Índia terena de inconfundíveis traços
Que caminha incansável desafiando a fadiga,
Trazendo um filho aninhado nos braços
E outro que cresce em gestação na barriga.
Na cabeça, a bolsa de algodão, encardida,
Equilibrada com maestria quando ela anda,
Aborrotada de aipim, guavira, moranga,
Escondendo, embaixo, a cabeleira escorrida.
Quando eu lhe vejo... índia terena!
Com seu sorriso ingênuo na face serena,
Com seus cabelos negros da cor do breu,
Vejo todas as dores que lhe consomem,
Pelas suas tradições, que lentamente somem,
Neste mundo de concreto... que não é o seu!
Poesia de fina estampa.
Benny.
Grande Benny,
Abraços e sempre grato pela sua visita aos meus escritos,
Agenor
Agenor, belo poema... belos traços de soneto, com requinte e profundo sentido. Adorei. Vou marcar aqui para votar. Grande abraço, Poeta!
Lobodomar · Guarapari, ES 30/9/2007 20:24
Poeta Lobodomar,
Grato pela visita e feliz e honrado pela sua sensibilidade poética ter gostado do meu poema.
Abraços
Agenor,
É verdade, estou fazendo um apnhado de quantas vezes foi abolida e desabolida a escravidão do indígena no Brasil.
Mas, da poesia - ler teus versos é sempre gratificante porque consegue amenisar a dor do que trata com a beleza deles,
um abraço, andre.
Querido André,
Os nossos irmãos indígenas, tanto quanto nós, negros, vêm ao longo do tempo sofrendo o msmo processo discriminatório e de exclusão imposto pela sociedade.
Abraços
Muito bom, Agenor. Teus versos são sempre fortes e verdadeiros. Parabéns! Votado! Abraços...
Nydia Bonetti · Campinas, SP 1/10/2007 08:27
Meu parceiro e irmão Agenor.
Perdoa o atraso. Grande poema que traz para o lado de cima da terra, a nossa origem que um país sem memória insiste em esquecer.
Tuas causas, parceiro, são nobres, como a tua alma.
Forte abraço, amigo.
Noélio
Olá grande poeta Agenor,
adoro a beleza que existe na simplicidade dos lindos versos deste teu soneto. O tema também é da maior importância porque este trabalho teu, é um grito de clemência para o povo indígena que vive desamparado nesta selva de pedra. Meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.
Amigos queridos, Carlos e Noélio,
Oportunas observções de vocês sobre o problema do índio , talvez bem mais grave do que os dos "negros" Que os nossos versos sejam sementinhas que venham um dia a florescer nas consciências dos nosso governantes.
Abraços
Salve, Agenor!!!
Magnífico poema!
Palavras extremamente fiéis à realidade de nossos índios terenas.
Sem infra-estrutura necessária para viabilizar seu sustento em suas próprias terras, têm que sair às ruas vendendo o objeto de sua plantação e colheita. Necessário dizer que só a mulher indígena faz esse trabalho, o homem não!!!
Por suas tradições milenares, o homem não faz trabalhos domésticos...
Valeu a sua visita Rangel, sempre muito gratificante,
Este retrato a gente vê cotidianamente pelas ruas da nossa cidade,
Obrigado pelos comentários que enriquecem ainda mais o texto.
Abraços
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