço terno a vocês todas, almas santas, que muito me estimulam a tentar ser melhor.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 12/3/2008 11:47
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