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João Divisa Borges

http://www.flickr.com/photos/49503185029@N01/1455188063/
1
Juscelino Mendes · Campinas, SP
22/9/2008 · 245 · 79
 

(p/ João Cabral de Melo Neto)


João divisa Borges
na lucidez da cegueira:

Olhos cobrem
pálpebras côncavas,

interinidades convexas.

Brilho intenso e clarão fosforescente
Pernambuco - Andaluzia.

Abre-se-lhe os olhos além-mundo
Theorein¹ acontece...

acabam-se as trevas?





¹Palavra grega que significa tanto ver quanto saber.

Sobre a obra

Poema composto por ocasião da morte de João Cabral de Melo Neto em 1999. Singela homenagem àquele que foi um dos maiores poetas brasileiros.

"O poeta João Cabral de Melo Neto, um dos nomes mais importantes da literatura brasileira, morreu no dia 9 de outubro, praticamente cego. Triste ironia para um poeta que amava a pintura e cuja poesia explora os recursos da imagem. A obsessão construtiva fez da poesia de João Cabral um caminho singular, incomum, na literatura brasileira deste século. Poesia rigorosa, cerebral e construtiva, como o trabalho de um "engenheiro" da composição. Nascido em Pernambuco (1920), passou parte da infância vivendo em engenhos de cana-de-açúcar, experiência que marcou profundamente sua visão de mundo e sua percepção estética. Estudou em Recife com os Irmãos Maristas, mas não teve curso superior..."
http://www.weblivros.com.br/especial/jo-o-cabral-de-melo-neto.html
Borges entra pela identidade na cegueira e mente iluminada.

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Juscelino V. Mendes
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Coluna do Domingos
 

Juscelino poetas de sua envergadura, nunca morrem criam discipulos fortes sempre a dar asas ao seu brilhante trabalho, leitores que nos mais diversos periodos do tempo a recitar suas poesias, trechos; assim foi com Homero a João Cabral de Melo Neto e no futuro Juscelino Mendes. Parabésn Grande Poeta,

Coluna do Domingos · Aurora, CE 19/9/2008 22:45
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Juscelino Mendes
 

Dou-me por satisfeito apenas pela curtição de ler mensagens de pessoas amáveis e generosas como você, meu caro cedro do nordeste querido.
Muito obrigado.
Você é gentil e exagerado! rs

Juscelino Mendes · Campinas, SP 19/9/2008 22:49
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celina vasques
 

Faço minhas as palavras de nosso irmão overmano e poeta Coluna do Domingos, vc querido poeta tem nos apresentado brilhantes trabalhos!
Parabéns por mais esse!
Beijo na alma perfumada de poeta!

celina vasques · Manaus, AM 20/9/2008 09:47
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Raiblue
 

Bon jour...meu doce J...lindo!

Pernambuco_Andaluzia...a poesia é luz nos caminhos que vêm de dentro...sensações e acontecimentos que não se apagam...mesmo que nossos olhos deixem de enxergar...
....é o 'Theorein'...como você lindamente disse!!!

Há muito em comum entre eles, sim, como a questão do tempo,
o regionalismo universal, o fantástico e absurdo, as peculiaridades dos obejtos simples, mas que significam muito...

Deixo-te um poeminha que gosto muito:

Psicologia da Composição (fragmento)

"Saio de meu poema
como quem lava as mãos.

Algumas conchas tornaram-se,
que o sol da atenção
cristalizou; alguma palavra
que desabrochei, como a um pássaro.

Talvez alguma concha
dessas (ou pássaro) lembre,
côncava, o corpo do gesto
extinto que o ar já preencheu;
talvez como a camisa
vazia, que despi..."

(João Cabral de Melo Neto)

Seus versos aqui foram brilho intenso em minhas retinas, J...lindo!!
Adoro te ler e sentir...

Tenha um sábado ensolarado e feliz!Azulll!!
Muitos beijinhos(crocantes)rss e carinhos sem ter fim...
Blue_Chips...

Raiblue · Salvador, BA 20/9/2008 09:51
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Raiblue
 

Ah..muito linda a tela do Mirô!!
Parabéns pela bela composiçãooo!!
bjksblueee-chips...hehe

Raiblue · Salvador, BA 20/9/2008 09:52
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Juscelino Mendes
 

Celina,
você é carinhosa e gente boa. Obrigado pela presença sempre agradável.
Bjs.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 20/9/2008 15:19
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Juscelino Mendes
 

Blue-Chips, querida soteropolitana,
o conquistense aqui fica muito agradecido
por seu carinho.
O poema que você postou, é dos meus
preferidos de João Cabral.
A pintura que escolhi era das que João preferia
do Miró.
Tenha um bom fim de semana de sol,
porque a coisa aqui em Campinas não está para
baiano nenhum ficar feliz.

Beijos bluechipseados!

Juscelino Mendes · Campinas, SP 20/9/2008 15:25
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Compulsão Diária
 

Vidência de quem? Heidegger no meio do olhar lançado por Cabral para Borges? Será que praxis e poiesis protegeram aqui o pensamento da práxis? Acabram-se as trevas, mas vc desloca a relação do plano físico, ótico para o cognitivo e adota as categorias eidéticas de Côncavo e Convexo.
Afinal, leitor de Peirce, sabe que a primeiridade é "a forma de ser daquilo que é como é, positivamente e sem nenhuma referência a qualquer outra coisa". Assim, valeu a tentativa da theorein ..será que deu?

Compulsão Diária · São Paulo, SP 20/9/2008 16:57
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Juscelino Mendes
 

Nem Heidegger nem a aparente junção que você coloca entre praxis e poiesis para proteger a própria praxis, o que seria uma contradição. Por outro lado, eu não desloquei, com o "acabaram-se as trevas", do plano físico para o cognitivo. Eu fiz uma passagem do plano físico, terreno, humano, para o desenlace no plano espiritual. Neste contexto, não entra Pierce, eminente lógico e material. Logo, fora deste contexto a que o poema se propõe. Ao desembocar no outro mundo, no além, a cegueira aqui presente no mundo de ambos, Borges e João Cabral, continua ou se abre e enxerga a luz de além mundo? Acabam-se as trevas? Subjacente a tudo isto está o ateísmo dos dois gênios da poesia.
Será que deu?
Um beijo.

PS: próxima vez deixe de chatice e me deixe um beijo.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 20/9/2008 18:25
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Juscelino Mendes
 

Correção: eminentemente lógico.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 20/9/2008 18:26
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azuirfilho
 

Juscelino Mendes · Campinas (SP)
João divisa Borges

Uma Poesia nos sacudindo para a gente olhar e ver.
Ver no sentido de enxergar verdadeiramente.

....na lucidez da cegueira:
Abre-se-lhe os olhos além-mundo
acabam-se as trevas?

Com todo carinho e admiracáo lembrando o Poeta, João Cabral de Melo Neto.
Parabéns pelo Trabalho Feliz.
Abracáo Amigo

azuirfilho · Campinas, SP 20/9/2008 19:09
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Juscelino Mendes
 

Grande Azuir,
obrigado por ter vindo ler o meu poema.
Sobretudo pelos comentários construtivos.
Abraços.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 20/9/2008 19:23
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Compulsão Diária
 

okok...tudo lindo, perfeito..vc é um grande pensador. Mega poeta. Que mais? Ah, filósofo, teólogo e homem da fé inabalável. E baiano e sincero e amigo e,,,,,machista rsrs pede beijinho no lugar de diálogo. Vamos longe!

Compulsão Diária · São Paulo, SP 20/9/2008 20:30
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Juscelino Mendes
 

Não sejas tão durona! E sinto uma certa ironia em tuas palavras. Não sou grande em nada, apenas um estudioso. E mesmo nos diálogos mais sérios, dado o tempo que nos conhecemos, para minha satisfação, diga-se, podemos brincar e tornar a vida menos áspera. Pedir "beijinho" em nada contrasta com o diálogo em si; e nada tem de machismo. Esse negócio de enxergar machismo em qualquer manifestação simples, é chato e sem sentido, especialmente para pessoas que são livres, bem vividas e intelectual, como é o seu caso.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 20/9/2008 21:03
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Juscelino Mendes
 

... e sem mais "beijinhos".

Juscelino Mendes · Campinas, SP 20/9/2008 21:03
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Juscelino Mendes
 

correção: e intelectuais...

Juscelino Mendes · Campinas, SP 20/9/2008 21:05
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Cintia Thome
 

Como João dizia o homem tem muitas caixas que palpitam, cantam....vc tem muitas Juscelino, todas cantam a cada "hora " que vc traz uma...
abs.

Cintia Thome · São Paulo, SP 20/9/2008 22:13
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Juscelino Mendes
 

Obrigado, Cíntia. Pura delicadeza tua.
Bjs.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 20/9/2008 22:30
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Juscelino Mendes
 

Ya no seré feliz. Tal vez no importa.
Hay tantas otras cosas en el mundo;
un instante cualquiera es más profundo
y diverso que el mar. La vida es corta
y aunque las horas son tan largas, una
oscura maravilla nos acecha,
la muerte, ese otro mar, esa otra flecha
que nos libra del sol y de la luna
y del amor. La dicha que me diste
y me quitaste debe ser borrada;
lo que era todo tiene que ser nada.
Sólo que me queda el goce de estar triste,
esa vana costumbre que me inclina
al Sur, a cierta puerta, a cierta esquina.

(Jorge Luis Borges)

Juscelino Mendes · Campinas, SP 20/9/2008 23:06
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Juscelino Mendes
 

"...E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina."

(Morte e Vida Severina -
João Cabral de Melo Neto)

Juscelino Mendes · Campinas, SP 20/9/2008 23:10
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Adroaldo Bauer
 

Tudo recomeça todo dia. O tempo não é mais que uma ilusão,
A. Einstein nos dizia.
E para R. Tagore: O melhor não vem só, vem em companhia do universo.
É do Tao, parece, que a natureza essencial das coisas se encontra no interior de cada um.
Em assim sendo, Juscelino, por conseqüência, se pode supor que, nessa distância ínfima (tendo por comparativo relativo o que se conhece do universo, suas medidas e o ainda não conhecido), sim a luz de Pernambuco seja a mesma do litoral andaluz.
Percebe-se que dois corpos são sempre impenetráveis, mas, se o tomarmos como lâmpadas, velas, lamparinas, o que produzam de luz (de inteligência aplicada aos versos, com alma e engenho) são tão somente e tudo um feixe só de luminosidade.
Viajei lindão!
Bonita metáfora em homenagem à criação, que, de novo, segundo Einstein, sempre dá maior tamanho ao mundo.
Agradeço o convite.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 21/9/2008 01:52
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Juscelino Mendes
 

E obrigado por ter vindo, Adroaldo. Não viajou não... você abordou e deu enfoque a um lado interessante ao afirmar que são tão somente e tudo um feixe só de luminosidade.
E sobre essa luminosidade teremos de dar conta aqui e alhures.
Um grande abraço.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 21/9/2008 14:17
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clara arruda
 

Bem meu querido Juscelino.Meu comentário em nada acrescentará,pq li com o coração e entendi de forma simples.
Deixo aqui duas frases do grande poeta,das quais sempre me lembro ao escrever meus rabiscos.
Um beijo em seu coração.Lembra sempre que essa amiga te ama.

Fazer poesia para o povo começaria por usar formas populares.
( João Cabral de Melo Neto )

Mesmo sem querer fala em verso, Quem fala a partir da emoção

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 21/9/2008 15:31
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Juscelino Mendes
 

Claríssima, você é ótima! Lembre-se sempre, também, que a recíproca deste amigo também é verdadeira.
Beijos.
Paz.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 21/9/2008 16:01
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Lena Girard
 

Ele era luz pura, tecelão da palavra e teu texto sem igual!!
Beijos, meu menino!

Lena Girard · Belém, PA 21/9/2008 16:25
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Juscelino Mendes
 

Beijos, querida Lena,
sempre doce e plena
em seus lampejos!...

Juscelino Mendes · Campinas, SP 21/9/2008 21:26
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Diacui Pataxo
 

Juscelino, sinto que neste momento não tenho nada a acrescentar, só agradecer e parabenizar. Eu amo João Cabral e estou aprendendoa te admirar e conhecer. Forte abraço

Diacui Pataxo · Ilhéus, BA 21/9/2008 22:14
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celina vasques
 

celina vasques · Manaus, AM 21/9/2008 22:27
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Falcão S.R
 

Bela homenagem!

Votado!

Abraços

Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 21/9/2008 23:44
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danlima
 

caro poetaa, lembrar e homenagear os poetas maiores da nossa e ede outras linguas, sempre é ato digno de admiração... ainda mais joão cabral, grande, imenso poeta do nordeste e do mundo, com seus cantares sobre as gentes humildes e sobre os sentimentos dos homens... e sesu poema está bem no espsirito do homenageado.

danlima · Brasília, DF 22/9/2008 00:39
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Compulsão Diária
 

Compulsão Diária · São Paulo, SP 22/9/2008 03:27
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clara arruda
 

Volto e deixo meu carinho.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 22/9/2008 04:08
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MonyBlu
 

agora me senti por fora...Conheço pouquíssimo da obra dele, mas vou pesquisar, tentada pelo seu poema!
bjk

MonyBlu · São Paulo, SP 22/9/2008 08:33
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EdimoGinot
 

Juscelino

Atrasado mas conferido.

Um abraço

EdimoGinot · Curitiba, PR 22/9/2008 08:40
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Claudia Almeida
 

Juscelino,

ótimo e lido

Claudia

Claudia Almeida · Niterói, RJ 22/9/2008 10:38
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Vinícius Motta
 

Muito inspirada sua homenagem.

João Cabral de Melo Neto, além de ser um dos maiores poetas brasileiros, tinha a poesia como um ofício em que o trabalho (transpiração) era a verdadeira essência da poesia ao invés de algo transcendental (inspiração). Compartilho disso, como uma educação pela pedra.
Votado.

Vinícius Motta · Rio de Janeiro, RJ 22/9/2008 11:03
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Juscelino Mendes
 

Querida Pataxó,
saiba que a recíproca é verdadeira.
Um beijo.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 22/9/2008 11:26
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Juscelino Mendes
 

Dan,
temos a obrigação de pensar nessas homenagens sempre. Veja, por exemplo, o comentário da MonyBlu, que vai começar a pesquisar sobre João. Só por isto valeu a pena postar o meu poeminha aqui.
Grande abraço.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 22/9/2008 11:29
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Juscelino Mendes
 

MonyBlu,
achei muito legal você abrir aqui que não conhece a obra do João Cabral. Isso indica a sua humildade e vontade de aprender, que devia ser a tônica de todos nós, mas infelizmente não é. Você vai ficar encantada com a obra de João Cabral, e, também, de J.L. Borges. Qulaquer coisa que eu possa ajudar, conte comigo.
Um beijo.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 22/9/2008 11:33
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Juscelino Mendes
 

Vinicius,
você, em poucas palavras, demonstrou conhecer João Cabral de Melo Neto. Ele era um poeta ao estilo de Paul Valery e dos poetas que fazem de seus textos verdadeiras obras de arte. Evidente que a inspiração sempre será parte, porque a vida em si é uma inspiração magnífica.
Grande abraço.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 22/9/2008 11:42
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Juscelino Mendes
 

Aos demais, Celina, Falcão, Compulsão, Clara, Édimo (nunca se considere atrasado) e Claudia, que votaram, meus agradecimentos pelos seus votos e presenças agradáveis.
Abraços.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 22/9/2008 11:46
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ayruman
 

Oi amigo poeta. Bela Homenagem.

Aqui confirmando presença.
Saúde e Paz.

ayruman · Cuiabá, MT 22/9/2008 13:17
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Ailuj
 

Um beijo Juscelino
Deixo aqui meu carinho de sempre

Ailuj · Niterói, RJ 22/9/2008 13:37
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Daniella Fernandes
 

Perfeito! Parabéns! Xero! Voto com prazer e satisfação!

Daniella Fernandes · Recife, PE 22/9/2008 16:12
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Cintia Thome
 

Cintia Thome · São Paulo, SP 22/9/2008 16:58
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Juscelino Mendes
 

Ayruman, um abraço em você e na bela Chapada.
Julia, não gosto de escrever seu belo nome ao contrário. Bjs.
Daniella, querida, um cheiro em você e na presença.
Cíntia, thome um beijo.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 22/9/2008 18:40
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Hideraldo Montenegro
 

Poema belissimo, realmente á altura do grande poeta. Admirável, meu caro juscelino. Uma bela construção (como diria o João).

Estarei temporariamente ausente, pois, ando um pouco atarefado ultimamente.

Hideraldo Montenegro · Recife, PE 22/9/2008 19:43
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graça grauna
 

Também não tenho dúvidas de que o nosso artesão da palavra gostaria de ver os seus versos. Justa homenagem ao João Cabral de Melo Neto. Parabens, poetamigo Juscelino.

graça grauna · Recife, PE 22/9/2008 19:46
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roquemedeiros
 

Caro Juscelino, eu não sei nem o que dizer, parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!!

roquemedeiros · Nazaré, BA 22/9/2008 20:50
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Raiblue
 

J...lindo...Sobrevoando esta divisa maravilhosamente poética!
Besitos azuis da cor do mar da nossa Bahia...
Blue

Raiblue · Salvador, BA 22/9/2008 21:19
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delen
 

Se ele te inspirou esta poesia , quero conhecer ainda mais vc e João Cabral , belo poema , homenagem mais que perfeita inesquecivel . Abraço...

delen · Cotia, SP 23/9/2008 01:51
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Planícia
 

Olá Juscelino. Faço do Edimo as minhas palavras.. chegeui tarde, mas cheguei! Muito bom, com exigências de erudição. A imagem muito bem escolhida!
Abraços

Planícia · São Paulo, SP 23/9/2008 06:29
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O NOVO POETA.(W.Marques).
 

votando, gosto muito do seu trabalho, abraçosssss

O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 23/9/2008 07:40
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Juscelino Mendes
 

Hideraldo,
um abraço e volte logo.
Graça,
Um beijo e obrigado.
Roque,
você já disse com a sua presença.
Blue-Chips,
sempre crocante.
Delen,
Obrigado e fico feliz com o seu interesse.
Planícia,
agradeço a sua presença, que nunca será tarde.
Marques,
um abraço fraterno.

A todos, o meu abraço carinhoso.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 23/9/2008 11:20
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zilka jacques
 


Gostei! Bela homenagem.
Abraços

zilka jacques · Porto Alegre, RS 23/9/2008 13:40
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Anderson Frasão
 

Mais Jucelino

um anjo te derrubou em meu caminho. Próxima semana estarei apresentando um seminário sobre nosso querido Cabral, posso recitar teu poema - apresentá-lo a meus colegas de faculdade?

Anderson Frasão · Canhotinho, PE 23/9/2008 16:58
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Juscelino Mendes
 

Zilka, obrigado. Abraços.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 23/9/2008 17:30
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Juscelino Mendes
 

Anderson,
sinta-se à vontade para recitar o meu poema.
Sinto-me honrado com isto.
Grande abraço.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 23/9/2008 17:33
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raphaelreys
 

Caro Juscelino! Estava numa correria aprontando uma viagem a Brasília e que acabou adiada. Peço-lhe ler o conto O OUTRO de Borges onde fala da visão extra-sensorial. Meu voto e minha adimiração a sua inspiração caro overmano!

raphaelreys · Montes Claros, MG 23/9/2008 17:43
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Juscelino Mendes
 

Anderson,
conforme sua solicitação, segue a bibliografia:

O poema João divisa Borges foi publicado na p. 199 da IV Coletânea Komedi, vários autores, Editora Komedi (org), Campinas, 2000., 352 p.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 23/9/2008 17:48
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Juscelino Mendes
 

Caro Raphael,
agradeço a sua visita aqui. Seja sempre bem-vindo.
Abraços.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 23/9/2008 17:49
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Samuel Luciano Assunção
 

caro jucelino...
sua homenagem...ao meu ver...está a altura do grande poeta João Cabral de Melo Neto...

e olha...”tecendo a manhã” é uma das coisas mais belas...de tudo que já li...

abraços

Samuel Luciano Assunção · Angra dos Reis, RJ 23/9/2008 23:13
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Juscelino Mendes
 

Samuel,
obrigado pela presença, comentário e voto.
"Tecendo a manhã" é mesmo das coisas mais belas do
João:

"Um galo sozinho não tece a manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro: de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzam
os fios de sol de seus gritos de galo
para que a manhã, desde uma tela tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão".

Juscelino Mendes · Campinas, SP 24/9/2008 10:57
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Turbilhão Psicodélico
 

Juscelino
Continue assim.
Confesso que não entendi muita coisa, porque sou um leigo ainda na área de literatura. Parabéns mesmo assim. Vou ler sobre João Cabral de Melo Neto e reler seu poema, acredito que assim possa absorver maior quantidade de informações.

Turbilhão Psicodélico · Cuiabá, MT 24/9/2008 13:13
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Juscelino Mendes
 

Meu caro Turbilhão,
você é um turbilhão de fineza. É admirável dizer o não saber sobre algo e se dispor a fazê-lo. Contribuir minimamente com isso me alegra. Precisamos mesmo conhecer os nossos excelentes escritores.
Fiquei feliz ao assistir Lula na ONU, mencionando os nossos excelentes Celso Furtado e Josué de Castro.
Abraços.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 24/9/2008 16:58
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Circus do Suannes
 

Que dupla! E que casamento me arranjaste, meu caro Juscelino. João sofria de escrupulose, doença rara hoje em dia. Quando lhe vinha na mente um soneto prontinho, ele o escrevia e depois o reescrevia, em outras palavras, por escrúpulo. Ele temia que aquilo não fosse inspiração, mas lembrança de poesia alheia. Talvez por isso tinha dor de cabeça diária. Bela e merecida homenagem.

Circus do Suannes · São Paulo, SP 24/9/2008 18:11
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Poeta Devany
 

Dizer mais o quê? Parabéns, Juscelino.

Poeta Devany · São Paulo, SP 24/9/2008 20:38
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Juscelino Mendes
 

Suannes,
grande tio da Blu, você lembrou algo muito interessante de João. Escrúpulo pouco comum em nossos dias, infelizmente. E sua dor de cabeça refletia a sua cegueira cruel. E que dizer de Borges... fica para um outro poema.
Grande abraço.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 24/9/2008 21:00
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Juscelino Mendes
 

Obrigado, Devany. Sua presença já é um dito. Abraços.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 24/9/2008 21:01
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Eloy Santos
 

Ainda há tempo para falar de seu belo poema-homenagem a João Cabral de Melo Neto?
Você teve um momento de alta magia nesses versos, Juscelino. Parabéns!

Eloy Santos · Rio de Janeiro, RJ 24/9/2008 21:45
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Juscelino Mendes
 

Sempre há tempo para seus comentários, meu caro Eloy. Mais uma vez, obrigado.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 24/9/2008 23:37
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ana wagner
 

Desculpe o atraso! Votadíssimo! bjs

ana wagner · Porto Alegre, RS 9/10/2008 10:59
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Coluna do Domingos
 

Votado

Coluna do Domingos · Aurora, CE 10/10/2008 12:12
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Turbilhão Psicodélico
 

Juscelino, voltei!
Li um textinho sobre Borges (há muita coisa sobre ele!), que falava do estilo dele na poesia e na prosa... ele parece bem complexo. Agora entendo porque a "divisa". Os dois abusavam da lado frio da mente, sem paixão, apenas construções concretas. Agora sim posso dizer que entendi o poema!
Falando em cegueira, achei fascinante o poema "UM CEGO" do Borges. O final é perfeito.
"Penso que se pudesse ver meu rosto
saberia quem sou neste sol-posto."

Então, resumindo: VALEEEU JUSCELINO! AULÃO, hein? Aprendi pra caramba, e sei que tenho muita coisa ainda pra aprender com você!
Abração, cara!

Turbilhão Psicodélico · Cuiabá, MT 31/10/2008 12:35
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Juscelino Mendes
 

Meu caro Turbilhão,
comigo é bem provável que não tenha muito o que aprender, mas com o Borges certamente, sim. Ele não é só complexo, é sensacional, e, não se iluda, comece a ler Borges direto, "Ficções", por exemplo, e irá se encantar. Só de lhe apresentar Borges e você se interessar, dou-me por satisfeito.
Um grande abraço.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 31/10/2008 15:01
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Juscelino Mendes
 

Eloy,
fale quando quiser. Suas palavras são sempre amáveis e construtivas.
Grande abraço.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 31/10/2008 15:03
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Juscelino Mendes
 

Ana e Domingos, muito obrigado. Abraços.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 31/10/2008 15:04
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Doroni Hilgenberg
 

Juscelino

Você resumiu um mundo nestes versos
Bela homenagem a dois ícones da literatura
quase nada a dizer quando tantos já disseram tudo.

" João divisa Borges na lucidez da cegueira"
e que de onde estão, continuam iluminando o mundo
e as almas através des seus escritos.

Mas achei interessante:
Abre-se-lhe os olhos além mundo
Theorein acontece...
Nestas alturas, os dois se sabem e se vêem
Perfeito!

Deixo aqui um poema de João Cabral que tal como o Samuel,
eu aprecio demais.

Tecendo a manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

João Cabral de Melo Neto
Beijos

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 9/11/2008 18:29
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Juscelino Mendes
 

Doroni,
obrigado por repetir aqui esse belo poema de Cabral e por sua mensagem, claro, sempre interessante e bem-vinda. Bjs.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 11/11/2008 00:39
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