João do mato.
João do mato na noite estrelada.
Cismando os encantos da vida,
espera sua pitanguinha faceira.
Colibri coração grande e pura leveza.
De mansinho vem chegando.
Chamando pro terreiro limpo,
só os puros de corações.
Makuíra sem escrúpulos,
veio beirando o matagal.
Esgueirando nas rebarbas,
não deu satisfação a ninguém.
Pisando nas flores agressivo,
foi logo cuspindo fogo.
Expelindo sua bílis.
Sujando a água limpa
e fazendo o seu estrago.
Taru-inty que passava perto.
Viu tudo o que acontecia.
Sangue de bode preto.
Chifrudo que nem o cão.
Ficou logo indignado,
com tanta mandinga braba.
Resolveu tomar partido.
Riscou o chão com vara curta.
Fez um círculo poderoso.
Tocou as trevas com seu olhar.
Fez a noite virar dia.
Fez o dia se esquentar.
Makuíra desnorteado.
Não quis nem contrapor.
Pegou sua sacola de couro
e seu laço de caçador.
Mirou demente correria.
Rasgou a serra da moça virgem.
Com os olhos enviesados,
engoliu os sapos que criou.
Dizem os caboclos que até hoje,
Nas longas noites de Lua cheia.
Ouvem-se seus berros insanos
e o cheiro de seu vômito podre.
Jbconrado*
Poemas sortilégios Encanta-Dores!
Que delícia de poesia-conto!
Esta quase cantifa está muito bem elaborada e a história dentro dela é primorosa.
Gostei demais!
beijos
Oi Saramar. Alegria em recebêla aqui.Saudades.
Luz e Paz Abraços. jbconrado.
Suas telas, seus trabalhos, seus poemas
tudo sintoniza a sua vida...tudo em sintonia com seu viver.
apreciando e aprendendo viver
Ah poeta !
Um poema feito de um conto , é um encanto ler , até parece um canto , como aqueles que me contaram quando criança para ninar. Parabéns , abraços...
Olá querido, venho aqui brinadar o teu versejar com esse encanto que vem da mata, do nosso povo.
Makuíra; Taru-inty oque significam?)
beijos
Ayruman
Linda tela e versos poeta,parabéns,bjs.
meu louco insano e ecologico poeta.
vc é simplesmente incrivel !
bjsssss ;)
Senti a mata e seus encantos, enquanto lia seu poema.
Seu quadro é simplesmente, lindo!
Votado. Ivette G M
Poeta,
Sua imagem é muito, muito profunda.
E o conto em versos é um instigante passeio pela mata e seus mistérios.
Uma linguagem que remete a Macunaíma.
Muito bom!
Votado.
maravilha de trabalho amigo.votado.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 16/2/2009 12:54
Um trabalho cheio de "lugar" , de conteúdo !
ótimo !
Votadíssimo .
abraço
Um trabalho imaginativo e muito bem elaborado. Gostei e votei. Paz!
su angelote · Jaboatão dos Guararapes, PE 17/2/2009 10:04Linda história pai...sempre a capturar os encantos da vida e da floresta! bjus mil! =* saudades..
Nayara Menezes Conrado · Cuiabá, MT 17/2/2009 11:34
Conrado..
Excelente texto.
Não conheço esta lenda, mais pelo que entendi, Makuíra seria um demônio das trevas, que encantado pela beleza e do coração puro da amada de João do Mato, montou uma armadilha escura e maléfica para ficar com sua amada.
Taru-ynti que não admite injustiça, percebendo toda a maldade, fez um circulo de proteção para isolar João desta arapuca, e assim o que era escuro se tornou luz.
Makuíra foi enterrado no próprio inferno que criou, sendo obrigado a vagar por este inferno até hoje.
Grato por nos apresentar esta lenda e obra de arte.
Um grande abraço poeta.
Meu amigo Poeta. Grato por suas palavras generosas. Este conto foi escrito naqueles momentos especiais quando a gente consegue se sintonizar plenamente com as energias que circulam no Universo.
Conseguiste captar na essência o conteúdo de "João do Mato"
Abraço raterno. jbconrado.
Mue voto e meus aplaus pelo lindo trabalho!
Roberto Pelegrino · Campo Grande, MS 18/2/2009 00:10Desculpe: meus voto e meus aplausos!
Roberto Pelegrino · Campo Grande, MS 18/2/2009 00:10
Meu amigo!!
Perdi a conta das vzs que li e reli este conto!
Belissimo!!!!
Receba meuss votos, aplausos e bjossss
Isso vem lá do fundão da alma dos bicho,
da alma de todas as gente do mato e
de mim quando moleque também
de meio de mato.
Adoro essa tua poética belíssima que trata de assuntos da mãe Natureza e seus "rebentos", sejam eles da fauna, da flora ou da raça humana (dessa bem menos, rs).
Trazes para pessoas como eu, que vivem em cidades absurdamente cinzas e com excesso de concreto, um pouco do que há de belo na natureza que não se vê por aqui.
A ti sou muito grata por isso e pela beleza de teus poemas, caro Conrado!
Abraços
: )
Simone Maia
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