Mostra-se manso, etéreo, obtuso
astuto manco tal qual ebriedade
servida ao varal de panos desnudos
insanos galopantes goles mortais
veredas de impraticável retorno
feito a morte possessa de vidas
fatal e indecorosa aos olhos alheios
devaneio renitente, inapto aos dias -
escória clariscente da madrugada,
punhal jorrante, sangria social -
vadia, pretensa e infame poesia...
Vadia, pretensa e infame poesia... Que beleza de mansidão Arrabalesca e que inspiração meu caro Joe Ferry! Diga-me o que sonhas quando dormes, e eu te direi o que faz a sua imaginasão! Sãp as ondinas das margens do Poty e do Parnaiba que lhe visitaram enquanto dormias. Abraços teresinenses!
raphaelreys · Montes Claros, MG 16/2/2008 07:14
Belo texto, Ferry!
A poesia pode ter muitas faces. Mansa, etérea, infame... Como a vida também pode ser.
Abraço!
Meu caro Joe, você fará muita gente se ver como num espelho ao ler essa poesia. É de emocionar! Conte com meu voto. Grande abraço do seu irmão.
Eduardo de Oliveira · Teresina, PI 16/2/2008 11:33
agradeço as palavras dos amigos... fico lisonjeado...
abraço grande a todos...
Porreta, Ferry!
Versos muito bons!
Abraço
http://interludios.blogspot.com
in frame!
mais uma que trinca no telhado da palarva!
valeu joe!
obrigado Carlos, Fernando e Soninha, pela atenção...
tomara nos visitemos daqui por diante
e tropeçemos uns nos versos dos outros
harmoniosamente...
abraços!!!
Fantástico texto, versos entre insano e indolente! Gostei,
me fez lembra do Augusto dos Anjos em" Eterna mágoa
O homem por sobre quem caiu a praga
Da tristeza do mundo, o homem que é triste
Para todos os séculos existe
E nunca mais o seu pesar se apaga..."
Olá Amigo, só posso te dizer è que adorei.
Maravilhosa.
Abraços
Abraços Pedro...
também tropeçarei pelos seus contos
certamente...
Beri,
muitíssimo obrigado pelo comentário,
saudações poéticas a todos...
di_versos ângulos. obtuso, reto e agudo - diversas sombras. De madrugada, sol-levante, obtuso, sombra grande e a vela da bandeira no varal. Sol a pino, ângulo reto, roupa seca retirada, do varal só o fio no chão quando piso sobre a minha sombra tão pequena. Dia oblíquo, ângulo agudo, cresce a sombra novamente do outro lado. Até nos diluirmos em uma noite ébria, eu e ela, para não mais sermos devaneios e "veredas de impraticável retorno". Relógio inexorável diante de inebriantes ebriedades.
votei.
abraços.
Olha muito bom. meus parabens. elio candido de olieira. IBIA MG
Elio Cândido de Oliveira · Ibiá, MG 19/2/2008 06:57Obrigado pelo convite, é sempre um prazer curtir seu talento, abraços
Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 21/2/2008 03:23Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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