Juazeiro na esteira do Tempo

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Luís Osete · Juazeiro, BA
27/11/2008 · 139 · 5
 

Uma viagem pelas mudanças e permanências da paisagem urbana de Juazeiro, ao som da música "Frevolô", dos Matingueiros.

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informações

Autoria
Luís Osete
Ficha técnica
Produção: Luís Osete
Montagem: Juliana Pires
Coordenação: Odomaria Macedo
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Paulo Esdras
 

Parabéns! Ótima sobreposição das imagens antigas revelando as novas ao som de qualidade! Abraços

Paulo Esdras · Brumado, BA 26/11/2008 17:36
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graça grauna
 

graça grauna · Recife, PE 26/11/2008 17:57
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wiliam barros
 

Tirei mutas fotos do cais em fev/08 aí!
Se precisar depois disponibilizo.
Tenho um primo aí: Luiz Torres (teve estúdio de som)
é... o tempo vai sobrepondo paisagens sob paisagens...
Assim, como em nós a ofeto, a criança o adolescente vão se cobrindo das rugas dos embates nas experiências...
FAltou o prédio da mçonaria, da assoc. Apolo, 28 de set. , do SAldanha Marinho, do novo espaço de convivência no trevo (com a lagoa, a pista e os quiosques...)
Belo trabalho de preliminar de resgate de história!

"Acorda Juazeiro!"

Quando a conheci, em 79, dislumbrei-me com tua áurea!
Ladeada por este rio CHEIO, transbordante de promessas
Mal cheguei, e mesmo cansado fui conhecê-la, de bicicleta,
a pé, sob carrocerias de c10 e 14, enfim, o que desse, ver tudo!

Lembro-me de um tal matadouro afastado, curtume,couros ao chão
no caminho que nos levava a Cajueiros: e que delícia e doce visão!
Trepar nestas árvores centenárias, sem frutos, de sombras calmas
sentia-se o silêncio que teu sol impunha, arder no espinhaço, nuca
braços e coxas, mesmo à proteção desta bendita e tão rara árvore

Mais ali, em direção às lages um umbuzeiro e teu irmão Juazeiro
Sem avisos, na pressa, espetastes meus dedos de paulista, tabaréu
ao querer subir-te como no fruteiro anterior, riram de mim, claro
E meu sangue, pouco, poluto, de nutriu num átimo, evaporando
tão imediatamente, e logo estancado, só a dor, latejava sempre

Já na primeira noite, Juazeiro, conheci-te como duro contraste:
em calor de 40º à noite, madrugada, todas as janelas e portas
escancaradas, sob mosquiteiro seco e árido, uma prisão abençoada
Até hoje me intriga: como teus mosquitos vazaram esta muralha?
Pinicando-me tanto e bem, que acordado, ao espelho jurava ser:
CATAPORA, RUBÉOLA OU CÓLERA? tinha, ignorante, sido batizado!

Dado meu sangue mestiço, refinado, à continuação de uma raça
de espécie de insetos, ainda não domesticados, no provir da prole

E as meninas de Juazeiro? Estas sim, safadinhas e indelicadas, não
querem conversar não: "onde é que abre, benzinho?" Rubor e frio!

Mas, comparando-a a tua vizinha, difícil não estranhar porque não
te ornastes como a pernambucana, mais moderna, mais sadia: rica!

Que é que teus filhos fizestes a ti, para ser tão tacanha, tímida?
Para onde vão as fortunas de tuas terras, colheita de teus vinhos?
Não ficarão entre os teus? Acaso migram para outros paraísos frios?

Quem sabe um dia Juazeiro, serás menos recreio e quntal, para vir
a descobrir-se e reverlar-se, a mais bela árvore do paraiso agreste!


wiliam barros · São Paulo, SP 27/11/2008 18:34
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rozangela ribeiro
 

lindo!!!Maravilhoso!!!Bj.

rozangela ribeiro · Entre Rios, BA 9/12/2008 14:53
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ayruman
 

Excelente!!!
Saúde Paz.jbconrado

ayruman · Cuiabá, MT 24/10/2010 22:42
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