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Linhas soltas puxam outras perdidas a se encontrarem no talho...

Quem souber de quem é essa foto me diga...
1
André Teixeira · Aracaju, SE
19/9/2008 · 93 · 10
 

"Linhas soltas puxam outras perdidas a se encontrarem no talho da cerzida carne aberta dos sonhos"



Uma linha puxa a outra,
e assim vamos perenemente cosendo nossas feridas...
risos amarelos manchados de sangue vermelho,
aguado pelo translúcido orvalho
que tinge de anestesia
a rosa de ontem.

Agulhas passeiam tenazmente na carne aberta.
As veias abertas - o Mundo todo
é uma América Latina - dão combustível
p'ra engrenagem de moer gente
cerzir almas no sol poente
que se enterra num fim de rio...

A poesia não arrefece a dor:
ressalta-a.
Faz latejar o pulso
inflamado, onde
desfragmentos de sonhos
estilhaçam a vida, aos pedaços.

É que uma linha puxa a outra
e um raio de luz trás sempre um trago
de sombra,
assombros desmodernos
pra caverna nenhuma botar enfeite
e chafurdos ocorrerem nessa
e em outra lama.

Espinhos?
só o que o amanhã promete
no eco que planta
o grito de hoje.

==

Aju, 29.08.2008, antes das 8 da manhã

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Autoria
André Teixeira
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Compulsão Diária
 


Poeta! O eco que vc plantou na minha poesia tem a intensidade do meu encantamento, tal qual um Narciso, no espelho do seu verso. Um raio de luz sem trago de sombra.
E´só assombro! E maravilhamento.
Recuperando a palavra para comentar você mais.
Ainda em choque com a sua força! Nossa!

Compulsão Diária · São Paulo, SP 18/9/2008 14:10
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celina vasques
 

Fantástico! Caramba!
Adorei teu texto!
Teu talento é deveras encantador!
beijo na alma!

celina vasques · Manaus, AM 18/9/2008 21:47
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celina vasques
 

celina vasques · Manaus, AM 19/9/2008 10:40
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Compulsão Diária
 

Compulsão Diária · São Paulo, SP 19/9/2008 13:19
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André Teixeira
 

CD,

Essa foi escrita após ler alguns comentários seus sobre poesias minhas.


sobre a erva-daninha no jardim das delícias da poesia suposta




A palavra cresce.

Qual flor entumecida lambida pelo vento

e os outros três elementos,

esparge beleza ao olho que sente,

ao olfato que entende-a,

ao toque que arrepia

e segue mastigando pedaços de poesia.



As palavras avolumam-se numa onda

que força de dentro pra fora,

qual coração saindo pela boca

em oração de pagãs letras...



(esperam-nas um difícil passar pela garganta

ainda cheia de gumes a lotar-lhes

o caminho)



...ânsia de guardar o tempo

com mãos de vento que não seguram

nem o pó dos seus rastros,

tampouco a sombra dos sentimentos!



A palavra agora é toda espinhos...

guardam as flores da poesia – Beleza

incomunicável como só as coisas incomunicáveis o são –

para os muitos cegos dos sentidos que verão

apenas suas cores a lhes borrar o horizonte eternamente cinza.



A poesia cheia de palavras agora é uma palavra só: GRITO!!!



Carrega em seu eco

sementes de outros gritos,

arrancados com suas e tudo raízes, lá de dentro,

do seio da estrela em chamas,

do meio da carne que ao toque da língua

mais se inflama – seu combustível

e música – ,

atropela sem pudores os suores

com mais suores e sabores

do paradoxo doce em meio ao sal do Verbo.



Planto essa semente,

esse velho novo grito,

no jardim das delícias de outra poesia

que se engancha na minha voz,

com unhas e dentes a lanhar o sonho

e assanhar asas de querer voar

sobre o espelho que lambe sua face

e o abismo que não cansa de tudo devorar.



Raios de sombras, tragos de Luz, goles de almas

em conta-gotas, ampulhetas de orvalho a conduzir

meus braços abertos nesse abismo de flores supostas e perfumes

de jardins que só existem na mente de quem sente

o invisível a queimar, o crepitar da nossa carne,

lenha dessa fogueira que ora arde a poesia

de ontem de agora e sempre.



======================

MUITO obrigado pela boas palavras! Algumas delas reaparecem no corpo da poesia.

GRANDE abraço!!!

André Teixeira · Aracaju, SE 19/9/2008 13:50
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O NOVO POETA.(W.Marques).
 

poeta ficou lindo seu trabalho.votado.

O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 19/9/2008 20:34
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clara arruda
 

De risos amarelos e linhas soltas essa amiga conece...E pulbica

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 19/9/2008 21:43
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clara arruda
 

obs.conhece

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 19/9/2008 21:43
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Doroni Hilgenberg
 

Andre
Que poema denso!
E essa eu fiz apos ler seu poema:


Sombras de sonhos

O mundo todo
uma ferida aberta
machucando a planta
engolindo gente.

A poesia canta
mas não arrefece a dor
estilhaços de sonhos
imbuidos em luz.

E cerzimos na sombra
assombros e medos
espinhos e rosas
do hoje que grita!

Bjsssss

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 21/9/2008 21:17
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André Teixeira
 

DORONI!!!

Sinto um espelho sorrir-me em poesia!!! Obrigado pela iluminada presença!!! Ubuntu é uma ideologia que vale ser aprendida... lá no meu perfil tem algo sobre... quer dizer, em poucas palavras: EU SOU PORQUE VOCÊ É... E JUNTOS SOMOS!!! É o que norteia esse meu 'trabalho' de poesia no Ovemrundo. MUITO obrigado!!!

===

Clara!!! MUITÍSSIMO obrigado pela Luz da tua presença... GRANDE abraço!!!

===

Caro Poeta WMarques... GRATO sempre por todas as vezes presente em meus escritos... MUITO obrigado e um GRANDE abraço!!!

===

CD... o que dizer?... as últimas poesias aqui escritas no Over são influenciadas por você... OBRIGADO!!!

===

CELINA!!!

Novamente obrigado é pouco..., então MUITÍSSIMO obrigado!!!

GRANDE abraço em todos!!!

André Teixeira · Aracaju, SE 22/9/2008 10:32
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