Não li anúncio assim em qualquer jornal espanhol, francês, inglês, alemão, estadunidense ou chinês.
Mas é só o que se ouve nas esquinas e mesas de buteco zoropianos.
Até no ônibus, no trem e na barca se escuta coisa tal.
E, sem reservas (ops!), não pedem segredo, nem sussuram.
Algumas pessoas correm do silêncio dramático dumas salas antes barulhentas no rumo das ruas.
E gritam, subiu, subiu, subiu!
Antes era caiu, caiu, caiu!
De um anúncio em loja de artigos populares no Brasil:
"senhoras e senhores, cuidem suas bolsas"
De vovó Marinalva:
"quem tem seu porquinho que o segure pelo rabinho"
De um neoliberal, que a lenda urbana conta ter existido por instantes raros no finzinho do século passado do último milênio: o Estado é atrabiliário do desenvolvimento livre da economia globalizada, tem de ser mínimo, vendam tudo que é público.
No futuro, em poucos anos, quando estudarem Ricardo, Marx, Keynes, Friedmann em faculdades de economia (se ainda existirem faculdades de economia - quá, quará, quá, quá!), estudantes incautos poderão confundir neanderthal com neoliberal e escambo com escândalo.
Haverá teses sobre isso, de pós, mestrado e doutorada e até de pós-pós.
Daquelas grossonas de assustar incréu
(Alerta Vermelho! Incréu não é virgem).
Sobe, desce. Desce, sobe. Ô montanha russa russa...
Enquanto isto na sala de justiça...
Bem, se não fosse pelo neoliberal, os óculos que fiquem bem, e outros quesitos, até que eu me candidatava...rs
Para jogar conversa fora eu gosto...rs2
beijo
Sábia vó Marinalva, já tenho meu porquinho há muito tempo, sendo alimentado e engordando devagarinho.
Bjim
Gente, eu juro que tô de férias, aproveitando um recorte de trecho de passagem que me deixaram fazer pra ficar uns tempos zoropeando, vindo da China, onde trabalhei feito uma cã (mas não comi cachorro, não!) por quase quatro meses antes e durante as olimpíadas, mas as coisas meio que me procuram e me acham nessa galáxia.
Sei lá porque não posso me embebedar descansada curtindo um espanhol de bigodes a Dali, num retrato pintado na parede onde, dizem as lendas (como essa gente tem lenda antiga aqui, tchê!), que até Pablo Picasso bebeu vinho da mesma pipa sentado onde estou e olhando aquela pintura estranha que deve ter uns trezentos anos, já descascando. E não deixam fazer fotos dela, só da fachada do prédio, mas aí eu não faço de birra.
Quando não é o superpateta do candidato do Bush, ou o próprio, são os capachos deles lá no rio grande do Sul, como me dizem as fotos que me mandam de atrocidades na minha cidade e eu fico ensandecida dentro das calcinhas, querendo me rasgar toda e me atirar nas fuças dum covarde desses.
Vê se não é de ficar emburrada com o que fizeram com minha professora querida.
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