Lamento de uma roceira II
Cheiro de queimado...
E a chuva que não vem logo molhar esse chão!
Gente gritando, chorando...
Sol milagroso alastrando o chão.
Criança mamando fingindo se alimentar,
Mãe amamentando fingindo ter leite,
Se “não der peito†a criança chora,
E criança com fome não pode chorar...
O choro enfraquece e ela não agüenta,
E os ossos que a sustenta pode soltar,
E que “Deus o livre-e-guarde pode penarâ€
Mas... Não já está penando...?
Pode dar mais trabalho e não poder andar
Não sei se tenho mais força para carregá-lo,
O pior será morrer...
Mas será que morrer neste estado lastimoso não será um descanso...?
E será que ele quer descansar...?
Olhe como ainda faz cara de graça!
O danado é duro pra danar,
Se agüentasse brincar, aliviava mais,
Fica quieto menino que lá vem teu pai
Que sol tinhoso que Deus me perdoe
Que vida esquisita parece uma desgraça...
Manoel Elielson
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