O poema acordou-me do letargo
A vida sem sentidos mediana
Respirava o arcabouço sem recheio
O corpo no teu perfume naufragado
E por pouco não sou contigo apanhado
Abro os olhos e me reconheço abandonado
Inebriado estou, adormecido era
Embriagado fora carregado a alvorotado
Sono em que te enlaçava e morríamos
Novamente tu e eu de amor
Ressuscitado pelo poema
Sou novamente a saudade de ti
Virás com a nova noite, em devaneio
A nostalgia a me consumir inteiro
Melancolia em marasmo alarmante
Mortificado anticlímax do reencontro,
Consumou-se o escopo de tê-la amado
Ah! Se não fossem os perfumes. Mas qual deles?
Poema de lavar a Alma da Amada, hein?
Belíssimo.
Benny.
Querido amigo Adroaldo.
O teu poema é lindo. Tenho encontrado aqui no Overmundo uma bela frota de poetas. Infelizmente nem todos são tão poderosos quanto tu és, La Thomé (e agora Nivaldo que me surpreendeu também em versos, quando já havia me feito fã de sua prosa!)
Que coisa mais linda! Estilo e classe, inspiração, clima. E ainda, uma coisa que fere particularmente uma corda de meu pobre e já cansado coração: a memória olfativa... que subjaz no título.
Sou derrubado pelo reencontro ocasional, acidental, com um ou outro perfume raro de mulher - que me remete, imediatamente, ao passado. E sofro. E sou feliz.
Um abração, minhas mais sinceras congratulações!
Baduh
Poemas acordam corações;
os de amor, ressuscitam.
"Ressuscitado pelo poema..." quantas vezes ressuscitamos...
Explêndido! Você é o Leão, nesta selva de grandes poetas que encontrei por aqui...
Eu aprecio que tenham gostado, Nydia, Humberto, Baduh, Benny, porque há embates em que a poesia talvez não seja a melhor das armas, ainda que ressuscite, acorde corações e recorde fragrâncias.
Falo disto porque há - com as razões justas, ou ajustadas - os que desdenhando a poesia, desdenham inclusive as pessoas que as tentam fazer conhecer.
Porque ao poeta, que o queira ser de fato, é necessário dar o poema a conhecer.
Por isso também, agradecido.
Adroaldo.
Teu poema perfuma minha alma, minhas saudades. O que virá nessa tua nova noite de poesias, teu coração, tua alma, acolherão comos servos dos sonhos, da esperança, desenhando os contornos coloridos de um soberbo renascer, de um reencontro que só teu coração poderá contar.
Abraços, parceiro e amigo
Noélio
Como é bom sonhar acordado...
Beijos, querido poeta!
Poemas do Adroaldo comentados pelo Benny, Baduh, Noelio, Firmo etc..esse negócio tá muito sério...
De minha parte algumas notas soltas e leitura garantida desses gigantes da poesia que se apresentam aqui tão acessíveis...
Que confraria é essa mermão? Me belisca aê...
Rs
Parabéns Noelio
Ou melhor: Parabéns Adroaldo
Daqui a pouco vou chamar o Baduh de Benny, o Benny de...
Abraços
Poema lindo, Bauer.
o perfume, o aroma..é mesmo extasiante.
essencial para a correnteza e lembranças dos feitiços.
beijão,
Fran
Adroaldo, querido
que poema lindo, amigo! É como eu lhe disse: seus textos são fontes de inspiração, têm suor, transpiram as minudências da alma, ampliadas pelo olhar, a memória. Sempre com a delicadeza e a paixão que assomam à pena (ou ao frio teclado) como o minuano que perfuma os pampas suavemente ou a viril doçura do mandacaru, ambos igualmente presentes em seu DNA. Parabéns.
Um abraço.
É Mansur...Só te Cabeção!
BJS
CRIS
Maravilhoso mesmo.. Lindos versos, chega e abre a alma toda, bom sentir..com amar assim...votadíssimo
Patricia Moreira · Vitória da Conquista, BA 29/8/2007 19:20
adroaldo,
o perfume do amor que se vai permanece, é certo, em vigor e insurgências sem controle, na bruma do sonho, no fragor de vigílias cotidianas. e quando um poeta, como o fazes aqui, consegue capturá-lo num frasco de palavras, é então que outros podem inebriar-se com suas outras notas, em redivivas experiências que nos arrebatam, sem luta.
bravo, mano!
abraços,
r
Renato,
redistribuir bons sentimentos havidos por amor e bondade é uma tua qualidade, com o que tenho aprendido aqui.
Patrícia,
Ainda não aprendi a abrir toda a alma, mas percebo que esse será o rumo. Grato.
Cris,
Agradecido pela presença. Devo-te uma visita ao rap teu.
Nivaldo,
Essa telúrica miscigenação é mais para o DNA mesmo, porque me apercebo piauiense, tchê, muita vez enquanto escrevo. Ou gaúcho, Ó Xente!, algumas outras vezes.
Quando não é tu, você, numa luta titânica por em ser.
Teus versos também não deixam de inspirar, sabes.
Frann,
Ter em um singelo postado de versos meus a quem tantas pessoas aqui e alhures admiram é a superação do anclímax ali descrito.
Grato.
---
A quase continuação destes versos daqui, porque da noite seguinte o são, já está em edição. Convido todas vocês, pessoas amigas, a conhecer e comentar.
Agradecido.
Mansur,
Dás tom e melodia ao verso e nos vêm chamar gigantes. O és, então, também, porque só é leitor de poemas quem os reconhece enquanto tal. E que será do poeta sem que lido seja.
Grato.
Noelio,
Por tua incitação cometi esse outro, não por continuação, mas por perservar na senda que descobristes.
Em edição, por aqui.
Achei esse poema perfeito, logo no primeiro verso que, por si só, já seria um lindo poema: 'O poema acordou-me do letargo'. Lindo mesmo. Grande abraço, Poeta!
Lobodomar · Guarapari, ES 5/9/2007 21:30
D. Adroaldo...
Sempre tão elegante e tão perpetuante, as tuas palavras, que inebriam como perfume só exalado pelos amantes...
Vim, vi, li e votei...
Obrigada, sempre...
Querido Adroaldo:
Lindo! "Lembranças do teu Perfume"
(A)temporal...
Belo naufrágio
nesse perfume
faz marca,
mas não escapa
:
Esperou
minha
chegada!
Beijos_Meus*,
*
Adroaldo querido, o seu poema envolve uma aura de romantismo sem ser piegas. E isso é difícil de conseguir. É sempre um fio de navalha percorrer essa temática amorosa. Lembrou-me o poeta mexicano Jaime Sabines, que dedicou toda a sua obra ao envolvimento da parelha humana: homem-mulher, no sentido do desejo do amor e da paixão. Parabéns!!! Volto para votar.
Abraço amazônico
Anibal, agradecido por teu estímulo e arguto comentário.
Se ainda assim piegas fosse, e para laguns o é, já perdi a vergonha mesmo, e o teria publicado com aquele possível defeito primeiro, porque já hoje prefiro dizer o que sinto, ainda que sem a qualidade que pressinto deva haver no escrito, embora não deixe de esmerar-me, mourejar até, alguma vez quand a verve não salta em prima.
É a pugna eterna entre se já é ou se nunca será, porque o fato é que a perfeição não nos deve parametrar.
É navalha, é risco, mas o Rosa já nos alertou que viver é muito perigoso e o que a vida nos cobra é coragem.
Abraço, amigo. Grato por tua visita.
Quanto a votar, em qualquer tempo, posto que já está no banco, desde 29/8/2007 10:03 · 220 votos · 20 ·
Gostaria tb de saber qual o perfume?Rsrsss...
Bjssssssss adoravél poeta,eu voto,adorei.
É dos maiores segredos da terra, quiçá do universo todo qual seja esse perfume, Elliana, que em sonhos se percebe a ponto de naufragar nele quando se é assim acordado.
Quem sabe, quem sabe mesmo, um dia eu possa contar esse segredo amiga.
Morrer de amor...
Todo dia, quem dera!
E o amor não morre, alentado pelo perfume, renascido no poema!
Ah! Adroaldo, são grandes seus versos, da grandeza simples do sentir verdadeiro de quem ama.
beijos
E ressuscitar por mais amar, na aurora ou mesmo em meio a cada manhã, meiga amiga e poeta Saramar, mais o que poder-se-ia querer?
Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 8/10/2009 17:04Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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