Invernos
I
Vulto ao longe,
Alguém que se oculta,
(visão: quase nada...)
Sonhos abertos à bruma...
Sanha profunda.
De que ?
Não se sabe.
Não se fala palavra.
Seres lacônicos.
Silêncio na alvorada
(vidas que não se tocam, se entocam)
Se escondem os mortos.
II
A mulher que, despida,
Observa as formigas...
Seguem caladas.
A mulher e as formigas.
( atmosfera cinza.tempestade.
Congelam-se os brados...)
A mulher esquecida,
Ainda que sem as vestes
Agasalha o orvalho...
As formigas se perdem
( parecem trabalhar para receber salário...)
III
É a alma do mundo – convence o profeta
Em transe,
Em fuga,
Buscando mudanças...
Oi Marcos, os seus poemas são muitos profundos e é preciso muita refexão para entendê-los, por isso vou fazer um dowload para lê-lo depois com mais calma, mas deixo omeu voto, pois gostei muito...muito e muito.
Abraços,
Elizete
É a alma do mundo, acredita o poeta... sempre em busca de mundanças... Muito bom! Votado! Abçs!!!
Nydia Bonetti · Campinas, SP 7/10/2007 11:40
Um lindo poema esse seu Marcos.
Parabéns! Apreciado e votado com gosto. Um abraço
Marcos.
Poesia como as nuvens que passam, buscando seus novo caminhos, de mudanças para novos corações.
belo poema.
Forte abraço
Noélio
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