Uma súbita coragem
Inconsciente
Dissipa a sombra imensa
De teus medos
Então não medes
Conseqüências
E mergulhas
Indolente
Nas profundas de ti mesmo...
Bandeirante de segredos incontidos
Desbravando a tua casa
Tão inóspita!
Mal encontras a ti mesmo,
Já te encontras solitário
E percebes
Tua ínfima existência...
E o chão te foge aos pés.
No teu canto,
O teu pranto em silêncio,
Contemplando
No teu quarto, ornamentado
De cortinas
De mentiras,
Tuas verdades esvaídas
Pelo chão...
Então voltas os teus olhos para a rua
E incontinenti clamas
Pra que as densas
Nuvens negras
De teus medos
Te agasalhem novamente
E repouses
Inocente
Na ausência
De ti mesmo.
tenho a honra de iniciar a votação do seu lindo poema poeta!
beijos
Pô Jorge Henrique, não vi quando estava em edição! Mas não teria nenhuma sugestão desta vez! Gostei muito deste também! Lindo poema!
Abç, Flávia
Jorge, este mergulho é sempre difícil e mostra todas as cores da própria alma.
Muitas vezes, imergimos na escurdão de nós mesmos, para depois sair à tona e respirar.
Quem sabe não saber seja mesmo melhor?
Como todos os seus poemas, uma leitura para refletir.
Gostei demais.
beijos
o mergulhe em si mesmo tem um momento de perder-se. os antigos místicos já praticavam a interiorização, seguindo a máxima que constava no pórtico do oráculo de delphos e que foi posteriormente adotada pelos socráticos e chamavam a esta cegueira inicial "a noite negra da alma". Quem se ignora a si mesmo não passa por isto, sequer sabe que nada sabe - e pode viver muito bem em sua ignorância, tomando por realidade as sombras que vêem.
Teu poema ilustra muito bem este tema!.
Parabéns!
Te convido pra visitares meu primeiro poema aqui neste Overmundo:
http://www.overmundo.com.br/banco/a-flor-e-o-asfalto
Obrigado, amigos, pela leitura e pelos comentários.
Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória, SE 28/6/2008 10:46
Jorge, Jorge, tu sabes bem q escreves consciente e maravilhosamente. Tu conheces a estrutura da coisa, naum eh um simples escrevinhador, sem beira nem eira. Vc Sabe o q está fazendo. Valew!
aplausos de pé
Jorge, que poemaço. Uma auto-avaliação.
Bjsss e votos
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