LEMBRANÇAS DE UM VAGO OLHAR

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Armorizzi · Rio de Janeiro, RJ
23/5/2019 · 0 · 0
 

Amostra do texto

Amo demais a beleza da tarde,
que faz o sol mais arder de amor,
sinto calor, venha chuva, me invade,
cai no jardim, vem molhar toda flor.

Eu amo tanto o escuro da noite,
é seu prazer inverter luz do dia,
mesmo a trazer obscuro açoite,
minora o pranto de quem já sofria.

Eu quero muito a vil madrugada,
morte de quem, mais sofrer, não queria,
com seu pudor, nobre senso de nada,
sorte de quem, na calçada, dormia.

Lembro-me agora do giz da manhã,
luz que chorava enquanto eu sorria,
doce momento de vida mais sã,
primeira história, início do dia.

Sobre a obra

Poema metaforizando os períodos do dia.

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informações

Autoria
Roberto Armorizzi
Ficha técnica
Desenho, pintura, escultura contemporânea, fotografia, literatura, música

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