indigerido

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Fábio Camacho · Osasco, SP
30/9/2009 · 6 · 11
 

ainda que fastiado,
porém insatisfeito

indisposto reconhecer-se
abandonado novamente

aguardando alguém

dizer alô, tudo bem,
oferecer interesse
sentenciar um adeus

ainda que sentindo-se a caça
apanhou-se sentado à mesa

mordiscou naco da língua
sorveu seu próprio veneno

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Fábio Camacho (1974 -) poeta paulista
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Monalisa Morato
 

Que profundo! Amei este! Me fez pensar em mil situações possíveis e cabíveis neste poema!! Parabéns!

Monalisa Morato · Osasco, SP 28/9/2009 13:45
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Dalila Aroca
 

O abandono é reflexo do nosso exclusivismo,
da autenticidade singular onde escolhas
e intinstos nos remetem de volta ao lado oculto
do vazio, da solidão, do fastiado e insatisfeito
que nos deixa sempre à disposição do nada
tudo vira sabotagem da nossa própria caricatura
pois somos refletores das nossas próprias indigestões!!!
Beijo!

Dalila

Dalila Aroca · Osasco, SP 28/9/2009 15:35
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Fábio Camacho
 

Monalisa carinhosa, feliz com sua visita.

Dalila: os bons artistas são catalisadores ao invés de auto-biográficos; obrigado pela visita e comentário.

Fábio Camacho · Osasco, SP 28/9/2009 19:45
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Jairo de Salinas
 

É, poeta, a solidão é fera, a solidão devora. Assim disse, Alceu valença.
Belo texto!
Um abração!

Jairo de Salinas · Salinas da Margarida, BA 28/9/2009 20:07
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Jairo de Salinas
 

É, poeta, a solidão é fera a solidão devora. Assim disse, Alceu valença. A vida é interessante: às vezes somos aplacados por uma lei natural superior, e aí não tem jeito. Em outras situações, quando nos mostramos ao outro de forma peçonhenta, somos obrigados a sorver o nosso próprio veneno.

Belo texto!
Um abração!

Jairo de Salinas · Salinas da Margarida, BA 28/9/2009 20:11
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Fábio Camacho
 

grande Jairo, chegou perto da minha definição autofágica: devorar-se, digerir-se pra se tornar imune ou morrer do veneno do mundo.

é o preço que pagamos na vida - a inocência perdida das crianças.

obrigado e grande abraço,
camacho

Fábio Camacho · Osasco, SP 28/9/2009 20:51
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raphaelreys
 

Somos filhos das estrelas nesse mundo doido. Dai as recordacoes.

raphaelreys · Montes Claros, MG 29/9/2009 08:35
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Vinícius Motta
 

Provar do próprio veneno, por mais que se acredite noutro sentido, é prova de a vida há de revelar uma face mais circular do que pensamos.
Parabéns pelo poema.
Abraço.

Vinícius Motta · Rio de Janeiro, RJ 30/9/2009 15:54
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Cláudia Campello
 

... e nos alimentamos de tantas ausencias!
e nos "curamos" de tantos venenos!

gostei!
bjssssssss;

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 2/10/2009 03:37
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Sujeito Escaleno
 

É... uma imagem: um sujeito se masturbando com calma e fúria contida, olhando p'rum espelho de corpo inteiro, no qual está pregado, no canto superior direito da moldura, uma foto de (mais uma) ex-amante, nua.

Sujeito Escaleno · São Paulo, SP 7/1/2010 11:50
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Fábio Camacho
 

que narcisismo autofágico Escaleno: masturbar-se pensando na própria bunda - dá bons versos isso aí.

Valeu a visita,

camacho

Fábio Camacho · Osasco, SP 9/1/2010 17:15
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