LIQUIDIFICADORES AVALANCHE - CAPÍTULO 24

1
Marcelo Bretton · Espanha , WW
31/10/2016 · 0 · 0
 

Chegaram mais cedo do que o previsto na fazenda, palco dos shows, e por isso puderam escolher um lugar mais alto para terem uma visão melhor do palco e se protegerem da chuva que pintava no horizonte. Kika estava triste por não terem condições de estarem no espaço VIP na frente do palco e com visão privilegiada das suas bandas prediletas. Sentia-se inconformada, mas só em poder usufruir daquele momento musical único com suas amigas já valia o sacrifício. Música era melhor daquele jeito, ao vivo. Tinha horror em sintonizar uma rádio mainstream e se deparar com qualquer coisa como...



Eu vou pro baile, eu vou pro baile

Sem, sem calcinha

Agora eu sou piranha e ninguém vai me segurar

Daquele jeito!

Sem, sem calcinha



Putaria era pra ser praticada e os seus ouvidos não eram Judas pra serem malhados. Ela não era hipócrita, mas como uma novata no quesito sexo já se sentia no direito de opinar, haja visto as bandas que teria o prazer de ver pela primeira vez ao vivo. Uma delas era O Reverendo Batata & Os Coroinhas Coroas que já havia se separado, mas estavam se reunindo outra vez para uma última turnê. Tinha um autógrafo do Reginaldo e até uma foto do Miguel e do Ferreirinha no lançamento do último álbum na sua loja de discos.. É Preciso Exercitar a Paciência. A história deles era bastante singular.



— Nunca ouvi falar na vida – Confidenciou Cecília, com Denise lhe fazendo coro.

— Reginaldo de Castro, o vocalista, era funcionário de uma sex shop. Certo dia ao fechar as portas da loja com alguns clientes ainda olhando as prateleiras, é assaltado por um homem infiltrado entre os fregueses. Entre uma ameaça e outra, já que o ladrão achou que o dinheiro era pouco, teve um surto nervoso e sacou um violão detrás do balcão, se sentando no chão acompanhado de todo mundo. Começou a dedilhar uma melodia que logo tocou o coração do assaltante, chamado Mariozinho Mangabeira. Ele foi baixando a arma aos poucos, começou a assobiar o refrão, e logo foi dominado por dois clientes, Miguel Thomé e Demerval Ferreirinha Curvelo. Algumas pessoas aproveitaram a distração e fugiram. Quando a polícia chegou no local, encontrou quatro elementos bêbados, cantando alguma coisa com a palavra Ele e apontando pra cima o tempo todo, enquanto abraçavam bonecas infláveis. Assim nasceu o Reverendo Batata, que é o apelido de Reginaldo, porque quando perguntavam algo a ele, a resposta era precedida sempre pelo bordão.. essa é batata! E os Coroinhas Coroas, pois Miguel e Demerval eram estudantes de Teologia que estavam ali comprando uma Suzy inflável para a despedida de um seminarista amigo que desistira da carreira religiosa. Quanto a Mariozinho, fez o caminho inverso e transformou-se no membro religioso da trupe, revezando-se entre ensaios, missas e composição.



— Que doido! – Disse Denise espantada com o pedigree dos rapazes e já curiosa em ouvir o som.

— E porque a banda acabou? – Questionou Cecília achando que todos tinham virado padres.

— O Reverendo formou-se em eletrônica e após várias tentativas frustradas de lançar um CD, já que as gravadoras não sabiam em que categoria musical encaixá-los, se era metal gospel, ou rock vaneirão evangélico, ele foi dar umas bandas fora do país. Ano passado voltou com a intenção de reunir seus companheiros e gravar um disco independente com a grana que ganhou como roadie do Motorhead. Para sua alegria encontrou-os todos juntos, porém numa reunião dos Alcoólicos Anônimos com uma longa folha corrida de arruaças por bebedeira. Ele alugou uma casa na sua cidade natal, no sul do país, transformou-a numa clínica de recuperação de drogados e internou os companheiros. Entre um delirium tremens e outro, eles conseguiam levar um som. Mas a grande dificuldade do Reverendo era conter as fugas noturnas dos amigos em direção as vinícolas vizinhas à clínica, onde eram encontrados pela manhã caídos em volta dos barris de vinho com os lacres violados.

— Puta que pariu, isso é rock n roll Kika! – Gritou Denise fazendo o gesto da mão chifrada.

— Pois é, e os caras vão estar aqui. Como eu queria vê-los de perto, mas pelo preço só se as três derem a bunda ao primeiro que pagar.

— Hehehe! Você deve estar brincando – retrucou Cecília com o rosto vermelho de vergonha pelo palavreado chulo da amiga, que tinha sofrido uma mudança de comportamento a olhos vistos nos últimos dias. No fundo ela invejava essa falta de pudor e gostava ainda mais da amiga.



Como se uma lâmpada acendesse na cabeça, Kika deixou as amigas arrematando a montagem da tenda, quando caia os primeiros pingos de chuva, e uma banda que ela não conhecia fazia a passagem de som no palco. Um mar de barracas já estava montada e ela daria uma espiada por ali. Quem sabe não deixasse um segurança de pista passar a mão nela para as deixarem entrar na ala reservada aos abonados.



Olhou ao redor do enorme terreno com as pessoas procurando abrigo dentro dos seus iglus de material sintético e não viu qualquer chance de ultrapassar a barreira montada para separar os plebeus, da realeza. Fazia o caminho de volta quando escutou.

— Que peitinhos lindos você têm! – Assoviou o homem vendo a blusinha já molhada grudar nos mamilos da garota.

— Vá comer o rabo da sua irmã!

— A minha irmã mais nova têm setenta e um anos e sofre de Alzheimer. Se fosse Parkinson ainda daria pra por o pinto no meio da mão dela pra me bater uma punheta.



Kika imaginou por um minuto a cena descrita e a achou divertida, apesar de macabra. Já com a água da chuva lhe pingando pelas pontas do cabelo, olhou uma cabeça que se esgueirava pra fora de uma barraca enfeitada com adesivos de bandas que ela própria cultuava. Era um homem de mais de cinquenta anos com os cabelos compridos e grisalhos, pequenos óculos escuros redondos, uma faixa preta na cabeça, e um sorriso que mostrava os seus dentes amarelados provavelmente devido ao cigarro. Logo soube que era por causa do vinho, cuja garrafa ele pôs pra fora e sacudiu.



— É um Merlot Chileno, acabei de desarrolhar e não tenho com quem beber. Você não vai sair da chuva?

— Se a proposta for melhor que uma taça de vinho, posso pensar.

— Ok você venceu. Quanto?

— Depende – Respondeu ela, pedindo passagem para entrar na barraca do roqueiro decano e obsceno.

— Trezentos com a bundinha.

— Seiscentos com a bundinha e ainda chupo o seu sorvete até o fim. Ah! E uma garrafa de vinho é claro.

— Vocês jovens são osso duro de roer. No meu tempo vocês se jogavam aos meus pés e dava briga quando escolhia uma em detrimento da outra.

— O tempo passa pra todo mundo tio. Você não é vinho.

— Aí é que você se engana – Afirmou ele encostando a boca no pescoço da nerdzinha.

— Um momento. Grana na mão.

— Porra ainda bem que ando com dinheiro. Sou a moda antiga sabe – Disse ele pegando uma pochete de couro e retirando a quantia, entregando na mão dela.

— Então seja cavalheiro e me trate como uma putinha de respeito.



Gregório buscou nas suas coisas um preservativo e o deixou à mão, enquanto pediu que Kika deitasse no colchonete. Teve o cuidado de fechar o zíper da barraca. Primeiro subiu a blusinha e vislumbrou dois mamilos rosados e já em riste. Passou a língua em cada um deles com a calma que só a experiência concede. Ela começou a revirar os olhinhos com as pálpebras fechadas, enfiando a mão por fora da bermuda do homem maduro para perceber que ali dormia algo grande que estava despertando para ela.



Não foi difícil arrancar-lhe o short apertado, fazendo-a levantar as ancas num movimento gracioso. Antes de tirar-lhe a calcinha de menina moça, grande para os padrões das fêmeas atuais, ele fez questão de farejar aquele sexo por fora do tecido como um perdigueiro. Virou-a de costas ainda vestida e fez o mesmo, desde a base do pescoço até o rego da bunda, quando finalmente começou a puxar a peça de roupa íntima com uma calma que doía nos nervos de Kika, que aquela altura já estava gemendo sem sentir dor. Finalmente com o banquete na mesa, o homem tirou as próprias roupas libertando a sua mamba albina, cujas veias saltavam à pele como se fossem explodir. Fazia tempo que ele não trepava com um piteuzinho. Já fora preso por guardar umas fotos suspeitas no seu computador. Fazia dois meses que fora solto depois de quatro anos e oito meses comendo cu de homem.



Kika sentiu o pau enorme do homem penetrar na sua vagina por trás. Ele colocara um travesseiro sob a sua barriga, elevando as suas nádegas para facilitar o concúbito. Sentia a carne do coroa tocar a parede da sua vagina por dentro, cada vez com mais facilidade devido a umidade absurda do seu orifício. Ambos arfavam sem se preocupar com quem passasse lá fora já que o barulho da chuva e os testes de guitarra formavam um conjunto harmônico que só não era superior aos gemidos animalescos que saiam das suas gargantas de forma coordenada.



Depois de cinco minutos intensos, Gregório tirou o pau subitamente de dentro dela e a desvirou. Ela limpava o suor da testa olhando naqueles olhos miúdos que já deviam ter visto muita coisa parecida, enquanto ele abria as suas pernas e a erguia um pouco a fim de alcançar o seu ânus. Instintivamente, ela molhou as mãos e umedeceu o rabo.

— Você mesma coloca. Não quero ser indelicado ou te machucar.

— Ok.

Ela catou a cabeça do mandril gigante e forçou para dentro de si, relaxando o máximo que podia. Quando a abertura do seu ânus se mostrou suficiente, fez que sim com a cabeça para que ele assumisse o controle. De início ele enfiou devagar toda a extensão do cacete para dentro dela, para só então dar início aos movimentos. O ex-presidiário fora um cavalheiro. Ela jamais poderia imaginar que um dia pudesse gozar sendo fodida na bunda. Ele puxou o instrumento para fora e esporrou na barriga nua da garota uma quantidade de esperma que dava pra apagar uma pequena fogueira.

— Desculpe. Tava acumulado.

— Porra! Quanta porra! – Impressionou-se ela pegando uma toalha dada por ele para que se limpasse. Apalpou o bolso da bermuda apenas para se certificar de que a grana ainda estava ali, vestiu-se, deu um beijinho de foca no homem que usava uma camisa da banda Discórdia Genital, e abriu o zíper da barraca para ir embora feliz da vida encontrar com as amigas, mas não sem antes ir na bilheteria pagar a diferença dos ingressos. Esquecera a garrafa de vinho. Logo lembrou que não precisou pôr a mamba albina na boca. Elas por elas.



...



Só acreditou no que estava escrito no fax recebido de Sarita quando o leu pela terceira vez. Aquilo ficava cada vez mais pornográfico. Claro que dessa vez teria que aparar as arestas, as passagens mais contundentes. Mas o que importava de verdade era a mensagem final. Aquela porra de aparelho era do caralho! Como era domingo, a redação estava vazia e ele queria aquilo publicado no dia seguinte, quando não saberia se ainda teria um emprego ou não. A sapata da Monique chegaria cedo fazendo estardalhaço com certeza, mas se ainda não havia quem o substituísse, ainda teria uns dias para atazanar a vida dela. Era como fazia com todo mundo que pisasse no seu calo. Assim foi com a vadia da Clúrvia.



Com o pai preparando os cadáveres com a ajuda da mãe e de um tanatopraxista contratado às pressas, Chita pegou o caminhãozinho emprestado do vizinho, um vidraceiro amigo do seu pai, e foi buscar as urnas no endereço anotado. Na fachada se lia.. MADEIREIRA SANTO CRISTO. Madeireira era o cacete. Devia se chamar Fabriqueta de Caixõezinhos de Merda Ltda. O homem já o aguardava, apesar do adiantado da hora. Os esquifes, mais requintados que os caixotes que eles estavam acostumados a aboletar os defuntos pobres, já estavam separados.

— Sr. Protásio? Boa Noite. Meu pai me mandou buscar isso aí – Anunciou, aproximando-se do homem baixinho e desconfiado, que demorou um pouco para estender a mão e cumprimentá-lo.

— Ah! Sim! Você é filho do Ernesto – Retrucou, agora com ares de reconhecimento, desarmando a carranca.

— Ele me disse que como esse é um pedido grande queria registrar o momento para a posteridade – Afirmou, tirando o celular do bolso, abraçando o velho sem reação, e tirando uma selfie tendo como pano de fundo os caixões e a fachada do estabelecimento. Tirou mais umas duas pra garantir, e só não fez mais cliques porque Protásio se sentiu incomodado com tanta pompa por causa de sete caixões e deu um chega pra lá em Chita.

— Já chega. Pode levar as urnas. Naldo vai te ajudar a carregar – Disse apontando pro seu funcionário, que não tinha entendido nada da cena.



No dia seguinte, após o término dos trabalhos com os despojos humanos daquele engavetamento, ele tirou fotos das urnas vazias e também já com os cadáveres dentro, sem que o seu pai percebesse. No dia seguinte, revelou e ampliou as melhores imagens e levou pra faculdade, onde chegou mais cedo que de costume. Preparou um painel auto explicativo na sala de aula e saiu novamente sem ser visto. Viu os primeiros colegas entrando, escutando os primeiros apupos. Também viu Clúrvia entrar quando ouviu o seu nome ser pronunciado pelos colegas. Por último, Chita entrou junto com o professor, o mesmo que tinha acatado a pauta dos carros que os alunos dirigiam, e saboreou as reações em cada rosto.

— Então Clúrvia, essa é a fábrica de móveis para a elite que o seu pai é dono? – Ironizou Chita, ouvindo gargalhadas e aplausos.

— Isso é mentira! O que é isso? Do que se trata? Quem fez isso?

— Euzinho sua vagabunda – Respondeu, sabendo qual seria o seu destino por ultrapassar os limites do bom senso acadêmico. Ele poderia se utilizar da mesma sutileza dela quando o pegou em cheio, mas o seu estilo era, digamos, mais mortífero – Isso é no máximo uma caminha bem safada pra morto deitar, né gente?

— Calado! – Gritou o professor, olhando com gravidade para ele.

— Não me calo! Sou fruto de uma injustiça perpetrada por essa desclassificada. Meu pai é dono de funerária, todo mundo aqui sabe. E o papai dela faz os bercinhos pra embalar a carne morta que o meu pai dá uma aparência melhor. Seríamos iguais, mas não quero ser igual a você, sua vaca.

Clúrvia começava a chorar copiosamente, balbuciando ora a palavra escroto, ora a palavra desculpe.



Quando o pai dela morreu, tinha deixado ordens expressas para que o seu corpo fosse direto para a Funerária Pax, do Sêo Ernesto antes de ser velado. Isso foi quase vinte anos depois que fora expulso da faculdade de design naquele mesmo dia, e a tinha visto pela última vez. Enquanto ajudava o seu pai, já idoso para tocar a funerária sozinho, com os preparativos do corpo do Sr Protásio, a sua filha em pessoa aparece trazendo as roupas para vestir o defunto. Enquanto ele havia se formado em jornalismo e trabalhava como freelancer, ela se tornara uma designer famosa e era divorciada de um banqueiro, com quem teve duas filhas gêmeas. O tempo fez eles esquecerem o passado, pondo uma pedra sobre o que ocasionou aquela separação abrupta.



— Chita. Será que ainda posso te chamar assim?

— Claro. Essas são as roupas?

— Sim. Cuide dele direitinho.

— Pode deixar. Você parece muito abatida, o que é natural devido as circunstâncias. Mas o passamento dele já não era esperado? Ele estava em coma há semanas não é?

— Sim, já era esperado. Outras coisas me aborrecem nesse momento. Você têm um minuto?

— Claro – Ele olhou pro pai como a pedir autorização, e saiu da sala, levando-a para tomar um ar na parte da frente da loja.

— Queria lhe pedir desculpa há dezoito anos atrás e não consegui. Eu fui imatura, tinha uma outra visão da vida, errada, claro. Levava tudo ao pé da letra, a ferro e fogo. Você não merecia aquilo e eu fui uma covarde. Aliás até hoje, pois passei várias vezes aqui na frente da sua casa de carro sem ter coragem de parar e te procurar.

— Eu não sabia.

— Hoje parece que a vida está me cobrando pelos meus erros.

— O que houve?

— Eu me tornei uma designer como você sabe. Gozo de boa fama, tenho bom trânsito nas indústrias quando se trata de lançar um produto de linhas inovadoras. Há um tempo atrás desenhei um liquidificador para uma empresa. E isso têm me dado dor de cabeça. Estão pensando em me processar. Isso pode dar até cadeia por essa coisa já ter matado gente inocente.



Acordando dos seus devaneios, ainda com o fax de Sarita nas mãos, Chita despertou para aquela informação que lhe veio na cabeça assim do nada. Porra! Clúrvia tinha desenhado o Avalanche? Se ainda tivesse sede de vingança, aquela sim, seria a porra da vingança devorada fria! Mas não sentia nada além de pena. Aquela revelação lhe fora feita há dois anos atrás quando fora contratado como redator fixo no jornal. Se não era o caso de vingança, o que ele faria com aquela informação? E se ela desenhou o aparelho baseado em princípios zen budistas, misturando no desenho essa coisa de corpo e mente, princípios filosóficos e de repente o que era abstrato se tornou concreto e o eletroportátil ganhou vida própria? Claro que estava alucinando, mas era jornalista e todos os ângulos deveriam ser analisados. Inclusive os ângulos da própria Clúrvia, indo e vindo, já que para uma mulher de pouco mais de quarenta anos ela ainda estava com os glúteos duros. Abriu a gaveta procurando desesperado a sua agenda de telefones, enquanto olhava pro relógio para não perder o prazo de publicação da matéria de Sarita.

Sobre a obra

Sarita Leitão (apesar de odiar o sobrenome herdado do ex-marido, temia em recuperar o "Pinto" do pai no seu documento), fora demitida da empresa depois de anos de dedicação e intrigas internas.

A Liquidificadores Avalanche passava por um mau momento, devido aos processos que se acumulavam na justiça, vindos de consumidores eletrocutados enquanto faziam suas vitaminas pela manhã com um dos seus eletro portáteis.

Desencanada que era, resolveu dedicar-se a Bebeca, sua lulu da pomerânia, enquanto administrava os perrengues cotidianos, inclusive os de Dado, seu filho precoce de oito anos que já se iniciava na arte do onanismo. Também havia os exageros da sua mãe, que via o mundo sob uma ótica peculiar e, o seu novo namorado, que gostava de colecionar coisas estranhas, como piercings usados e dentes cariados.

Tudo muda quando ela recebe uma ligação.

compartilhe



informações

Autoria
MARCELO BRETTON
Ficha técnica
AUTOR - MARCELO BRETTON
Downloads
63 downloads

comentários feed

+ comentar

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

baixar
pdf, 15 Kb

veja também

filtro por estado

busca por tag

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados