ainda que fastiado,
porém insatisfeito
indisposto reconhecer-se
abandonado novamente
aguardando alguém
dizer alô, tudo bem,
oferecer interesse
sentenciar um adeus
ainda que sentindo-se a caça
apanhou-se sentado à mesa
mordiscou naco da lÃngua
sorveu seu próprio veneno
Que profundo! Amei este! Me fez pensar em mil situações possÃveis e cabÃveis neste poema!! Parabéns!
Monalisa Morato · Osasco, SP 28/9/2009 13:45
O abandono é reflexo do nosso exclusivismo,
da autenticidade singular onde escolhas
e intinstos nos remetem de volta ao lado oculto
do vazio, da solidão, do fastiado e insatisfeito
que nos deixa sempre à disposição do nada
tudo vira sabotagem da nossa própria caricatura
pois somos refletores das nossas próprias indigestões!!!
Beijo!
Dalila
Monalisa carinhosa, feliz com sua visita.
Dalila: os bons artistas são catalisadores ao invés de auto-biográficos; obrigado pela visita e comentário.
É, poeta, a solidão é fera, a solidão devora. Assim disse, Alceu valença.
Belo texto!
Um abração!
É, poeta, a solidão é fera a solidão devora. Assim disse, Alceu valença. A vida é interessante: às vezes somos aplacados por uma lei natural superior, e aà não tem jeito. Em outras situações, quando nos mostramos ao outro de forma peçonhenta, somos obrigados a sorver o nosso próprio veneno.
Belo texto!
Um abração!
grande Jairo, chegou perto da minha definição autofágica: devorar-se, digerir-se pra se tornar imune ou morrer do veneno do mundo.
é o preço que pagamos na vida - a inocência perdida das crianças.
obrigado e grande abraço,
camacho
Somos filhos das estrelas nesse mundo doido. Dai as recordacoes.
raphaelreys · Montes Claros, MG 29/9/2009 08:35
Provar do próprio veneno, por mais que se acredite noutro sentido, é prova de a vida há de revelar uma face mais circular do que pensamos.
Parabéns pelo poema.
Abraço.
... e nos alimentamos de tantas ausencias!
e nos "curamos" de tantos venenos!
gostei!
bjssssssss;
É... uma imagem: um sujeito se masturbando com calma e fúria contida, olhando p'rum espelho de corpo inteiro, no qual está pregado, no canto superior direito da moldura, uma foto de (mais uma) ex-amante, nua.
que narcisismo autofágico Escaleno: masturbar-se pensando na própria bunda - dá bons versos isso aÃ.
Valeu a visita,
camacho
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