Que nome têm tuas imperfeições?
As pintas que escondes, as menores
De cores estranhas
Teu impuro pulsante
Em recantos lúgubres
Onde se esconde de quem tanto te ama?
E mapeia teu corpo em busca de semântica
De abismos
Que nome têm tuas imperfeições?
Salmos de trás para frente
Clarões estilhaçados
Espasmos
Que nome?
Tinha choques quando me olhavas
Mil geléias em minha língua
Te quero em cenas degradantes
Imobilizada em pose imprópria
Assim te venero
Sal da terra