Recife. Não como és hoje, Mas como eras na minha infância, Quando as crianças brincavam no meio da rua (Não havia ainda automóveis) E os adultos conversavam de cadeira nas calçadas (Continuavas província, Recife). Eras um Recife sem arranha-céus, sem comunistas Sem Arraes, e com arroz, Muito arroz, De água e sal, Recife. Um Recife ainda do tempo em que o meu avô materno Alforriava espontaneamente A moça preta Tomásia, sua escrava, Que depois foi a nossa cozinheira Até morrer, Recife. Ainda existirá a velha casa senhorial do Monteiro? Meu sonho era acabar morando e morrendo Na velha casa do Monteiro. Já que não pode ser, Quero, na hora da morte, estar lúcido Para mandar a ti o meu último pensamento, Recife.
Pensei na poesia do saudoso Manoel Bandeira pois na minha opinião retrata a saudade que mexe com todo pernambucano e que o faz se deslocar em sua maioria nas festas de natal e no carnaval de volta para a "terrinha"(termo carinhoso) onde ele põe em prática seu imaginário através de suas fantasias seu humor ímpar.
O registro foi a partir da rua da Aurora onde seus moradores sentam nos bancos da praça para jogar conversa fora até a madrugada outros preferem tomar uma cerveja na barraca de D.Nita e Jesus (cheia de histórias) , as crianças brincam no parquinho e adolescentes jogam na quadra tudo na tranquilidade e na paz .
perdão estou chegando agora e por falta de experiência não coloquei a data 18/11/2006 ás 05:30 o título da imagem "um colírio para meus olhos" e postei outra imagem do mesmo local durante á tarde.
vera11 · Recife, PE 19/11/2006 23:16
cá estou, longe do recife... recife que não recupero mais. que não encontro mais, tal como era quando a deixei.
acrescento a seu texto esse poema que escrevi anos atrás... daqui de dentro do rio de janeiro, onde às vezes vislumbro uma luz, um som, um perfume que me levam até aquelas ruas que deixei para trás.
"Se não chovesse tanto
se nem houvesse tantas ruas
eu encontraria a primeira
das árvores,
a primeira gota de rio,
o primeiro sinal do sol
ainda no céu.
Se não fosse pelo mar
lentamente te levando,
ou por essa calçada
coberta de folhas,
uma a uma roubadas
pelo vento.
E essas pontes que
eu vejo de longe,
e os sobrados que recuam
no tempo até uma distante
noite sem lua.
E por te chamar todas
as tardes para junto de mim,
Recife tão pequena
e escondida de tudo,
guardada e preciosa,
que eu insisto em proteger
da maldade do mundo."
abraço e bem-vinda ao overmundo.
Pôxa Toinho que linda tua poesia, linda,linda.
Abraço pra vc e obrigada.
Toinho vc clicando no dowload tem uma imagem que fiz daqui da minha no ângulo das pontes num fim de tarde,ficou uma luz bem legal desce céu azul lindo daqui.
vera11 · Recife, PE 20/11/2006 14:49
já cliquei e adorei... qualquer dia desses volto a recife. só para ter mais saudade de tudo que mudou.
:)
Obrigada Letícia,vc foi quem me encorajou.Obrigada 2 vezes.
vera11 · Recife, PE 21/11/2006 23:48Tem mais no http://verasantos.nafoto.net/ numa sequência.
vera11 · Recife, PE 22/11/2006 16:45
nada..Letícia é apenas um fotoblog simples que ainda estou aprendendo as liguagens mas tenho postado lá fotos aqui da rua do que vejo da minha janela exceto as fotos do parque de esculturas em pedras onde vou de vez em quando.http://verasantos.nafoto.net/
bjs
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