Vi a noite de Buenos Aires nascer com o ar, cores, luzes e movimentos diferentes. Cada esquina, cada rua, tudo ganhou fluxo próprio, como se a cidade adquirisse uma vida com propósito novo, todo voltado para os museus. Era “La Noche de los Museos”.
Foi só eu descer do carro e bum! Uma nova cidade portenha surgia na minha frente, eu precisava aproveitar, eu tinha que observar os mínimos detalhes. Afinal de contas, essa transformação apenas ocorre uma vez por ano, no mês de Outubro, e eu estava lá para vivenciar isso. Na rua, passavam de um lado ao outro, grupos de adolescentes - meninos e meninas com trajes despojados, cortes de cabelos bem singulares, gargalhadas e brincadeiras - senhoras bem vestidas com sobretudos e “roupas de domingo”, pais acompanhados de suas curiosas crianças das mais variadas idades, casais de namorados e turistas diversos.
Todos prontos, com suas máquinas fotográficas na mão, bastante agasalho - porque o frio também não queria perder a festa - e preparados, até mesmo para enfrentar filas kilométricas em busca de um museu. Fosse ele qual fosse: Museu Etnográfico, Museu do Tango, Museu da cidade, Museu da Escola. Tivesse ele o tamanho e a forma que tivesse: castelos, construções enormes do século passado, casinhas, antigos bancos ou prédios novos. Houvesse nele a história que houvesse: fotos de imigrantes, objetos indígenas, cabines telefônicas, carruagens.
Não importava, todos queriam que a porta da máquina do tempo fosse aberta. E foi ( ... )
Oi, Gabriela. Vou baixar e comento melhor depois.
Por enquanto, uma sugestão de edição: coloca o início do texto no campo "descrição da obra", isso instiga as pessoas a ler.
Um abraço,
Felipe
Olá Gabi! fiquei muito emocionada ao ler a sua crônica já que eu sou argentina, e também estive na "noite dos museus". Foi uma noite mágica. Adorei a sua descriçao, ela me fez reviver esse momento a cada palavra transcrita em seu texto.
Desejo continuar lendo muitas colaboraçoes suas!
Beijos, Ximena.
Querida Gabi:
Achei lindo o seu passeio! Volto pra votar!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
"Um museu não é, como se pensa, a recordação de coisa morta, do imprestável, do inválido. Pelo contrário, é a recordação de vidas, que se foram sim, mas que deixaram um legado de imensurável valor" - Só por este final já teria meu voto! Pena não poder votar mais vezes. Mas posso voltar e farei isto. Muito bom! Abçs.
Nydia Bonetti · Campinas, SP 11/10/2007 21:28
Gabi, querida!
Voltei para votar, conforme prometido. Aliás, esqueci de comentar, achei super simpático que a Ximena, que escreveu o comentário anterior ao meu, fosse argentina moradora de Brasília e vc, brasiliense radicada em Buenos Aires.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
oi joca, nas verdade nos conheemos e eu disse p ela passar aqui e ver o q achava do que eu tinha escrito sobre algo q ela tb viveu, rs
bjos!
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