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Letras de Palha

O Porta-voz
1
Frazão Brother · Anastácio, MS
25/10/2007 · 197 · 31
 


A menor fagulha de poder é suficiente para incendiar cabeças que contêm palha. E das cinzas, contrapondo-se à lendária Fênix, brota presunçosa vaidade jorrando empáfia e arrogância, na ilusão de que inchaço é grandeza.

Dessa ambiciosa fogueira eleva-se fumaça de orgulho arvorando-se no céu da passividade, com ostentação de escuras e levianas nuvens carregadas de oportunismo, sufocando o mais humilde brilho solar. É a glória pedante e espúria conquistada com atributos de vaidade, narcisismo e manipulação, sob a égide e o estratagema de todos os pecados capitais.

Certa feita, quando os deuses védicos, inspirados por Brahman, derrotaram os demônios, ficaram tão vaidosos a ponto de convencerem a si próprios de que tal glória lhes pertencia. Mas quando submetidos à prova da divindade superior, recolheram-se ao seu limitado panteão, onde deveriam cultivar o saber e a humildade. Ocorreu que, desafiados pelo poder supremo, nem Agni (deus do fogo) conseguiu queimar uma palha, assim como Vayu (deus do vento) não conseguiu movê-la com um sopro. Até que Indra (o maior deles) ouviu de Uma (deusa-Mãe), que fora através de Brahman, e não daqueles pobres e soberbos imortais, que se obtivera a vitória contra os demônios.

A crença hindu, com relação ao homem e sua capacidade intelectual, atribui todo poder a Brahman (princípio divino não personalizado do bramanismo). E no meu confortável habitat cristão, amazônico-pantaneiro, às vezes me pego a imaginar o grande Poeta do Universo aterrissando glorioso no frágil mundo beletrista, onde a simples defesa de uma tese, a autoria de uma obra literária, a exposição midiática, ou ainda o honorífico título de imortalidade costumam soar como palhas amontoadas para uma grande fogueira. Seria providencial que o Sábio Espírito da Palavra, a exemplo de Brahman, descesse aos incautos olimpos dos deuses de palha e apagasse o fogo da vaidade que tem transformado em impuras cinzas cabeças equivocadas quanto ao poder supremo dos cultores das letras. E que nesse advento o eterno Poeta viesse sob a plumagem de Fênix, não apenas para queimar consigo a estupidez de morríveis imortais, mas para o milagre do renascimento, tornando-os capazes de enxergar, dentro e fora de si, com os olhos da decência, e de caminhar humanizados com as sublimes sandálias da humildade.

Para que servem inteligência e talento, se corrompidos pela fraqueza humana da cobiça e do egoísmo? Para que servem notoriedade, popularidade, fama e poder? E a inspiração, a criação, a genialidade, a verve, o imaginário, o belo, o conhecimento, a grandeza, tudo isso serve apenas para alimentar preconceitos e o ego insaciável dos vaidosos? Ou para nutrir o nosso pequeno, carente e poluído mundo letrado, tão desprovido de equilíbrio, de expiação, de ética e de sabedoria?

Desconfio que a deusa Fama esteja mesmo ficando velha e que, por isso, tem provido, de forma aleatória, muitos galardões a bárbaros e distantes discípulos de Platão e Gutemberg, inebriando-os com o eufórico poder da palavra.

Quanto a este meu lado “literoprofano”, desconfio que seja fruto da desilusão por assistir ao auto-endeusamento cotidiano de pássaros de pedra, de vôo noturno, sobrepondo-se quixotescamente ao brilho da ave que das cinzas ressurge como verdadeira imortal. Talvez eu só conheça a ânsia e a esperança de apreender o fogo das letras e imortalizar boas atitudes, sem medo, sem hipocrisia, nem sofismas, repelindo demônios e divindades empalhadas. Talvez, enfim, eu não entenda nada de deuses, de poderes e muito menos dessa imortalidade que anda incendiando cabeças.

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Autoria
José Pedro Frazão
Ficha técnica
Pequena crônica sobre a vaidade literária
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Adroaldo Bauer
 

Então Frazão, não és de te indispor com o mundo por dá cá essa palha.
Algo mais há de haver passado, que não coube na razão nem no postado teu Frazão.
E fico eu a dever-te um retorno mais pensado, que lido restou subtendido e pode estar já comunicado e apenas não terem me permitido Morfeu e Hermes aproximar do ninho da Fênix.
Aliás, se a Fênix ressurge das cinzas, será de palha o ninho que habita?
Curioso detalhe que intrigou-me agora: onde o pássaro dormita?
Ah! Por certo não tomei eu o chá das cinco, posto que já é hora de dama da noite.
Volto para voto na revolta tua.
Té.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 22/10/2007 23:44
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Frazão:
"Para que servem inteligência e talento, se corrompidos pela fraqueza humana da cobiça e do egoísmo? Para que servem notoriedade, popularidade, fama e poder? E a inspiração, a criação, a genialidade, a verve, o imaginário, o belo, o conhecimento, a grandeza, tudo isso serve apenas para alimentar preconceitos e o ego insaciável dos vaidosos? "

Obrigado! Seu texto serviu como uma luva e lavou-me a alma por inteiro. Grande Frazão!
beijos e abraços do Joca Oeiras, o anjo andarilho
PS Total empatia!

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 22/10/2007 23:47
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azuirfilho
 

Grande Frazão Brother Amigo.
Um texto estraordinário.
Muito conhecimento Histórico, Filosófico, Jurídico e Religioso.
Que seja pra o mundo ser melhor, O Humano amigo do humano e ninguem nunca mais ser oprimido, seja homem, mulher, negro, indio ou branco.
Que todos tenham paz, segurança e vida plena.
Voltarei com todo orgulho para a honra de votar nesta sua táo nobre criação.
Foi um prazer e estamos também consolidando a nossa amizade fraterna.

azuirfilho · Campinas, SP 22/10/2007 23:59
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Benny Franklin
 

"Para que servem inteligência e talento, se corrompidos pela fraqueza humana da cobiça e do egoísmo?"

Boa, Frazão!

Uma das belas reflexões que já
li aqui Over.

Abraços, do conterrâneo.

Benny.

Benny Franklin · Belém, PA 23/10/2007 00:08
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Marcos Paulo Carlito
 

Caro Frazão,

Marquei para voltar e apreciar com a calma que teu trabalho merece.

Por enquanto grande abraço!

Marcos Paulo Carlito · , PR 23/10/2007 00:14
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carlos magno
 

Eu adorei este teu texto tão profundo e cheio de sentimentos nobres que nos convida a fazer uma grande reflexão. Meus sinceros aplausos e abraços amigo por este recadomravilhoso, amigo Frazão.
Abraços.
Carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 23/10/2007 00:32
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Andre Pessego
 

Professor,
Mais do lado de cá das arcadas fico do teu lado, perfilo
o teu pensamento, a tua visão, mas dou nome, batizo-o PALMAS
Professor, deverá o mundo fazer uma campanha para
q

Andre Pessego · São Paulo, SP 23/10/2007 07:43
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Andre Pessego
 

Corou no meio sem querer.
-PLAMAS,
Todos os seres humanos, até rato. Vi um rato no circo feliz com as palmas que recebia. Camelo, cachorro, elefantes.......... é antigo serem ensinados pelas PALMAS.
UM ABRAÇO, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 23/10/2007 07:45
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Saramar
 

Parabéns Frazão.
Gostei muito do texto, desta análise sobre a vaidade.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 23/10/2007 12:58
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Juliaura
 

Espelho,
ó espelho teu,
serei eu
um pouco bunitinha
como essas outras (lindas!, lindas!)
que andam desfilando fiu-fius
pelaí e debochando di mim?

Assuntinho delicado, querido Frazão.
Tudo a ver com a guerra ancestral entre quem sois e pra que és...
Fecho com o Adroaldo e, muito mais curiosa, acicatada pelo bichinho do qualquié, quequié, pergunto: há mais algo?
E foi pulaqui ou pulaí?
Conta tudo, ah vai... conta...

beijin

Juliaura · Porto Alegre, RS 23/10/2007 15:59
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Ize
 

Querido Frazão, sabe o que ocorre?
Tem gente que gosta de usar as palavras como quem diz: -Sabe com quem está falando?
Mas tem gente que usa as palavras pra, em botando humanidade nelas, catar amigos, fazer sorrir, criar cumplicidade, emocionar, dar a mão e o coração. Você é desses.
"Eles passarão, você passarinho" (Mario Quintana)
Beijo grande

Ize · Rio de Janeiro, RJ 23/10/2007 18:36
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Cintia Thome
 

Humildade, difícil de exercer...
Parabens Brother. Um abç.

Cintia Thome · São Paulo, SP 23/10/2007 19:06
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BETHA
 

FRAZÃO,

bela reflexão sobre a vaidade, propiciada pelos deuses e por Frazão!
Abçs de Betha.

BETHA · Carnaíba, PE 23/10/2007 20:00
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Rubenio Marcelo
 

Prezado amigo Frazão,
Este seu texto - como já disse antes (aqui, pessoalmente) - é antológico. Brilhante. Preciso. Dispensa comentários. Você - com sua peculiar maestria e senhor do seu mister - deu um show. Espargiu magnificamente a mensagem.
E eu, que - por ser seu parceiro de ideais literários no dia a dia -, tenho que, mais uma vez, parabenizar-lhe por esta magistral publicação.
Letras de palha, este seu texto, é uma genuína palha de aço esfregando a estéril cara de pau (ou de palha) da embófia e da soberbia.

fraterno abraço,

Rubenio Marcelo · Campo Grande, MS 24/10/2007 10:16
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Frazão Brother
 

Mestre Adroaldo (Pra mim, Barão de POA),
Publiquei esse texto no diário Correio do Estado/MS, antes do meu ingresso no overmundo. Portanto, nenhuma relação com o aqui e agora, e também nada pessoal, apenas ideológico. Talvez, fruto de uma indignação acadêmica cumulativa (desde a faculdade repudio os que usam o “saber” com arrogância e discriminação, ou seja, sem sabedoria), pois aprendi, desde cedo, que qualquer tipo de poder (mesmo o da palavra) só incendeia cabeças de palha (massa cinzenta não pega fogo com tanta facilidade).
Quando ao outro questionamento, garanto que se fosse hoje, Hermes nos cobraria ingresso para assistir à renovação de Fênix, ave solitária e única, que habitava os desertos mas fazia ninhos de galhos especiais, no alto da palmeira, para imolar-se ao sol e renascer, como se sabe, de suas próprias cinzas.
No mais, apenas um texto para reflexão sobre os excessos da vaidade literária, que é inferno de uma minoria.
abrs

Frazão Brother · Anastácio, MS 24/10/2007 16:31
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Frazão Brother
 

Demais amigos,
assim que tiver um tempinho, volto para o devido feedback desse texto.
abrs

Frazão Brother · Anastácio, MS 24/10/2007 16:35
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Saramar
 

Frazão, eu fiquei lendo este texto muitas vezes hoje e agora, vim para votar.
Como sou aprendiz e pretendo ser até morrer, nem sei o que é vaidade literária.
Aliás, creio que todos que escrevem devem viver com um eterno agradecimento no coração e nos lábios.
Obrigada.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 24/10/2007 23:18
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carlos magno
 

Olha o voto aí.
Abraços.
Carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 24/10/2007 23:26
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Frazão Brother
 

Joca, Azuir, Benny, Marcos, Carlos, muito obrigado pela visita e considerações.
Câmara André, obrigado. Realmente, as palmas são necessárias. Nunca vaias. No máximo o silêncio e a lição do exemplo. O mundo beletrista é que não pode ser excludente. Forte braço.
Saramar, de fato, só uma análise – "Um homem só pode olhar o outro de cima para baixo, se for para lhe estender a mão" (GGM).
Juli, teus olhos são nosso espelho de paz e sorriso. Nada “pulaqui” nem “pulai”. Tranquilim...
Sábia Ize, disseste tudo.
Cíntia, humildade sempre; dessa que carregas contigo. Obrigado. “O rio quando é profundo não faz barulho”
Betha, muito mais pelos deuses e pela lógica do que pelo seu amigo frazão, mero aprendiz. Obrigado.
Rubenio, quanta generosidade (e muita sinceridade), quase “incendiando” minhas palhas (rss).
abraço a todos.

Frazão Brother · Anastácio, MS 24/10/2007 23:27
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 Profeta  Teatro
 

Para que servem...?
Boa pergunta.
Valeu amigão !!!!
Abraços

Profeta Teatro · Campo Grande, MS 25/10/2007 09:41
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Juliaura
 

Brigadin, Frazão,
vai cá meu votim e o textim pru tronim que é o nosso banquinho mais rico das fortunas todas: o da cultura do Overmundo.
Fico também aliviada com tua explicação de que o acerto de contas (bem feito por sinal, um barato!, como diz minha vovó) é apenas com o mundo e não com algo especial do momento nosso pulaqui.

Beijin pra tu.

Juliaura · Porto Alegre, RS 25/10/2007 10:00
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Nydia Bonetti
 

"A menor fagulha de poder é suficiente para incendiar cabeças que contêm palha..."
"Talvez eu só conheça a ânsia e a esperança de apreender o fogo das letras e imortalizar boas atitudes" - Enquanto tantos queimam na fogueira das vaidades...
BRILHANTE, Frazão. Um dos textos mais brilhantes que lí nos últimos tempos. Irreparável, profundo, verdadeiro.
Abraços e Aplausos (como diria Carlos Magno)...
Nydia

Nydia Bonetti · Campinas, SP 25/10/2007 12:28
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Noelio Mello
 

Frazão, amigo.
Realmente, cobiça e egoismo são desgraças em conserva.
Texto excelente
Abraços
Noélio

Noelio Mello · Belém, PA 25/10/2007 16:14
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Marcos Paulo Carlito
 

Caro amigo, veja só como são as coisas.

Vim aqui ler e resolvi votar. Porque achei bão mesmo! Conteúdo prodigioso que parte de uma alma quase liberta (que neste mundo todos estamos presos) de uma mente equilibrada que caminha rumo à consciência cristalina.

E não há de ver que os "Deuses conspiraram a teu favor" no momento em que votei!

É que deu um bug na hora do voto e o programa deu 17 votos ao invés do que realmente deveria.
Essa coisa de voto é galardão de sofistas, mas o que quero dizer é que não enxergo o bug como um bug, mas como uma intervenção de forças a favor da tua mensagem...

É verdade querido Frazão, a trivialidade, a vaidade, o sofisma e tantos outros valores superficiais imperam. Porém, há quem encontre em meio a tantas coisas, algumas realmente sóbrias e belas.

Por exemplo? Letras de Palha...


Marcos Paulo Carlito · , PR 25/10/2007 20:32
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Cintia Thome
 

Não são letras de palha...sim, letras de ferro....Voto.bj

Cintia Thome · São Paulo, SP 26/10/2007 06:33
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Frazão Brother
 

Acertadamente, querida Cíntia: palha na cabeça e ferro nas mãos.
O outro lado dessa moeda de palha é a inveja declarada no olhar de quem sofre com o sucesso alheio.
Valeu, grande poeta do amor.
bjs

Frazão Brother · Anastácio, MS 26/10/2007 12:00
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Chico Sena
 

Belo texto! A humildade sempre nos faz bem.

Fraterno abraço

Chico Sena · Goiânia, GO 26/10/2007 13:02
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Andre Pessego
 

Professor, dei uma trasada na votação. Andava
- Comprei um cartão pra viajar de trem;
Sem cartão ninguém vai, sem cartão ninguém vém;
quem tem não dar, quem dar não tém,
;........................................
réplica com tréplica é joguete,
quem não canta gabinete --
não é cantador pra ninguém.

.........................
andava acompanhando uns cantdores repentistas a ganharem
a vida nesta cidade, e ai ouvi depois de tantos.... UM GABINETE,
quase extinto,
um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 27/10/2007 06:52
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Tete Frazão
 

Que texto, eh!...desses que merece ser, lido, relido, lido, relido.....rsrs
mreceu meu voto com louvor....te amo meu brother...

Tete Frazão · Porto Velho, RO 28/10/2007 19:15
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chagoso
 

Mais um belíssimo texto. Impressiona-me a abstração com que tratas esses polêmicos assuntos. A religiosidade é preponderante na formação de qualquer sociedade. É uma pena que os poderosos (cuturalmente) sejam tão parciais e inescrupulosos diante desse quadro.

chagoso · Porto Velho, RO 15/3/2008 03:51
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Roberto Pelegrino
 

lindo texto, parabéns!

Roberto Pelegrino · Campo Grande, MS 18/2/2009 00:52
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