A percepção e a devolução da realidade pelo poeta por meio da criação verbal fundamentam estas reflexões. A realidade empírica, inesgotável, desafia-o permanentemente, a par de outros fenômenos experienciais Ao vivenciá-los no estágio pré-lingüístico, consciente e inconscientemente realiza a seleção e a interiorização das experiências que irá plasmar em matéria verbal como elemento primário do construto formal enquanto conjunto de elementos diferenciais que fazem a poesia ser o que é, e não mero conglomerado de versos. O elo de ligação da poesia com o mundo é obviamente a linguagem. A criação poética — informada por camadas as mais recônditas da linguagem e da realidade — se situa na recuperação e na instalação de conteúdos ao seio do maior patrimônio cultural das sociedades humanas, as línguas naturais, utilizadas primariamente nas modalidades oral e escrita para a comunicação instrumental nas diferentes comunidades lingüísticas. Por outro lado, no fazer poético não há correspondência pari passu entre a percepção e o sucedâneo impulso criador, por um lado, e as possibilidades de expressão por outro.1 Há inevitável perda na passagem à concretude da palavra, mas o que então é expressado risca um sulco na superfície da vida e da linguagem, a possibilitar a emergência de eventos, noções e emoções não enunciados, todavia presentes na energia de sentido do texto em seu modo de ser. Este aspecto incide no difícil conceito do silêncio do texto, do qual a disposição gráfica (o branco da página) é apenas um aspecto. Aquilo que é variavelmente denominado o não-dito, o não-enunciado, as entrelinhas, o indizível, o inominável — guardadas as diferenças conceituais e sua episteme — precede e acompanha a expressão poética, ultrapassando qualquer tipo de leitura da obra, mesmo pelo leitor especializado.
Na esteira da teoria do discurso, o discurso poético, segundo Bakhtin (e respeitadas as suas fases segundo diferenciadas por Todorov), tende a ser monofônico por provir de individualidades que desafiam o código até o limite do inteligível, na tentativa de criar um modo único de expressão. No entanto, não há significado literário fora da comunicação social geral, o que se mostra contraditório com as considerações do teórico russo sobre o discurso poético. Para ele, a literatura reflete as condições significativas do horizonte ideológico de que faz parte e é contaminada por discursos circundantes de outras esferas da vida social. Ao reduzir a linguagem ou a um sistema abstrato de formas ou à enunciação monológica isolada erige-se um obstáculo à apreensão da natureza da linguagem como código ideológico. O fenômeno literário enquanto produto cultural simbólico, determina-se dialeticamente seja voltando-se para o mundo exterior, seja mexendo em seus próprios arquivos. O poeta não apenas lida com a potencialidade da palavra, já que se situa na fronteira do jogo dialógico com que se tecem os discursos. Por isso infindáveis são as vozes que fundamentam a expressão poética, inevitavelmente polifônica em sua essência. A gênese e o destino da poesia são dialógicos, polissêmicos, históricos e sociais., a despeito de sua enunciação monofônica. Esta enunciação se situa no nível dos significantes, da linguagem portanto e conseqüentemente, da forma.
O que diferencia um poeta do outro, portanto, é o modo pelo qual ele veicula os conteúdos dos mundos histórico, ideológico, social, cultural, imaginário e espiritual em linguagem e forma que lhe são peculiares e diferenciadas.
Nas sociedades ocidentais moderna e contemporânea o poeta irá lidar com vocábulos sobrecarregados de cargas culturais negativas. A linguagem se mostra contaminada por múltiplos fatores. Então, desde o início se defronta com a difícil tarefa de dar uma nova vida àqueles vocábulos, ao passo que, tantas vezes, ativa o repertório passivo da língua natal.
Desta sociedade provimos, brasileiros, não tão diversos de outros espaços do mapa-múndi, em termos de máquina histórica — social, política, econômica, cultural e, last but not least, artística —, acrescidos da riqueza cultural de outras etnias que desenham nossa face singular e própria. Visivelmente significativas são as expressões das culturas das quais nos beneficiamos, as quais, por estarem fora do âmbito desta reflexão, não são tratadas neste momento, a despeito de sua relevância.
Aqui serão discutidas no decorrer do exame da poesia dos autores presentes a apreensão e a expressão da realidade na obra poética vista pelo ângulo da tradição ocidental a despeito de algumas poucas remissões a outras tradições. Não há, com isto, preocupação com o interminável debate acerca da validade de um dado cânone literário nem se deseja verificar, comparativamente, a assim dita supremacia estética de uma ou outra obra. 2 Nesta atividade interpretativa são observadas as características próprias de cada um dos cinco poetas então presentes com base no exame de seu texto poético.
Claro, “as realidades” 3 são diferenciadas e diferenciáveis em cada povo e sua cultura. Todavia, em sentido amplo, é com o trabalho no interior da linguagem que o poeta irá revelar um mundo para além das aparências, redimindo conteúdos esquecidos e emoções não percebidas, de forma paralela porém desconicidente daquela apresentada pela comunicação pragmática. As coisas são a pedra de toque da linguagem, qualquer que seja a interpretação. O esforço do poeta e do leitor será o de reconstituir e conduzir para a contemporaneidade eventos negligenciados ou enunciar o ainda não enunciado.
O que as ciências da linguagem, nelas situados os estudos da Retórica e da Poética, denominam “linguagem conotativa” é apenas um dos aspectos de questão mais ampla. Trata-se do captura, pela linguagem em suas múltiplas possibilidades, do rosto humano e de seu trânsito pela vida. Esta vida de nós todos sem privilégios é a matéria do poeta e assim o foi sempre, independentemente de escolas literárias ou estilos de época, criados para, de modo didático, fazer-se chegar aos leitores uma ordenação do vasto aparelho da poesia e de suas realizações através dos séculos. É na referida matéria dinamizada pelo poeta, constituída de conteúdos de eventos e emoções, que reside o caráter experiencial da poesia, desbordante da vida constituída no mundo histórico, formada por uma linguagem de recursos específicos. Por meio das experiências individual e coletiva o poeta canta com sua própria voz.
Assim se processa o trânsito realidade / poesia, poesia / realidade ↔; recepção da obra. Esta atividade não constitui um sistema fechado. Embora a poesia tenha criado um código no decorrer do tempo, abre-se a novas possibilidades formais (o seu modo de ser) ao tratar dos temas humanos sejam eles quais forem. Importará, sim, o resultado formal, feito de língua e dos recursos de outros códigos intervenientes, que emergem das experiências vivenciadas pelo criador em vários níveis de sua formação enquanto artífice da linguagem, da língua, do verso. A reação do leitor irá oscilar entre uma constatação da fidelidade ou da infidelidade ao real. Daí se originam os julgamentos de valor, fundamentados nesta constatação. O que a orienta é a estética da época, a despeito da incorporação dos códigos de estéticas anteriores. De qualquer modo, a poesia desorganiza o real ou ultrapassa o possível – este análogo do real como bem viu Michel Rifaterre.
Será a partir do Realismo como escola que o homem passará a ocupar o centro das preocupações ficcional e poética: da nostalgia da natureza mítica ao centramento na natureza humana. As relações do homem com o mundo natural irão aparecer de forma crítica. A partir de meados do século XIX (mais particularmente na França, à sombra de seus poetas, a exemplo de Charles Baudelaire e Guillaume Apollinaire entre outros), com a complexificação da vida urbana, ocorre uma efervescência de padrões estéticos geradores de vanguardas. Nas tentativas de aproximação da realidade, será o mundo humano e suas relações com o mundo em fora que irão preocupar os criadores. Exemplo basilar desse esforço, na poesia, é a Teoria das Correspondências 4, erigida a partir do poema de abertura de Les Fleurs du Mal (1857), “Correspondences”, de Charles Baudelaire — transformada, após quase um século e meio em modelo de aproximação poética da realidade, seja para aceitá-la como ponto de partida, seja para negá-la, constituindo-a em territórios a determinarem-se. Ainda com Baudelaire, mergulhamos na alma urbana com os escritos dos Salons (1759, 1845, 1846), Le Peintre de la vie moderne (1863), Paris 1860 e outros — obras que definem a fisionomia da época moderna. Nesta época o Brasil vivia, com o previsível atraso cronológico dos países colonizados, um complexo de tendências e estilos. O Romantismo continuava sua produção profusa, o Parnasianismo crescia em prestígio, logo seguindo e coexistindo com o Simbolismo, enquanto na prosa acontecia Machado de Assis, com sua acurada observação da natureza humana e sua obra excepcional.
Após esta breve contextualização histórica, é necessário refletir que os enunciados da poesia (e do objeto artístico em geral), como já apontara Spinoza, não podem ser verificados — tarefa da Lógica —, mas possuem e inauguram um sentido, cujo desvelamento é proposto a alguns setores da Filosofia e à Hermenêutica. A representação poética é fundada numa referência aos significantes. Negligenciar isto é desconhecer a poesia. A Hermenêutica encontra o caminho dialético entre interpretação e compreensão (Verstehen) para o texto poético. São múltiplas suas propostas, de Schleiermacher até os dias atuais. No método hermenêutico, importa a estratégia e a metodologia para entender o texto em sua constituição metafórica de teor cognitivo, como parte de um momento da compreensão, i.é., a explicação que irá “refazer o caminho até à coisa” de que Gadamer 5 fala e que viria a ser repensado pelas teorias da recepção e seus desenvolvimentos em direção à compreensão do leitor ou ao efeito do texto sobre ele. Este será, então, o fundamento para a teoria da mente metafórica, aquela qualidade que nos permite retomar o caminho até à referência (a “coisa”), quando não compreendemos um texto. A teoria da metáfora cognitiva, ao indicar que as metáforas surgem de, esboça a possibilidade de que podem ser inferidas. Uma determinada universalidade da referência está assegurada para qualquer linguagem, desde que todos os homens compartilham de um código incorporado, dotado de universalidade de sentido que, ao ser assim, deixa-se rastrear em diversos tipos de linguagem humana, apesar de que variem os repertórios e os procedimentos interpretativos em cada caso. O leitor ideal é como um representante da humanidade, que deve ser guardada viva enquanto emoção. Ocorre um salto entre o domínio de todos os dias e o domínio da arte – da poesia em particular.
O ingresso do leitor em seu papel corresponde a uma metamorfose misteriosa para a qual é necessário coragem. No dizer de Wolfgang Kayser não é suficiente sentir-se impulsionado a perpretar o ato, mas, ainda, ter a coragem de fazê-lo.
No entanto, como a história da filosofia e a hermenêutica indicam, a estratégia da teoria cognitiva não repousa em suas virtudes metodológicas apenas quando ocorre uma disjunção na leitura se houver dificuldade de compreensão dos termos. Ao contrário, trata-se de um valor específico, filosófico, daquilo que tais termos consigam configurar numa visão intencional e situada, inelutavelmente política, de diferentes leituras — sempre que validadas frente ao significado textual, constituindo uma nova metodologia do campo explicativo, na dialética interpretação / explicação própria da circularidade hermenêutica.
Também recentemente várias outras áreas de estudo desenvolveram esforços — inclusive a Teoria da Linguagem, a partir da Pragmática 6 — na busca de modelos de aproximação da realidade (referência) que favorecem a apreensão do trabalho dos poetas com a linguagem enquanto veiculadora dos conteúdos humanos.
O pós-modernismo trata da questão, assumindo a pluralização de visões de mundo como fio condutor ao qual devemos referir-nos, histórica e existencialmente. Conforme Gianni Vattimo7 um dos teóricos “fortes” do pós-modernismo, muitos signos podem ser citados para mostrar o que acontece nas artes tais como a literatura (sic), a pintura e a arquitetura de nossa época. Seu valor, sua defensabilidade em termos críticos, sua “beleza” são cada vez mais identificáveis com sua capacidade de abrir infinitos horizontes de ecos e referências.
Comenta Vattimo8 que é dificultoso sair-se do mundo e dos significados, da precompreensão, mas aí mesmo se situa a probabilidade de nos encontrarmos com o mundo. Não se pode encarar o conhecimento como um trajeto do sujeito a um objeto vazio ou o oposto. Não há um sujeito “vazio” que interioriza um objeto dele separado. Para atingir-se a interpretação é necessário articular uma compreensão originária na qual as coisas já se encontram visíveis. Esta articulação, por conseqüência, é o fundamento da interpretação.
O pensamento de escritor italiano incide, no raciocínio acima, naquilo que — à parte posições teóricas a serem revisadas e que este teórico vê com nitidez — constitui o modo de ser do poeta: cada um se aproxima da realidade com sua feição peculiar, fato que é tão antigo quanto a presença da poesia entre as realizações do indivíduo humano. A sensibilidade, as experiências pessoais, a personalidade de cada artista irão determinar seu modo único de perceber e devolver a realidade, a realidade humana, definindo-a e delimitando-a, tornando-a nítida pelo trabalho com a linguagem.
Isto irá fazer a diferença entre um poeta e aqueles que são meros artesãos de versos — os quais não mantêm o contacto com a força da vida, daquela riqueza que permanece nos interstícios da expressão propriamente verbal das experiências pessoais de cada poeta. Nestes, essa força emerge do texto lingüístico, como preferiram dizer, programaticamente, no início do século XX, os formalistas russos, de maneira a atingir o leitor em várias modalidades de aproximação do texto.
Se o leitor médio não pode perceber aquele código, em princípio caberia ao leitor especializado, ao crítico, intermediar a leitura. Mas, embora não toda vez, o jargão acadêmico é um dos entraves à recepção da obra, pois divorcia a figura iluminadora do crítico do leitor não especializado.
O tipo de sociedade da qual somos membros mais ou menos inativados pelas forças negativas da produção capitalista, extensivas à poesia (à arte em geral) como espetáculo de consumo fácil e rápido, afasta cada vez mais os leitores de uma possível leitura. Desafortunadamente, a especialização das linguagens nos conduziu a um incontornável ponto de divergência com os leitores médios. Releva atentar que o leitor de poesia, predominantemente, participa de um grupo de poder, não necessariamente econômico, que domina o saber da leitura e da escritura. Contudo, seria provavelmente motivo de perplexidade para o “leitor comum”, também denominado “leitor médio”, ou para o iletrado — do indivíduo humano em suma ─; saber-se objeto central de atenção na construção verbal que não decifra.
Acresce que a poesia, em suas relações com o mundo, anuncia um território de liberdade, onde as emoções, pensamentos e sentimentos de cada um e de todos podem ser recuperados pela voz de quem sabe articular em expressão verbal os conteúdos compartilhados por toda a humanidade (muitos deles esquecidos pela história oficial, dos vitoriosos), num agir que redime do esquecimento as histórias particulares rasuradas ou negligenciadas. Não que o poeta assim se direcione. Então, teríamos uma forma de realização cujo interesse a faria imergir no mundo da utilidade. É que de modo imanente esta é a decorrência “natural” da atividade criadora, pois o corpo da poesia é um corpo humano que expressa sofrimento e regozijo.
É sob a luz das reflexões acima que deve ser lido o presente estudo, do qual se apresenta o primeiro de quatro ou cinco volumes. Neste volume, examina-se o modo como quatro poetas realizam seu trabalho de aproximação do mundo — designado variavelmente de mundo empírico, mundo objetivo, realidade efetiva (dingliche Sache, Hegel), referência e outros — a partir da área de conhecimento que é chamada ao desenvolvimento desta leitura. Aqui não há qualquer preocupação de fixar-se em nenhuma episteme ou terminologia rígida.
No primeiro capítulo, realiza-se uma análise de algumas odes de Horácio e de Ricardo Reis (Fernando Pessoa) e sob a perspectiva da influência indica-se um modo de estar no mundo e sua expressão pela poesia, a aurea mediocritas, a medianidade dourada — observando-se semelhanças e diferenças entre os dois poetas. No segundo capítulo, medita-se sobre a difícil empresa de Jorge de Lima, quando, sob a estigma da culpa, move-se para divisar os mundos humano e divino, utilizando-se de inesgotáveis recursos formais e enveredando por sendas de sentido as mais profundas. No terceiro, estuda-se o modo como Carlos Drummond de Andrade expressa a realidade oculta no mundo da aparência e a revela pela palavra poética, percorrendo um caminho a carregar a dor de viver, amargamente, mas gradativamente dulcificando-se e atingindo a estase, momento em que emite seu comentário sobre o eterno. No quarto, enfim, comenta-se o modo de aproximação da realidade por João Cabral de Melo Neto, um de apropriação contundente, que, no entanto, redime eventos e dados factuais do esquecimento, instaurando a realidade poética por meio de seu singular trabalho formal na literatura brasileira, “caçador solitário”, na feliz expressão de Wilson Martins.
Nos quatro capítulos, aponta-se para o ingente trabalho do poeta em suas relações com o mundo, diferenciado em cada um, sim, mas lastreado na percepção da vida em sua riqueza ─; dor e alegria ─; e o labor da poesia que salva o homem, em qualquer dos casos, da tragédia da história.
Não é outra a matéria do poeta. Mudam-se os tempos e os costumes, mas a atividade poética permanece essencialmente o que sempre foi, acumulando-se do conhecimento que é legado geração após geração, na possibilidade de encontrar o passado no presente, aquele momento privilegiado de descortino do mundo humano em seu existir mais profundo, ampliado paideuma.
São essas realidades humanas ou vistas pelo olhar do homem que constituem o poema, embora este não pudesse atingir a existência, ocorrer, ser evento — na palavra de Valéry — não fora o modo pelo qual cada poeta utiliza singularmente o material de que dispõe. Este é a linguagem e o modo como nela trabalha e como a usa para expressar aquelas realidades por meio de códigos diferenciados em seu eixo sintagmático, mas que se encontram sob o teto do inelutável paradigma da poesia como “linguagem de linguagem”, forma – e isto faz toda a diferença. Sem que nos esqueçamos que essa forma instala-se entre outros discursos do mundo, informada não apenas da experiência da vida individual de cada poeta, mas da sua familiaridade profunda com as experiências sociais e históricas de cada povo.
Introdução ao livro de ensaios críticos "Os Trabalhos de Hércules na Oficina de Orfeu", ainda inédito, do qual já publiquei um ensaio, parcialmente, neste site.
Brida,
longo textooooooo!
Destaco:
O que diferencia um poeta do outro, portanto, é o modo pelo qual ele veicula os conteúdos dos mundos histórico, ideológico, social, cultural, imaginário e espiritual em linguagem e forma que lhe são peculiares e diferenciadas.
É por isso que não dou bola para criticos, pois nem sempre eles dão conta do recado, principalmente quando vivem realidades e culturas diferentes onde não cabe o contexto de uma situação.
bjssssss
Brida, não sei se não entendi direito o parágrafo, mas me parece que ao citar Bakhtin vc não deixou claro o conceito dele de linguagem. Me parece que para o cara a linguagem é essencialmente dialógica e polifônica - seja ela a poética ou a cotidiana. No texto dá a impressão que ele analisava diferentemente a questão (se é que entendi direito o que vc escreveu!). Poderia explicar melhor isso?
abraços
Brida querida
A sensibilidade é comum a todos os poetas de todos os tempos
beijos
Interessante a introdução. Imagino como será o livro. Parabéns.
Pedro Rivero · Bélgica , WW 25/9/2008 02:01
Amo tudo que você escreve e saempre volto para reler etirar mais proveito.
Ecila Yleus · Recife, PE 27/9/2008 23:26
Tudo que você falou ocorre no meu trabalho poético e compartilho do parecer dos estudiosos.Só que existe uma magia. É como se o poeta às vezes parecesse um bruxo. Ao pegar a caneta parece que o trabalho sai completo, diria sem tirar nem por.Lógico que vem todo um conhecimento de mundo, costumes de época, o inconsciente e o consciente que contribuem com a criação poética.São as janelas da alma que vão se abrindo de forma Sui Generis.
Ecila Yleus · Recife, PE 10/10/2008 10:19
Texto looongo, indeed.,.. mas, poesia nao tem distancia, neh? , e,
" O que diferencia um poeta do outro... " senao a nossa maneira de expressar escrevendo tambem, coisas que sao simples e parecem se perder na distancia.
Sucesso pro livro.
Seu ensaio é muito bem construído e
concatenado. Sua lembrança de João Cabral
nesse contexto foi muito feliz.
Wilson Martins, com o seu olhar de lince para a literatura brasileira, enxergou a sua importância com maestria.
Parabéns, Brida.
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