A língua brasileira está viva infelizmente. Antes não estivesse e deixaria melhor imprenssão a improvável posteridade que aguarda os infelize que tão nasceno agora.
Foi mermo o que aconteceu com o alto latim apesar do baixo que não chegou estuporar todo o velho alto porque muitas obra de peso e umas de contrapeso já tinham sido iscritas antes do mergulho na decadência e depois naquele triste refocilar na laminha de um mar qui tinha acabado só deixano uma poça pequena e redonda no lodo do leito da língua.
Mas agente nunca tivemos um alto brasileiro e então dá até tristeza porque nada sobrará para ser lido e recordado assim “olha que tempo bom era aqueles e as pessoa pensava com sinceridade e escrevia tudo só o que sabia iscrever sem muito emprenho em enganar com pompa os basbaque deslido e quereno parecer ser sem não ser”.
A nossa língua está seno trabalhada pelos que vivem e vão modificando as coisa. Não tem idioma que resista a duas o trêis geração de vivente falando e escrevendo errado porque a língua também tano viva não resiste e cai até virar patuá sem ser de macumba neim nada.
Queim muda a língua não é reforma hortográfica mermo que sejam uma por mêis. Só pensar e vê que quem muda é os falante e os escrevente e muda seim pena nenhuma porque não sabem o que estão fazeno quanto mais o que não estão.
Os deslido falam beim assim “eu sô borgiano conheço tudo do Borje e só iscrevo no estilo dele e só leio se fô daquele geito que o paraguaio iscrivia e não quero sabê de mais nadica porque tô sastifeito com a minha sastifação e sô moderno”.
Fica difíciu porque o leque tá fechado e leque fechado não mata mosca só mermo se for muito grande besta gorda e distraída e já doente de Detefon o Mafú.
Teim dois gato pingado que leu tudo dos grego, dos ingleis, dos franceis no originau, dos portuga quatro veiz direto desde que o rimance foi inventado, tomô banho de russo tudo tudinho e esses dois miau sarnento são justamente os que fala “não leio istilo neim escola literária e neim acredito nessas coisa artificial de buchá academia de fingimento. Leio livro bão de sustança e nutrissional do espríto".
A língua brasileira vai morrê e já está muito enfermissa porque os que estudam não querem pensar sozinho mais só receber trainsfusão de professor naftalinado preguiçoso e seguindo o riscado da grade escolá e só leno o mandado. De um lado noventecinco por cento de deslido botano no meio a classe média inteirinha porque revista semanal já veim pensada e desossada e é só lê seim abstraição de conteúdo reflexão pópria exercíço de raçocínio julgamento alvitre filtrage pópria crítica de agudeza de tirossínio. Seis por cento de estudante descurioso e mais trêis por cento de gente que faiz as coisa com sinceridade e curiousidade póprias das queles que ainda teim alma aproveitáveu e está feito o funeral do indioma e a conta beim feita.
Porque trêis andorinha sozinha nunca feiz verão.
Quanto mas um autor é obiscuro esotérico mitificador mas os que escrevem sem ler e dão aula sem saber vão e diz: “ó! ó! ó! genial este mostro salgado!”
Assim Guimarães Rosa passa a ser Jesuis Cristo na terra e Euclides da Cunha o Demônio em peçoa e Clarice Expector uma bruxa do monte magico eleganti e telectualícimo e o Lima Barreto um preto cachaceiro ruim de hortografia.
Spencer Johnson é um arcanjo Daniel e Thackeray nunca mas sabe o que é reedição mesmo sendo de graça por que já morreu faiz muito é tempo.
Queim não leu uns milhares de livros de escritores dos bãos não deveria escrever era nada principalmente em jornal e revista. Orelha não vale.
Para iscrevê blog ô Overmudo no mínimo seisssentos títulos honesto e bem honestinho de capa a capa.
Si falamo em istilo é só lê o Josué Saramango para ver que não respeita ponto nem palavra nem parágrafo nem letrinha maiúscula em nome póprio de pessoa o lugar. Mas este velhinho sabia tanto pensá que nem precisa de história para contar sai escrevendo o livro sem enredo e acaba dando bão e tudo muito ótimo.
Porque ele leu foi muito antes de pegar a caneta.
Outro assim é chamado José Cela não respeita nadica muita vez não tem a menor história e dá muito do bão e do lindo porque sabe pensá e colocar lá no fundo sem querer enganar ninguéim porque não conseguiria jamais e o livro seria jogado pela janela podendo causar acidente se for andar alto com morte de tranzeunte e tudo.
Assim é as coisa nim um mundo que qualqué asno tem microondas na cozinha mas não entende o manual desse fritadô de pipoca e pior se falta luz não sabe mais acendê fogo sem fóscoro e índio canibau sabia muito mais mermo!
Adeus. O mundo acabô.
"Antigamente os livros eram escritos pelos escritores, para o público. Hoje, são escritos pelo público, para ninguém..."
Oscar Wilde, Deus o tenha
Iscrito na língua atual e bem da moderna no capricho.
Por incríve que paresse, hove uma alma que votô, sem ser eu pópria! Posso até dize: ESSE INTENDEU!
Alzira · São Paulo, SP 15/7/2009 23:19
Também entendi o recado Alzira e concordo com v ocê pois sou Pedagoga.
E olha que acho inte que com tantas mudanças de miolos moles, não é o H antes do I que vai fazer a história. A lingua Pátria e o saber
acumulado das diferentes culturas é que faz esse povo brasileiro ser especial e a gente aprende muito com as interações.
E v c disse uma coisa muito importante, há tanta gente que lê e não entende nadica do texto. Por isso que o Brasil é atrasado, não ensinam a pensar, a ser critico e a se respeitar como cidadão.
bjs
bjs
seu texto é espetácular, parabéns.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 18/7/2009 20:20
Salve, Alzira!
Deus te ilumine e a mim tamém porque
tá faltando luz por aqui!
Abraço Pantaneiro.
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