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IMORTALIDADE_CAP.- 4 - FINAL

Lauro Winck
1
LAURO WINCK · Rio Pardo, RS
15/7/2009 · 12 · 8
 

CAPÍTULO 4 – OS PODERES DE KROL
Já eram quase 5 h da manhã e tratei de dormir um pouco. Ao levantar , Armand havia localizado o prédio onde provavelmente estaria o projeto. – Hannover, Alemanha na rua husandenstrabe, uma esquina. É um bairro populoso. Mas pela descrição que você me passou é aqui. Tratei de me concentrar e passar a informação para Nádia. – Ok! Falou ela. Venha para cá assim que puder. Ok! Concordei. O sistema de comunicação estava funcionando e isso ajudava bastante. Chegando ao local, ela veio ao meu encontro e desta vez havia alguém com ela. Um homem aparentando em torno de 40 anos, forte com cabelos levemente grisalhos trajando uma jaqueta, sapatos de couro preto e calças jeans. Fiquei intrigado. Quem seria? Aproximando-se Nadia foi logo apresentando, telepaticamente é claro. – Este é Krol, ele é a pessoa de quem lhe falei ontem. Ele é Xkarpano e vai nos ajudar na missão. Para meu espanto o homem, primeiro, não era nada parecido com os extraterrestres que costumamos apresentar em filmes ou vídeos de ficção, segundo, falava um inglês fluente e compreensível. Parecia mais um pacato cidadão britânico. Após as apresentações falou. – Sr. Marcio, nós temos algumas capacidades, desenvolvidas durante milênios e muitas delas já beneficiaram populações da terra a milhões de anos atrás. Na verdade, parte da população da terra descende diretamente de nós. Durante milênios tivemos aqui, uma atividade intensa, mas, fomos superados por uma raça emergente destrutiva e muito violenta. Mas nós nunca abandonamos a terra. Temos apenas monitorado a vida no planeta, sem, contudo interferir. - Sei, temos muito pouco sobre isso, mas, sabemos que os sumerios deixaram escritos sobre sua passagem por aqui. – Correto, mas deixemos isso para depois, no momento temos urgência em resolver o roubo do projeto. – Ele tem 470 anos. Disse Nádia, eles vivem mais de 900 anos. – Surpreendente, eu diria que tem entre uns 36 a 40 anos. – Vamos embarcar, não temos tempo a perder e no caminho, conversaremos mais. Falou Krol apontando para a entrada da mina onde estava a estranha nave. Quando nos aproximamos, da estranha armação, krol fez um gesto apontando em direção a um ponto acima da armação metálica que servia de suporte e então a nave começou a revelar-se lentamente diante de mus olhos. Era como um ovo gigante e apenas se via uma porta lateral que abriu-se mostrando uma escada interna. Por dentro, era bastante simples e possuía 4 acentos confortáveis e apenas um pequeno painel, diante da cadeira que deveria ser a do piloto. Eu apenas olhava tudo boquiaberto, sem entender nada. – Sr. Marcio, prepare-se para ver algumas coisas que somos capazes de fazer e que sua população ainda não está preparada para entender. Primeiramente quero que tome conhecimento de coisas que são especuladas na terra, mas de maneira equivocada. – Como a invisibilidade e as viagens no tempo? – Sim. Na verdade estas coisas estão interligadas. O tempo ocorre em lâminas, como as páginas de um livro. Nós desenvolvemos a capacidade de nos locomover-nos através destas páginas. Assim , se avançamos, vamos para o futuro. Se retrocedermos, vamos para o passado. Mas, ao contrário do que acreditam seus cientistas, não existe uma máquina do tempo Nós fazemos isso mentalmente. Pois dominamos 100% de nosso cérebro, um estagio ainda muito distante para a população da terra. Se eu estiver algumas frações de segundos a sua frente no tempo, o que ocorre? – Eu não poderia vê-lo? – Exatamente. Isto é a invisibilidade. Todas as nossas ações ocorrem ao mesmo tempo, apenas em páginas de tempo diferentes. Quando estamos no passado ocorre o mesmo. Você não pode me ver, porque estou no seu passado. – Entendo. Respondi. A idéia era bastante simples, desde que tivéssemos condições de saber como fazer isso somente com a força da mente. – Claro que isso requer milhões de anos de evolução e treinamento. É impressionante o que você poderia fazer, se tivesse controle sobre 100% de seu cérebro. – Imagino! Respondi já me preparando para as coisas que ainda viriam. – Como dirige a nave? Perguntei, percebendo que estávamos em movimento e ele conversava comigo. – Com a mente. Informou Krol. Vocês já têm equipamentos militares capazes de obedecer à mente. Mas, é uma pena que utilizem tal tecnologia a serviço da morte e não da vida. Vejamos, nós chegaremos ao destino em poucos minutos, mas estaremos 12 horas adiantados no tempo. Além de não sermos vistos, isso encolhe a distância. Porque é mais fácil viajar no tempo. Com efeito, ao descermos no local, já era noite, considerando 12 horas a mais, seriam agora cerca de 20 h. O prédio era evidentemente um depósito em um local habitado, pois não chamaria a atenção. Parecia mais, um local abandonado. – Como vamos entrar? Perguntei. – Observe, falou Krol. Ele estendeu o braço para a frente por alguns segundos e puxando a maçaneta, simplesmente a abriu. Percebia-se um pequeno montinho de limalha sobre o solo, do que deveria ter sido o sistema de fechadura. Havia dois guardas no local, vestidos a paisana e armados com fuzis e metralhadoras. Obviamente não podiam nos ver e para eles a porta continuava fechada.. Havia uma luz acesa no centro do galpão que permitia uma visão razoável do local. Sobre uns trilhos de concreto uma máquina igual aos desenhos que vira nos planos de Moura. – Pode falar Sr. Marcio. Eles não podem nos ouvir. – Eles não deveriam ter visto a porta abrindo? – Sim, respondeu Krol, mas adiantei-nos um pouco mais. Isso dará tempo para fazer o que pretendo. Krol então estendeu a mão espalmada na direção da máquina e tudo aquilo começou a desintegrar-se literalmente virando pó. Fez o mesmo com os computadores, armários etc. Dentro de segundos era apenas um depósito vazio com montinhos de pó em todos os cantos. – Espere, falou Krol, temos alguém na sala ao fundo falando ao telefone. Vamos, não poderá ver-nos. Ao aproximarmo-nos, Eugene Deschamps, estava falando ao telefone em espanhol. – Sim, estamos com um pequeno atraso, mas sua mercadoria será entregue. Não se preocupe. Sei meu general, mas não tenho como atender neste momento. Sei! O senhor já adiantou uma boa soma e estamos fazendo tudo para atendê-lo com a maior brevidade. Olhei para a lixeira ao lado da mesa e adivinhe o que vi? Dois saquinhos vazios dos salgadinhos que vira no farol da ilha. - Deschamps! Ele estava envolvido, ou melhor, era o próprio ladrão. Krol parecendo adivinhar meus pensamentos, recuou-nos no tempo o suficiente para sermos percebidos. - Hei! De onde você saiu? – Digamos que vim do passado recente. Então é você, seu cretino. Ordenou aquele ataque e roubou os planos. – Você está louco! Falou Eugene, mas a um pequeno gesto de krol, pareceu hipnotizado. Krol fez sinal para que eu prosseguisse. – Quem é você afinal? – Diretor substituto. O Titular está, digamos, doente. – Ok! Existem cópias do projeto. – Sim só no meu computador. Quem era o homem ao telefone? – General Emílio Carranza, um ex militar muito poderoso na América. – Por quê? Perguntei. Você vendeu o projeto e para que? – Ele iria ameaçar o mundo de extinção. Seria poderoso. - Quem mais abe disso? Perguntei. – Ninguém, somente os cientistas que trabalham para mim. Pessoal do Carranza. - Ok, Krol eu estou satisfeito. Falei. – Não se preocupe. Quando sairmos, ele não lembrará nem o próprio nome. Falando isso, pulverizou o computador e tudo o mais que havia na sala. E sorrindo, pulverizou também as roupas de Eugene, deixando-o nu e com os olhos parados fitando o infinito. – E os outros cientistas? Perguntei – Eles dependem do projeto. São apenas executores e duvido que tenham capacidade para refazer o que foi destruído. Voltamos para a nave, sem antes Krol ter feito pó das armas dos dois guarda-costas que saíram correndo apavorados. – Agora voltaremos, a sua fazenda, mas, antes vamos dar uma marcha-ré no tempo. Confesso que a estas alturas eu estava atônito com tudo o que vira. Voltamos para casa apenas alguns minutos depois que havíamos alçado vôo. Na curta viagem, perguntei ao Krol o que aconteceria com Nádia e os outros. – Nada, respondeu Krol. Nádia que se mantivera na nave, apenas observava-nos e senti que me comunicava. – Marcio! Você foi ótimo, no início cheguei a pensar que você estivesse envolvido. Voltei minha atenção ao Krol. – Ok! Você disse que não acontecerá nada a Nádia. Como é isso? – Bem. Nós acabamos de alterar o futuro. Ao fazer isso, criamos uma nova seqüência, digamos de páginas mudando o rumo do futuro, desta forma aquele futuro parou. Todos continuam, como se nada tivesse acontecido. – Mas, Nádia ainda está aqui. – Sim. Respondeu ele. Lembre-se que recuamos do ponto onde estávamos e neste caso, amanhã quando a nossa ação estiver acontecendo, Nádia será excluída. – Como assim? – Simples, ela nascerá somente em 2016. Então, tudo depende de como este novo futuro irá se comportar. Vocês devem agora dar muita atenção ao meio ambiente. Tratem de chegar a terra2, vocês precisarão dela em breve. Até 2200 será necessário um novo planeta. Este estará exaurido. Parem de tentar entender a vida depois da morte. A eternidade existe, porque você estará sempre renascendo em uma nova página. Você esteve bem próximo da verdade. Mas, isso ainda é muito complicado para vocês. Vocês precisam desenvolver a mente. Parem de comer cadáveres cozidos e tratem de viver em harmonia com a natureza. A evolução virá, geração após geração e um dia vocês também poderão viver 1000 anos e desvendar os mistérios do universo. Eles estão na mente. Voltei para a fazenda depois de despedir-me e vinha imaginando que Krol, teria companhia para viagem de volta apenas até o dia seguinte. Eu estava convencido de que ainda temos um longo e penoso caminho a percorrer até que possamos desenvolver-nos a ponto de atingir tal conhecimento. Acho que é hora de paramos de fabricar quinquilharias eletrônicas sem futuro e pensarmos seriamente em utilizar os avanços tecnológicos em pró da humanidade e não desperdiçar mais tanto tempo precioso com bobagens inúteis. Chegando a fazenda estava ansioso por contar à Kelly as novidades. Afinal parece que ela pressentira o rumo que tal experiência podia tomar. Mas, quando me aproximava de casa, um grito ecoou como música em meus ouvidos. Ela vinha sorridente correndo em minha direção!- Queridoooooo! Eu estou gráaaaaaaaaaaavidaaaaaaaaa! Abraçados rodopiamos pelo pátio, aplaudidos pelo pessoal da fazenda. Três dias depois, o noticiário dava conta de que Eugene Deschamps havia sido encontrado morto crivado de balas em um depósito em Hannover, completamente nu. Mais tarde um bloco de notícias apresentava ao fundo um casal tomando uma cerveja sentados em uma mesa na calçada. Seria capaz de jurar que o homem ao lado de uma bela morena, era Krol. Será que estaria providenciando para que entre nós começasse a surgis bebês com maior capacidade de domínio do cérebro?
FIM

Sobre a obra

Como devolver o espírito de Nádia ao seu Habitat natural?
Dá tempo de salvar o palneta?

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Autoria
Lauro Winck
Ficha técnica
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azuirfilho
 

LAURO WINCK · Rio Pardo (RS)
IMORTALIDADE_CAP.- 4 - FINAL

Uma aventura arrojada que lembra o James Bond, diante de uma ação com equipamentos militares capazes de obedecer à mente, e que utilizam tal tecnologia a serviço da morte e não da vida.
Tem de alguém fazer o serviço do Bem.
Parabéns pelo Trabalho e pelo Bem que difunde.
Abração Amigo

azuirfilho · Campinas, SP 15/7/2009 17:17
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Doroni Hilgenberg
 

Excelente conto

nesta ou em outra domensão, o crime não compensa
Nossa mente é um poço em ebulição, e o conhecimento tanto
pode ser usado para o bem como para o mal.
E o futuro é uma incognita
Só Krol para decifrar esse mistério...
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 15/7/2009 21:14
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raphaelreys
 

Enquanto existirtem almas haverá tragédias e comédias!

raphaelreys · Montes Claros, MG 16/7/2009 07:50
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O NOVO POETA.(W.Marques).
 

muito bom mesmo, parabéns.

O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 16/7/2009 09:08
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
menina_flor
 

Amigo Lauro - sempre que leio seus contos penso que voce deveria publicar um livro. Lembro da minha adolescencia quando eu devorava os livros de ficção.
Excelente conto com um desfecho que surpreende e dá um gostinho de quero mais.
Parabéns.

Bjos
Patty

menina_flor · Rio de Janeiro, RJ 16/7/2009 19:49
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Greta Marcon
 

É... Lauro... acho que temos muitos descendentes deles na terra.
"Eles" estão sempre por ai... nos observando sem interferir.
De geração em geração, o ser humano vai evoluindo; quem sabe
um dia seremos como krol...
Seu trabalho foi apaixonante; eu adorei!
... e votei...
Beijossss

Greta Marcon · Ponte Nova, MG 17/7/2009 00:48
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Cláudia Campello
 

bjsssss♥;;

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 18/7/2009 02:37
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Falcão S.R
 

Lauro,

Definitivamente, muito bom!

Abs

Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 22/7/2009 02:21
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