Lá no morro da rapadura.
Lá no morro da rapadura,
de tudo pode acontecer.
Saíra-negaça canta pra seu amado.
Bizonga- zulú dança pra Lua cheia.
Pinto pelado toca zabumba.
João-corta-pau acende a fogueira.
Maria-mexe-angú se alvoroça toda
e o fuzuê está apenas começando.
Do firmamento Corisco desce sem dó.
Deixando pra trás uma poeira de luz.
Trinca Ferro não treme nas bases.
Nem fica esperando comida cair do céu.
Lá no morro da rapadura,
todo mundo chega junto.
Se é guerra. Todos vão à luta.
Se é festa. Vamos todos festejar.
É festança até o dia amanhecer!
!
jbconrado*
Lá no morro da rapadura,
todo mundo chega junto.
Se é guerra. Todos vão à luta.
Se é festa. Vamos todos festejar.
É festança até o dia amanhecer!
Adorei a "orquestra", vivi a infância
às voltas com passarinhos - ô sardade! -
de estilingue em punho (fica tranquilo,
já paguei em dobro por isso; e depois, o
que a cidade fez com eles eu não fiz um milésimo).
Vamos todos festejar.
(obrigado pelas visitas - aqui e no blog - fiquei
muito contente)
abraços
Sou muito ligado á poesia contemporânea, às coisas marginais e de vanguarda de expressção artíticas.
Muito me interessam as produções e movimentos e artistas que fazem de sua arte um intrumento de quebra de paradgmas culrurais e sociais
No entano também me sensibilizam muito as coisas da cultura popular, do folclore, do cotidiano..
Se existe uma arte urbana que surgiu do contato com o que se tornou a cidade hoje, tem que permancer o espirito, o contato com a origem e a base do toda a coisas, não é isso? .. rs
Assim penso Guilherme. Um povo que desconhece suas raízes culturais desconhece a si próprio e sempre será rebanho passivo, massa manipulada!
Abraços.
Essa é a essência do ser humano viver em coletividade, o homem não foi criado para viver isolado, somos todos irmãos espiritualizados, devemos mesmo interagir com solidariedade e união, o mundo deixaria de ser tão conturbado, a vida seria menos pesada, a sociedade teria menos injustiças sociais. Lindo texto dá para parar , pensar e refletir. Luz e Paz poeta obrigada pelo convite.
MartaLucena · Natal, RN 31/3/2011 12:50
Ayruman, a festança está bem orquestrada,rsrs, e trouxe saudades de um tempo que não volta. O tempo não volta mas as raízes perduram..
Muito bom o texto do JB!
Bjokas!!
Como era bom os meus tempos de infância....
Hoje tudo está mudando, a tecnologia avança e esquecemos das nossas raízes. Mas, nem tudo está perdido, existem boas pessoas que nos fazem relembrar e não esquecer nossas origens.
Deveríamos ter mais respeito as origens e aos nossos antepassados.
Apesar da crise, da fome e da violência, há uma fagulha de esperança que se transmuta em festa e renova, pelo coletivo, o desejo de viver. Há que se unir e pela solidariedade vencer as barreiras.
Wuldson Marcelo · Cuiabá, MT 7/4/2011 17:51Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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