Império do tempo
Há música no tempo. Há um momento correndo, corrido, em busca do sentimento perdido. Há a aventura e desventura de uma vida, que por mais que se queira, não é possível conceber em sua totalidade. Há um mundo engendrado por seres, mitos e sonhos. A era emocional de um planeta, que gira em torno de uma lua, semi-nua, cultivando, sem se aperceber, as flores do jardim do próximo alvorecer. Há uma torrencial chuva, que muda, o futuro de todo, o passado de tudo e o presente em nada. A chuva efêmera passa, agride a sutileza e transforma-se em tempestade. Pássaros instantâneos nascem, brotam de um rude silêncio, de um ou mais eventos e , então, imprimem às asas do temporal, uma velocidade infinitesimal, distâncias infindas em minutos finitos. É como se nada soubessem, das vãs e tristes madrugadas, com a alma pairando sobre edifícios, sorrindo, correndo os momentos sortidos , vagando na palma das mãos, nos ossos, nas frontes, nas lágrimas que o semblante esconde, entre voláteis olhares e pertinentes sussurros. Antes e depois, há o medo do escuro, a enxurrada de afagos, o fluído da atmosfera, no espaço, aparecendo e abraçando a pele drenada, dentro da casa, que voa, que salta, transmuta-se em gotas tenazes, incapazes de vencer as barreiras aeróbicas, as dores dos pormenores, os vestígios de fortuna e sorte, as resmas das páginas a serem escritas nos ventos.
as dores dos pormenores, os vestígios de fortuna e sorte, as resmas das páginas a serem escritas nos ventos.
Tempo, tempo, tempo..tudo se transforma, queima na alma do poeta...
bj
obrigado pelo comentário, Cíntia.
abraços,
todos ser humano da arte da escrita gosta da coisa de páginas ao vento.. interessante.. será que o inconsciente daquela coisa de escrever para jogar pra fora? talvez... belo, inteiro... ´parabéns
poetética patética · Cuiabá, MT 19/8/2007 01:35
Magnífico ensaio sobre o tempo. Este monstro que a cada dia nos faz definhar.
Muito bom, Marcos.
Abçs. Benny.
Falar do tempo,com belas palavras!
Parabéns!
Abraços.
Marcos.
Belíssimo texto sobre o andar do tempo, a terrena ilusão suprema do homem.
Parabéns, parceiro.
Noélio Mello
muitíssimo obrigado, Noélio.
abração,
Marcos.
Em qualquer que seja o teu texto existe poesia. Talvez não há poesia escrita tradicional e já acostumada em desenrolar em versos, mas uma poesia ímpar, diferente. Um encruzilhamento, tanto embaraçado de poalavras que entrelaçam-se dentro de um delicioso significado.
Valeu meu amigo.
obrigado, amigo Higor.
tuas palavras me renovam a auto-estima.
muito grato.
abração,
MARCOS,
o tempo em teu texto ganhou lindas reflexões.
Temos as marcas, as dores e os dissabores desse senhor que tanto nos revela. Abçs de Betha.
grande abraço, Betha.
obrigado!!
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