JASMINS MOFADOS
Sobrevoe no caudaloso céu que só aqui resvala
A negritude do bem que sepultas
Com as ervas daninhas que fazem cócegas
Aos pés da pedra filosofal
Que transcende a alma e o limbo das línguas
Nos véus a esconder a vergonha de ter sido vida
No ventre, aquela seiva úmida das folhas manhãs
Conduza o vento a tocar a lira da próxima noite
Em finos jasmineiros e cravos mofados
Arranque as penas dos corvos famintos
Que espreitam a vinda do próximo habitante
Orvalhe os olhares das madonas
Monas, Monalisas que repousaram os cílios trêmulos
Em sua boca, gosto da falsa saudade
No cântico dos cânticos das uvas maduras
Que deleitaste
antes de um sono fugaz outrora
Respingam as hastes das videiras em negro leite
Rosários
Maculando a sua mão que condenou
Anunciou os poucos dias da amada ninfa
Seu amor range dentes, delata seu pecado
Seus olhos nada mais verão nos meus
A face já é sem a boca que queima
E não contempla as estrelas e sóis
Olhos sem meninas girassóis
Não segure as mãos juntas, pois sangue escorrerá frio
Pois elas espalmadas protegem as folhas de outonos
A liberta carne em mármore
O oco útero, ninho sementeira
Este enlace eterno e derradeiro
Vida e tempo
Mãos descansam na última oração
Por ti, Amor
Que aqui não morre,
Mas desaparece.
Cíntia Thomé
Poços de Caldas, 07/03/2008
Algo se desprende de mim... A leveza existe...
Foto de A. Hernandez
http://olhares.aeiou.pt/_quem_guardara_/foto1808134.html
Dedico a Renato Torres, Compositor e Músico,Belém, PA
Tão triste o poema, que dá ao amor ido um fim que mereceu.
Tu nos faz chorar pelos versos e amar o que sentes e ter mais carinho por ti.
Feliz teu aniversário amanhã, um dia que te merecemos.
A foto foui feita pela Autora da Capa do meu livro...veja:
http://olhares.aeiou.pt/_quem_guardara_/foto1808134.html
Como sempre, mais um belíssimos poema!
Nossa, daria e dá muitas leituras em cada verso.
Aos pés da pedra filosofal
Que transcende a alma e o limbo das línguas...
Nossa, trancender a alma e o limbo, profundo!
Muito boa a dedicatória ao Renato.
Abração
Cintia querida,
Jasmins Mofados trazem um gosto doce-acre-triste.
Permanece um sabor amargo e silencioso da descoberta
ao mesmo tempo que doce e leve...
A inquietude avança sobre mim...
Beijos,
Regina
http://lailtonaraujo.blog.terra.com.br/cintia_thome_lanca_livro_de_poesia
Lá está o Overmundo.
Que espetáculo! Tocante! Lírico, triste e belo!
Poebeijos.
Maravilha !!! Votado !!!
Bjs...
Triste e belo!
Regina - poesia em volta · Volta Redonda, RJ 1/4/2008 15:51
Ola pssoa!!
Jas_mim q ñ morre, nm desaparece tamanha natureza de sua colaboração.
At +, 1 abrço.
achei bonito, lembrou-me das poesias parnasianas, assim de leve, pela escolha de palavras, pelo tema, curti mesmo, confira depois o meu blog www.homensdopantano.blogger.com.br tem várias poesias lá, abraços pantanosos
homensdopantano · Rio de Janeiro, RJ 1/4/2008 18:13
Belo poema e justa homenagem a Renato,
que tive o prazer de conhecê-lo em meio a um lançamento cultural,
que ele participou de forma impar, declamando e cantando maravilhosamente.
Perfeito.
Bjs.
Também achei tão triste. Amor que não morre, mas desaparece...
Mas a metáfora da pedra filosofal traz esperanças de transmutar metal em ouro, da busca espiritual, da imortalidade...
bjo!
belíssimo poema.Impressionante.
parece muito passional e num só tempo surreal !
gostei muito! Um dos teus melhores, daqueles que li !
abração,
Sim pensei nisso, passional...mas é tentar sumir, como a gente sempre diz "quero morrer para você", não "por você"...da imortalidade, mas sem o físico...fui escrevendo algo depois de ler o pOema de Renato e ver esta fotografia que comentei achar muito boa e como ela colocou o que achei no Olhares, ali desenvolvi...Obrigado Marcos.
Cintia Thome · São Paulo, SP 1/4/2008 22:20
Nossa recebi tanta visita vindo do site do overmano lailton
http://lailtonaraujo.blog.terra.com.br/cintia_thome_lanca_livro_de_poesia
Aqui deixo a lembrança.
ab
Cintia, recebi seu convite e vim.
Valeu.
Li, gostei, votei também.
abrs,
Querida,adorei seu poema,muitomexpressivo
Votado!!
Cíntia,
Retorno para reler e votar.
Beijos,
Regina
Aqui vai divulgação da Jornalista - Brasília - Df
FRANCINNE AMARANTE
http://francinneamarante.blog.uol.com.br/
http://www.overmundo.com.br/agenda/olhos-de-folha-minha-traz-a-delicadeza-e-intensidade-da-poesia-de-cintia-thome-1
Meu muito Obrigado.
.
Há um mercurio dos filósofos neste texto alquimista e profundamente impregnado da alma medieval minha cara Cíntia. É a insustetável leveza do poeta em ser! Estava sumido por estra entre lençoies no leito, acometido de profunda estafa que me dificultava o raciocínio. Aos poucos volto e deixo um abraço, meu voto e beijo!
raphaelreys · Montes Claros, MG 2/4/2008 08:05
Cintia,
Deslumbrante!!!
Um abração.
Um triste fim para o amor, que não morre, simplesmente desparece!
Beijos, querida!
Me faltam adjetivos para classificar tão belo trabalho. Beijos
Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 2/4/2008 14:38
"Não segure as mãos juntas, pois sangue escorrerá frio
Pois elas espalmadas protegem as folhas de outonos
A liberta carne em mármore
O oco útero, ninho sementeira
Este enlace eterno e derradeiro
Vida e tempo"
deixo que a obra fale por si mesma, pois estou na mesma situação do colega ai de cima.
bjos
Poetisa maior, lança seu livro amanha, parabens pelo seu trabalho, merece um bom lugar,o Overmundo agradece, bjs
victorvapf · Belo Horizonte, MG 3/4/2008 07:19
Que belo texto. parabens. Parabens. bom dia.
Cintia, minha querida poeta,
lindo, como sempre, seu poema. Delicado e leve, como pássaro ou pena a flutuar na mansidão da carne fria do mármore, antepasto dos amores findos e, no entanto, lindos. Adorei. Parabéns, poeta.
Bjs
Cintia Thome · São Paulo (SP)
JASMINS MOFADOS
Mais que ter um lindo vocabulário vocé tem o segredo de com eles formar pérolas e diamantes de poesias.
....Este enlace eterno e derradeiro
Vida e tempo
Mãos descansam na última oração
Você transcende espaço e tempo.
parabéns
Cíntia,
O amor sempre, o amor...
Tua poesia encanta e eterniza no coração de quem a lê, passeando pelas belas imagens criadas, em versos tão bem construídos.
A liberta carne em mármore
O oco útero, ninho sementeira
Este enlace eterno e derradeiro
Vida e tempo
Mãos descansam na última oração
Por ti, Amor
Que aqui não morre,
Mas desaparece.
Poesia d`alma.
Belíssimo.
Abs
Beto
Toda vez que "JASMINS MOFADOS" passa por mim, eu o leio. Então lhe devia o comentário.
Mas o que dizer...
Se toda a dor já foi dita e a beleza posta em algum lugar e eternizada...
Parabéns
Beijos
que delírio...
um beijo
samuel
Belíssimo poema!
Abraços, flores, estrelas..
Poema triste e belo... especial e tocante...
Airton
Estrela-RS
Jasmins mofados, querida Cíntia, dá um excelente título para um livro. Essa aura esotérica que transparece nos versos de acento melancólico, por vezes, não lhe retira a beleza. Parabéns! Volto para votar.
Um cheiro da floresta
Por ti, Amor
Que aqui não morre,
Mas desaparece.
Cíntia Thomé
Cintia fiquei encantada com sua poesia. Explêndida. Votadíssima.
Bjs de lua.
cíntia,
acabo de escrever longamente no outro postado, o que traz este poema recitado por tua voz ancestral. pensei em repetir meu comentário aqui, mas não seria justo retribuir dessa forma tanta generosidade multiplicada em sítios diferentes deste não-lugar, e a atingir sensibilidades tantas!... obrigado, minha querida! devo te dizer que o teu poema, na verdade, são dois, porque lê-lo e ouvi-lo são experiências completamente diferentes.
Saramago já disse - e eu já devo tê-lo citado em outro comentário - que a palavra verdadeira é a palavra dita, e que a palavra escrita é apenas uma coisinha morta que está ali, à espera de que a ressuscitem. um poema com a força que tem "jasmins mofados" gera em quem lê a sensação de ouvi-lo, uma vibração insuspeita que permanece em nós muito tempo ainda depois que ele passa, como a brisa marinha ou a água no corpo.
te agradeço uma vez mais tamanha deferência...
beijos,
r
Que lindo e triste poema, Cintia!...
Por ele te levarei um abraço lá no "encontro overmano".
Guilherme
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