Quando pouso sobre teu corpo em repouso
E sempre quente, sem muita pressa
Parece que um ser mudo e eloqüente se expressa
No teu corpo que é minha sina
Minha vacina
No teu corpo que não finge
A expressaõ enigmática de uma esfinge
Porque é apenas verdadeiro
De uma verdade que de tão simples
Não comove
Porque só o que é raro comove
E move meu corpo ciente
De que é suficiente
Querer-te sem mais alarde
Ao invés de amar-te
Porque não somos um do outro presa
Talvez sejamos apenas a surpresa
De que amor não é nada além de um termo
De todos o mais ermo
E de que mais vale não dizermos nada
Porque as palavras só pretendem significar
O que nós, calados,
Há tempos já significamos.
Poema sobre a vagueza e insuficiência das palavras quando comparadas à amplitude das relações humanas.
É verdade...essa insuficiência é vero...existem coisas que não se explicam...pois não pertencem ao campo do pensamento....
Querer explicar o amor ou a alquimia dos corpos... é uma luta vã...não se explica o inexplicavel...
Adorei a forma ...o jogo de palavras...e esse final fantástico...mais que perfeito....suficiente para justificar a insuficiência das palavras...ehhe
Parabéns , Azuir ,meu querio amigo ..
um beijo blue...
Rai...blue.
Arzírio,
Prazer em conhecer seu poetar.
"No teu corpo que é minha sina
Minha vacina
No teu corpo que não finge
A expressaõ enigmática de uma esfinge"
Este trecho é simplesmente belo.
Abraços
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