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A. Fernandez autora Capa Olhos de Folha Minha de Cintia Thomé
amostra do texto
JASMINS MOFADOS
Sobrevoe no caudaloso céu que só aqui resvala
A negritude do bem que sepultas
Com as ervas daninhas que fazem cócegas
Aos pés da pedra filosofal
Que transcende a alma e o limbo das línguas
Nos véus a esconder a vergonha de ter sido vida
No ventre, aquela seiva úmida das folhas manhãs
Conduza o vento a tocar a lira da próxima noite
Em finos jasmineiros e cravos mofados
Arranque as penas dos corvos famintos
Que espreitam a vinda do próximo habitante
Orvalhe os olhares das madonas
Monas, Monalisas que repousaram os cílios trêmulos
Em sua boca, gosto da falsa saudade
No cântico dos cânticos das uvas maduras
Que deleitaste
antes de um sono fugaz outrora
Respingam as hastes das videiras em negro leite
Rosários
Maculando a sua mão que condenou
Anunciou os poucos dias da amada ninfa
Seu amor range dentes, delata seu pecado
Seus olhos nada mais verão nos meus
A face já é sem a boca que queima
E não contempla as estrelas e sóis
Olhos sem meninas girassóis
Não segure as mãos juntas, pois sangue escorrerá frio
Pois elas espalmadas protegem as folhas de outonos
A liberta carne em mármore
O oco útero, ninho sementeira
Este enlace eterno e derradeiro
Vida e tempo
Mãos descansam na última oração
Por ti, Amor
Que aqui não morre,
Mas desaparece.
Cíntia Thomé
Poços de Caldas, 07/03/2008
Algo se desprende de mim... A leveza existe...
Foto de A. Hernandez
http://olhares.aeiou.pt/_quem_guardara_/foto1808134.html
sobre a obra
Dedico a Renato Torres, Compositor e Músico,Belém, PA
tags: São Paulo SP poesia
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informações |
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| Autoria |
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.Autoria Cíntia Thomé
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| Ficha Técnica |
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Dedico ao Renato Torres, Compositor e Músico, Belém, PA
A Pedra Filosofal (ou mercúrio dos filósofos) era o principal objetivo dos Alquimistas. Segundo a lenda, era um objeto que poderia aproximar o homem de Deus.
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| Data |
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01/4/2008 |
| Arquivo |
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53 Kb ·37 downloads |
| Licença |
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comentários  |
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Tão triste o poema, que dá ao amor ido um fim que mereceu.
Tu nos faz chorar pelos versos e amar o que sentes e ter mais carinho por ti.
Feliz teu aniversário amanhã, um dia que te merecemos.
Juliaura · Porto Alegre (RS) · 30/3/2008 10:07
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Como sempre, mais um belíssimos poema!
Nossa, daria e dá muitas leituras em cada verso.
Aos pés da pedra filosofal
Que transcende a alma e o limbo das línguas...
Nossa, trancender a alma e o limbo, profundo!
Muito boa a dedicatória ao Renato.
Abração
Branca Pires · Aracaju (SE) · 30/3/2008 21:15
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Cintia querida,
Jasmins Mofados trazem um gosto doce-acre-triste.
Permanece um sabor amargo e silencioso da descoberta
ao mesmo tempo que doce e leve...
A inquietude avança sobre mim...
Beijos,
Regina
Regina Lyra · João Pessoa (PB) · 1/4/2008 00:56
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Que espetáculo! Tocante! Lírico, triste e belo!
Poebeijos.
soninha porto · Porto Alegre (RS) · 1/4/2008 10:27
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Maravilha !!! Votado !!!
Bjs...
marilia carboni · Londrina (PR) · 1/4/2008 10:49
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Ola pssoa!!
Jas_mim q ñ morre, nm desaparece tamanha natureza de sua colaboração.
At +, 1 abrço.
PIERROFXZ · Lages (SC) · 1/4/2008 17:15
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Belo, como sempre
Paulo Esdras · Salvador (BA) · 1/4/2008 17:33
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achei bonito, lembrou-me das poesias parnasianas, assim de leve, pela escolha de palavras, pelo tema, curti mesmo, confira depois o meu blog www.homensdopantano.blogger.com.br tem várias poesias lá, abraços pantanosos
homensdopantano · Rio de Janeiro (RJ) · 1/4/2008 18:13
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Belo poema e justa homenagem a Renato,
que tive o prazer de conhecê-lo em meio a um lançamento cultural,
que ele participou de forma impar, declamando e cantando maravilhosamente.
Perfeito.
Bjs.
Benny Franklin · Belém (PA) · 1/4/2008 18:15
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Também achei tão triste. Amor que não morre, mas desaparece...
Mas a metáfora da pedra filosofal traz esperanças de transmutar metal em ouro, da busca espiritual, da imortalidade...
bjo!
Nydia Bonetti · Campinas (SP) · 1/4/2008 18:21
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belíssimo poema.Impressionante.
parece muito passional e num só tempo surreal !
gostei muito! Um dos teus melhores, daqueles que li !
abração,
Marcos André Carvalho Lins · Recife (PE) · 1/4/2008 21:23
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Sim pensei nisso, passional...mas é tentar sumir, como a gente sempre diz "quero morrer para você", não "por você"...da imortalidade, mas sem o físico...fui escrevendo algo depois de ler o pOema de Renato e ver esta fotografia que comentei achar muito boa e como ela colocou o que achei no Olhares, ali desenvolvi...Obrigado Marcos.
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 1/4/2008 22:20
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Cintia, recebi seu convite e vim.
Valeu.
Li, gostei, votei também.
abrs,
Rubenio Marcelo · Campo Grande (MS) · 1/4/2008 22:48
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Querida,adorei seu poema,muitomexpressivo
Votado!!
Ailuj · Niterói (RJ) · 1/4/2008 22:58
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Cíntia,
Retorno para reler e votar.
Beijos,
Regina
Regina Lyra · João Pessoa (PB) · 2/4/2008 00:20
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Branca Pires · Aracaju (SE) · 2/4/2008 06:37
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Há um mercurio dos filósofos neste texto alquimista e profundamente impregnado da alma medieval minha cara Cíntia. É a insustetável leveza do poeta em ser! Estava sumido por estra entre lençoies no leito, acometido de profunda estafa que me dificultava o raciocínio. Aos poucos volto e deixo um abraço, meu voto e beijo!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 2/4/2008 08:05
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Cintia,
Deslumbrante!!!
Um abração.
anamineira · Alvinópolis (MG) · 2/4/2008 08:16
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Um triste fim para o amor, que não morre, simplesmente desparece!
Beijos, querida!
crispinga · Rio de Janeiro (RJ) · 2/4/2008 08:33
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Me faltam adjetivos para classificar tão belo trabalho. Beijos
Falcão S.R · Rio de Janeiro (RJ) · 2/4/2008 14:38
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"Não segure as mãos juntas, pois sangue escorrerá frio
Pois elas espalmadas protegem as folhas de outonos
A liberta carne em mármore
O oco útero, ninho sementeira
Este enlace eterno e derradeiro
Vida e tempo"
deixo que a obra fale por si mesma, pois estou na mesma situação do colega ai de cima.
bjos
eric renan ramalho · Belo Horizonte (MG) · 2/4/2008 21:01
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Poetisa maior, lança seu livro amanha, parabens pelo seu trabalho, merece um bom lugar,o Overmundo agradece, bjs
victorvapf · Belo Horizonte (MG) · 3/4/2008 07:19
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Que belo texto. parabens. Parabens. bom dia.
Elio Cândido de Oliveira · Ibiá (MG) · 3/4/2008 09:15
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Cintia, minha querida poeta,
lindo, como sempre, seu poema. Delicado e leve, como pássaro ou pena a flutuar na mansidão da carne fria do mármore, antepasto dos amores findos e, no entanto, lindos. Adorei. Parabéns, poeta.
Bjs
Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro (RJ) · 3/4/2008 12:36
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Cintia Thome · São Paulo (SP)
JASMINS MOFADOS
Mais que ter um lindo vocabulário vocé tem o segredo de com eles formar pérolas e diamantes de poesias.
....Este enlace eterno e derradeiro
Vida e tempo
Mãos descansam na última oração
Você transcende espaço e tempo.
parabéns
azuirfilho · Campinas (SP) · 5/4/2008 20:38
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Cíntia,
O amor sempre, o amor...
Tua poesia encanta e eterniza no coração de quem a lê, passeando pelas belas imagens criadas, em versos tão bem construídos.
A liberta carne em mármore
O oco útero, ninho sementeira
Este enlace eterno e derradeiro
Vida e tempo
Mãos descansam na última oração
Por ti, Amor
Que aqui não morre,
Mas desaparece.
Poesia d`alma.
Belíssimo.
Abs
Beto
Roberto Girard · Rio de Janeiro (RJ) · 7/4/2008 09:50
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Toda vez que "JASMINS MOFADOS" passa por mim, eu o leio. Então lhe devia o comentário.
Mas o que dizer...
Se toda a dor já foi dita e a beleza posta em algum lugar e eternizada...
Parabéns
Beijos
Cherry Blossom · Dracena (SP) · 19/4/2008 19:06
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que delírio...
um beijo
samuel
Samuel Luciano Assunção · Angra dos Reis (RJ) · 21/4/2008 23:17
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Belíssimo poema!
Abraços, flores, estrelas..
Edson Marques · Guarujá (SP) · 1/5/2008 22:29
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Poema triste e belo... especial e tocante...
Airton
Estrela-RS
Aepan · Estrela (RS) · 2/5/2008 14:19
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Jasmins mofados, querida Cíntia, dá um excelente título para um livro. Essa aura esotérica que transparece nos versos de acento melancólico, por vezes, não lhe retira a beleza. Parabéns! Volto para votar.
Um cheiro da floresta
ANIBAL BEÇA · Manaus (AM) · 6/5/2008 18:44
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Por ti, Amor
Que aqui não morre,
Mas desaparece.
Cíntia Thomé
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 22/5/2008 00:24
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Muito lindo, já votei!
Bjs da Gena
Gena Maria · Marília (SP) · 5/6/2008 00:12
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Achei lindo!
camuccelli · Rio de Janeiro (RJ) · 25/6/2008 14:07
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Cintia fiquei encantada com sua poesia. Explêndida. Votadíssima.
Bjs de lua.
Bruxinhachellot · Nova Iguaçu (RJ) · 10/7/2008 11:20
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cíntia,
acabo de escrever longamente no outro postado, o que traz este poema recitado por tua voz ancestral. pensei em repetir meu comentário aqui, mas não seria justo retribuir dessa forma tanta generosidade multiplicada em sítios diferentes deste não-lugar, e a atingir sensibilidades tantas!... obrigado, minha querida! devo te dizer que o teu poema, na verdade, são dois, porque lê-lo e ouvi-lo são experiências completamente diferentes.
Saramago já disse - e eu já devo tê-lo citado em outro comentário - que a palavra verdadeira é a palavra dita, e que a palavra escrita é apenas uma coisinha morta que está ali, à espera de que a ressuscitem. um poema com a força que tem "jasmins mofados" gera em quem lê a sensação de ouvi-lo, uma vibração insuspeita que permanece em nós muito tempo ainda depois que ele passa, como a brisa marinha ou a água no corpo.
te agradeço uma vez mais tamanha deferência...
beijos,
r
Renato Torres · Belém (PA) · 1/8/2008 06:35
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