não sou a eleita de tua alma poeta,
nem o origami de tua imaginação.
não sou a calmaria de um cais à deriva,
que deixa nocauteado o teu coração...
não sou a musa que ganha teus versos,
nem o doce entendimento da tua razão...
não sou o faz de conta de tua alma campeira,
nem o beija-flor que em ti voa, em profusão...
sou a história apócrifa de todos os dias,
que segue incólume a rua vazia...
o ponto final de meus desenganos,
vento triste e tímido de uma manhã fria...
sou o jamais do acaso que o ontem viveu,
o ocaso da vida que o amanhã esperou...
sou refrão de bolero... ninguém me escutou !
canção sem rumo - letra morta - eterna, calou !
querida amiga, vim apreciar seus versos encantadores, vc sempre com sentimento a flor da pele... um abraço. Rose
Rose Rocha · Jundiaí, SP 28/11/2009 20:18
Maria, fiquei encantado com a poesia. Precisei imaginar algo entre as linhas, algo hoje, que pode ser bem diferente amanhã. Até senti saudades, do tempo que ainda era moleque e brincava de escrever poesias. Olha, quem sabe não resgate algum papel perdido no fundo daquelas minhas gavetas, que no fundo, só eu tenho acesso.
Abraços e sucesso
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