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Limbo

Pepê Mattos
1
Pepê Mattos · Macapá, AP
28/8/2007 · 107 · 12
 

Mesmo o nada
nos dilacera a alma
transformando em minutos
nossas conquistas
em ruínas.

Os sonhos pouco ou nada valem,
pois nem mesmo eles
nos fazem sentir o vibrar da vida.

A escuridão se faz onipresente
nos derradeiros dias
deste desencanto sem fim
que é o fim do século.

A porta se fecha.
A luz se apaga.

Despencamos em abismos em espiral
e a morte nos bafeja no rosto
como leve brisa de um inverno atemporal.

(20/07/97)

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Pepê Mattos
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Marluce Freire Nascasbez
 

Pepê,

Sensacional!

Esse poema tocou minha alma com as asas de um anjinho toca a alma das nuvens que o envolve acolhendo-o delicadamente, nimando suas dores seus choros escondidos...

Lindo!

Um aBRAÇO, Marluce

Marluce Freire Nascasbez · Carnaíba, PE 25/8/2007 11:41
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Benny Franklin
 

"Despencamos em abismos em espiral
e a morte nos bafeja no rosto..."


Pepê, isso é tudo que preciso ler.

Por que? Sua poesia me agrada pela desmemice...
Admiração em pauta, me guia.

Ps: Agradecido pelas visitas.

Abçs. Benny.

Benny Franklin · Belém, PA 25/8/2007 19:44
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BETHA
 

OI, PEPÊ,
esta tua poesia me encantou: breve, misteriosa e, ao mesmo tempo, tão transparente e reflexiva! Fruto de tua sensibilidade!
"mesmo o nada nos dilacera a alma"
Abçs de Betha.

BETHA · Carnaíba, PE 26/8/2007 14:51
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Nydia Bonetti
 

Fim de século... Ciclos que se fecham para que possam outra vez recomeçar... recomeçar... recomeçar... "como as canções e epidemias"... Lindo! Abçs...

Nydia Bonetti · Campinas, SP 27/8/2007 15:31
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Pepê Mattos
 

Marluce, fiquei feliz porque minhas palavras te sensibilizaram. Obrigado pela visita e seja bem vinda.
Abraços.

Benny, também gostei de ler teu comentário e elogios. Também agradeço por tuas visitas e votos. Valeu.

Betha, menina-flor de laranjeira, você me deixa encantado com suas palavras. Também adoro teus poemas. Abraços.

Nydia, prazer e seja bem vinda. Você tem razão: estar vivo é recomeçar a viver dia após dia. Abraços.

Pepê Mattos · Macapá, AP 27/8/2007 18:49
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Marcos André Carvalho Lins
 

espetacular!!!
"Os sonhos pouco ou nada valem,
pois nem mesmo eles
nos fazem sentir o vibrar da vida."
será??? no meu ponto, muito particular, de vista é a partir de utopias que se constrói realidade...nada como um sonho depois do outro com uma vida bem vivida no meio...( apenas especulações...)

voltando ao poema, achei-o de uma grande perfeição, palavras precisas que tocam a alma...
Parabéns!!!
grande abraço, Pepê!!

Marcos André Carvalho Lins · Recife, PE 28/8/2007 13:45
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Letícia L. Möller
 

Pepê,
me identifiquei muito com este Limbo.
Conheço a sensação do escuro que fecha portas e apaga as luzes, que sopra “leve brisa de um inverno atemporal”. Perfeito este último verso, é assim que percebo. Mas...
... que voltem as luzes, que a alma se recupere. Sempre voltam, as luzes e a força dos sonhos, felizmente.
Um abraço,
Lê.

Letícia L. Möller · Porto Alegre, RS 29/8/2007 02:17
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carlos magno
 

Olá amigo Pepê,

fiquei vidrado nos teus versos, aliás como sempre agradabilíssimos. Meus sinceros aplusos e um grande abraço meu querido poeta.
Carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 29/8/2007 18:35
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PEPÊ, procurei ontem (quarta, 16hs) desesperadamente seu poema mas creio que ele já tinha ido pro... "limbo", que o atual Papa pensa em acabar.
Enfim, Macapá já tem seu Poeta maior... e nós temos o prazer de te ler, muito pouco, aliás. Ponha meu e-mail entre os dos amigos que convidas para apreciar teus trabalhos. A VIDA CONTINUA... e, como dizia a canção, na versão tupiniquim de "LIMELIGHT":
"Para que chorar o que passou / e lamentar perdidas ilusões, / se o ideal que nos acalentou / renascerá em outros corações".Os sonhos não acabam nunca, meu jovem... e nem os ideais !

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 30/8/2007 15:29
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Pepê Mattos
 

Obrigadão, Carlos, pela visita. Seus comentários são enriquecedores. Forte abraço.

Nato,
Rapaz, e não que é o Ratzingher já até baniu o Limbo pra... sei lá onde. Pode deixar que tu vais sempre ser convidado (intimado) a dar uma olhada nas minhas inquietudes. Se der tudo certo, tou indo aí a Belém em setembro e vou fazer tudo pra pelo menos encontrar ou o Benny e/ou vossa barbuda figura. Carlitos é o poeta dos desvalidos.

Pepê Mattos · Macapá, AP 30/8/2007 15:42
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Letícia Carpe
 

Muito forte seus versos, gosto bastante. Tenho visto que o limbo começa aqui, nessa terra de tudo.
abs

Letícia Carpe · São Paulo, SP 1/9/2007 16:22
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analuizadapenha
 

oi... o limbo não poderia ser melhor expressado que suas palavras, angustia d'alma, do pensador, do homem e sua finitude. Belo. Abraços. Volte.

analuizadapenha · Natal, RN 5/9/2007 15:56
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