Imperativos
Adia essa dor que te entristece,
Aplaca essa chama que não te aquece,
Traz ao mundo o melhor de ti,
Te esquece,
Busca-te entre o céu e as estrelas,
(diz o que vier na telha )
Concede, aos que nada tem, tua atenção
(não te preocupes com a escuridão)
Perdura na eternidade consumada...
( como uma criatura alada, sem teto, sem parede
sem chão...)
Permite à tua criança insurgente
Partir,
Sem ter para onde ir,
Sem ter onde ficar,
Apenas deixar passos na vastidão dos rastros
Seguindo em direção ao mar...
( onde não vai mais doer esse sentimento tangível,
que de tão físico, já se fez pedra)
Cresce em torno da vaidosa fogueira
( as miúdas centelhas não vão te enlaçar )
Realiza uma primeira prece,
Não te apresses,
Observa o fugir do dia,
Combate teu medo,
Segrega-te do teu pensamento
Reconhece-te na tua alegria,
( depois vem cá para dentro, pois já se faz tarde,
E a brisa já se faz fria...)
Gostei Marcos, cada vez mais suas poesias estão refletindo seu aprimoramento continuo e espontâneo. Abração.
ancalado · Maceió, AL 6/3/2007 01:40
Mandando assim, não tem como não obedecer, né?
Gostei muito, mestre Marcos!
Bela imagem, Osvaldão!
Abraço!
obrigado, andre.
obrigado, carlos.
abraços,
Que coisa mais linda Marcos... quisera eu, seguindo seu conselho tão lindamente traçado, seguir apenas em direção ao mar.. e chegando lá deixar a pedra, e voltar com um novo coração.
Abraço!
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