Interior de uma semente
Debaixo da terra escura
na solidão de enterrada,
embebe a lágrima fria
de nuvens desconsoladas,
num ermo céu de raiz.
morfética felicidade!
Repousa às margens do aqueronte
em busca de esquecimentos.
Fareja o cão que vigia
os sonhos, os medos...
Trava-lhe batalha mortal!
Se dilacera, se rasga,
sente o afago da terra.
Se cala, chora, morre,
Explode!
Vê então, a luz da primavera.
Algumas referências de mitologia grega:
Morfeu - Deus dos Sonhos
Aqueronte - Rio das dores
Lete - Rio do esquecimento
Cérbero - Cão de guarda de três cabeças que vigia o Hades. Ele fica na outra margem do Aqueronte.
Elementos da mitologia, seja grega ou romana sempre dão um toque misterioso e especial na poesia pq nos deixa brincar com os sonhos. Beijo
Angélica T. Almstadter · Campinas, SP 18/11/2008 16:35
Repousa as margens do rio dos infortúnios, em busca do próprio esquecer...
Um texto instigante...
Votado..
abç...
BelÃssimo, Rute!
Um ótimo texto e uma perfeita construção!
Que sua inspiração nos venha como aquela chuva que ganharam consolo em suas comportas acolhedoras e cerradas...
Abraço enorme
Carlos ETC
http://interludios.blogspot.com
Se cala, chora, morre,
Explode!
Vê então, a luz da primavera.
Nós poetas sempre estamos plantando alguma semente. E, esperamos sempre a primavera
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