Brasil.gov.br Petrobras Ministério da Cultura
 
 

Ignora-te, a ti mesmo

1
Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória, SE
28/6/2008 · 89 · 7
 

Uma súbita coragem
Inconsciente
Dissipa a sombra imensa
De teus medos
Então não medes
Conseqüências
E mergulhas
Indolente
Nas profundas de ti mesmo...

Bandeirante de segredos incontidos
Desbravando a tua casa
Tão inóspita!

Mal encontras a ti mesmo,
Já te encontras solitário
E percebes
Tua ínfima existência...
E o chão te foge aos pés.

No teu canto,
O teu pranto em silêncio,
Contemplando
No teu quarto, ornamentado
De cortinas
De mentiras,
Tuas verdades esvaídas
Pelo chão...

Então voltas os teus olhos para a rua
E incontinenti clamas
Pra que as densas
Nuvens negras
De teus medos
Te agasalhem novamente
E repouses
Inocente
Na ausência
De ti mesmo.

compartilhe



informações

Autoria
Jorge Henrique
Ficha técnica
HENRIQUE, Jorge. Mutante in Sanidade. Cadernos Cultart de Cultura. Aracaju: UFS-PROEX-CULTART. Novembro, 2001. p. 42.
Downloads
129 downloads

comentários feed

+ comentar
celina vasques
 

tenho a honra de iniciar a votação do seu lindo poema poeta!

beijos

celina vasques · Manaus, AM 26/6/2008 21:06
sua opinião: subir
FlaM
 

Pô Jorge Henrique, não vi quando estava em edição! Mas não teria nenhuma sugestão desta vez! Gostei muito deste também! Lindo poema!
Abç, Flávia

FlaM · Florianópolis, SC 26/6/2008 23:46
sua opinião: subir
Saramar
 

Jorge, este mergulho é sempre difícil e mostra todas as cores da própria alma.
Muitas vezes, imergimos na escurdão de nós mesmos, para depois sair à tona e respirar.
Quem sabe não saber seja mesmo melhor?

Como todos os seus poemas, uma leitura para refletir.

Gostei demais.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 27/6/2008 20:16
sua opinião: subir
Renato de Mattos Motta
 

o mergulhe em si mesmo tem um momento de perder-se. os antigos místicos já praticavam a interiorização, seguindo a máxima que constava no pórtico do oráculo de delphos e que foi posteriormente adotada pelos socráticos e chamavam a esta cegueira inicial "a noite negra da alma". Quem se ignora a si mesmo não passa por isto, sequer sabe que nada sabe - e pode viver muito bem em sua ignorância, tomando por realidade as sombras que vêem.
Teu poema ilustra muito bem este tema!.
Parabéns!

Te convido pra visitares meu primeiro poema aqui neste Overmundo:
http://www.overmundo.com.br/banco/a-flor-e-o-asfalto

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 27/6/2008 23:34
sua opinião: subir
Poeta Jorge Henrique
 

Obrigado, amigos, pela leitura e pelos comentários.

Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória, SE 28/6/2008 10:46
sua opinião: subir
Nic NIlson
 

Jorge, Jorge, tu sabes bem q escreves consciente e maravilhosamente. Tu conheces a estrutura da coisa, naum eh um simples escrevinhador, sem beira nem eira. Vc Sabe o q está fazendo. Valew!
aplausos de pé

Nic NIlson · Campinas, SP 28/6/2008 15:02
sua opinião: subir
Doroni Hilgenberg
 

Jorge, que poemaço. Uma auto-avaliação.
Bjsss e votos

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 28/6/2008 16:34
sua opinião: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

baixar
pdf, 2 Kb

veja também

filtro por estado

busca por tag

observatório

feed
Revista Overmundo nº 6: esquentando as turbinas!

A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados