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Literatura indígena: expressão de uma realidade no Flifloresta

José Farias - Manaus/AM
1
graça grauna · Recife, PE
26/11/2008 · 194 · 55
 

Na floresta de saberes em que nos encontramos, não parece exagero afirmar que somos um pequeno e atrevido grupo de escritores e escritoras em busca de editor e consequentemente em busca de um lugar nas prateleiras de livrarias e desejosos também de habitar a estante de alguma casa deste país ou de qualquer lugar do mundo. Participaram desse encontro em torno da literatura indígena: Daniel Munduruku, Álvaro Tukano, Ely Macuxi, Cristino Peteira Wapixana, Lucio Flores Terena, Yaguarê Yamã, Eliane Potiguara, Manuel Moura Tucano, Kiara Apurina, Carlos Thiago e eu, Graça Graúna. Cabe destacar a apresentação da cantora Cláudia Tikuna e do grupo de música e dança dos Saterê-Maué que cantaram a riqueza das nossas tradições.
Essa ilustre desconhecida que é também a Literatura Indígena contemporânea no Brasil configura a sagração de cada momento em que escritores e artistas de diferentes nações indígenas atravessaram rios, pegaram estradas (em ônibus, trem e metrô) e cruzaram céus para participarem do I Encontro de Escritores Indígenas na região amazônica. Como se não bastasse, alguns dos nossos parentes até sobreviveram aos descasos de hospitais públicos para estarem aqui, apostando na vida que brota também da literatura; refiro-me ao Moura Tucano, um dos líderes do movimento presentes ao encontro e que em nome dos escritores indígenas, homenageou Maroaga, cacique legendário dos Waimiri-Atroari que resistiu até a morte contra a invasão das suas terras. Este é apenas um pedaço da realidade e apesar dos preconceitos literários, compartilhamos da celebração. Aqui estamos, distendendo as asas dos sonhos, nossos sonhos, para expor em prosa, em verso e outras formas de manifestação artística as experiências, as vivências e vidências oriundas de seculares tradições, nossas tradições indígenas. Existem poucos livros de literatura indígena no mercado editorial. Dizer isto não significa adotar uma postura pessimista, considerando que somos co-autores de um repertório milenar. Este é um fato que os jornais não contam e quando falam da nossa existência na cena literária brasileira, confundem a nossa arte como sendo algo folclorizado. Isto quer dizer também que ainda não nos livramos da visão etnocêntrica que nos sufoca há mais de 500 anos. São poucos os livros que atestam a nossa existência literária, mas é notória a grande quantidade de leitores desejosos de conhecer mais de perto o que pensamos, como vivemos, como lutamos, como sonhamos e porque escrevemos.
A nossa literatura é fruto de séculos e séculos de história, memória e resistência; uma literatura revisitada, contada, recitada pelos parentes nas pequenas e grandes aldeias, no quintal de nossas casas e até mesmo nas margens de um igarapé. Os saberes ancestrais são a nossa referência; a força da nossa escrita reside na tradição oral: uma grande coadjuvante no contexto do patrimônio cultural brasileiro. Outras referências nos aproximam, a começar pelo gosto de reunir a família e contar das andanças, dos perigos e sortilégios no seio da floresta ou em meio ao ruge-ruge das cidades grandes.
Há muito ainda por dizer, por fazer. Por enquanto, cabe perguntar: qual o lugar da literatura indígena neste vasto mundo? Refletir a esse respeito é uma das maneiras de cumprir a nossa missão que é, dentre outras, fazer a leitura do mundo como sugeriu Paulo Freire. Ler e intuir, para não esquecer que “a intuição é mensageira da alma” como afirma Eliane Potiguara. Assim, também intuímos de Ana Froes do Nascimento, uma pensadora Kaingang, que por meio da leitura do mundo, do nosso mundo, multiplicamos o cereal plantado. Que assim seja e para saber mais a respeito do que escrevemos, basta um gesto simples que começa por um desejo: fazer parte da “teia da vida”, como dizem os nossos sábios. E não poderia ser diferente, pois o mundo é de todos e nesse universo cabe a beleza e a inteligência indígenas. Uma coisa é certa: a literatura nos une e é pelo direito de sonhar que estamos todos aqui.

Flifloresta/Manaus, 24 de novembro de 2008.

Sobre a obra

No Flifloresta, o dia 22 de novvembro foi dedicado à Literatura Indígena. Neste dia, o escritor Marcio de Souza compartilhou comigo a leitura do meu poema "Canción peregrina", para homenager as diferentes etnias presentes ao Encontro.

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Graça Graúna
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Hideraldo Montenegro
 

Então, o mais surpreendente é que realmente desconhecemos esta produção. Por exemplo, não conheço a literatura feita pelos indígenas e duvido que alguém aqui também a conheça. Isto significa que as editoras e mídias não se envolvem realmente com a nossa cultura de fato. Não se é de estranhar, afinal, visam tão-somente o lucro, ou seja, não têm compromisso com a cultura verdadeiramente, mas com o mercado. Isto é uma realidade do capitalismo, pois, ele funciona assim.
O que fazer? Penso que é necessário criar uma alternativa porque esta abertura não haverá até que haja alguma possibilidade de lucro por trás. Tem-se que encontrar um meio de fazer esta literatura chegar a todos nós.
O fato é que todos vocês que estão enganjados nesta luta são realmente uns guerreiros, uns herois.
O relevante é que estão nesta luta. O resto...bom, o resto...é o resto.

Hideraldo Montenegro · Recife, PE 24/11/2008 12:38
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Hideraldo Montenegro
 

*digo: engajados

Hideraldo Montenegro · Recife, PE 24/11/2008 12:48
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Hideraldo Montenegro
 

Digo*: minha admiração por você não é à toa.

Hideraldo Montenegro · Recife, PE 24/11/2008 12:49
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Hideraldo Montenegro
 

Digo: por conta disto, acabei de postar um poema chamado IDENTIDADE que requer a nossa mais profunda reflexão.

Hideraldo Montenegro · Recife, PE 24/11/2008 12:50
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Eloy Santos
 

Como você mesma destacou no título da matéria, Graça Graúna, a literatura indígena foi a expressão de uma realidade no Flifloresta.
Texto comovente por relatar a luta desses brasileiros tão deserdados de tudo e que têm uma literatura maravilhosa.
Tenho conhecimento dela pela leitura de relatos de antropólogos. Nada que tenha sido a redação de um escritor.
Parabéns sinceros aos participantes do Iº Encontro de Escritores Indígenas.
Que viva a literatura indígena!
Que ela mostre a cara e se afirme!
Um abraço, amiga.

Eloy Santos · Rio de Janeiro, RJ 24/11/2008 12:58
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Doroni Hilgenberg
 

Bom dia Graça.
Ótimo texto e bem de acordo com as necessidades
mais primordiais dos indigenas, divulgar sua cultura.
E isso foi feito muito bem no FlIFLORESTA
Fiquei muito feliz em encontrá-la e foi pena vc não ter
assistido a todos os modulos.Foram proveitosos demais.
Posso dizer-lhe que os indigenas já estão com seu espaço garantido
pois são os Povos da Amazonia. Eles estiveram presente em todos os modulos e quase todos os dias enriquecendo FLIFLORESTA, com suas apresentações, sus danças, suas histórias e seus elementos naturais. A " CARTA DA FLORESTA" lida por Tenório Telles, em Presidente Figuereido, foi assinada com galhardia por lideres indígenas que tiveram grande destaque
O Jornal " A Critica" de hoje, destaca:
" A sociedade organizada ganha um terreno pronto para plantar e fazer colheitas extraordinárias na perspectiva de aprimorar o seu processo de vivência, estabelecendo parcerias, aproximando-se cada vez mais com outras experiências, enriquecendo o intercâmbio e fortalecendo as manifestações culturais dos Povos Amazônicos e de todo o mundo. Em meio a diversos cenários de tragédia em realização, o Festival Internaciona da Floresta faz a outra pregação para a humanidade, trava a outra batalha enfrentando a truculência
e a cultura da violência e sai vencedor. Não só. O sentimento de que fez bem é uma manifestação plural.
Graça...
Foi gratificante ouvi-la no simpósio, dar-lhe um abraço
e estar por momentos com você,
outro grande abraço.
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 24/11/2008 13:00
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Samuel Luciano Assunção
 

grauninha...muito bom saber notícias da flifloresta também através de você. Digo também porque a doroni postou algo a respeito.

parabéns pelo trabalho seu e de todos os outros citados no texto. os (terena)...me parecem uma família de pessoas engajadas na luta pela valorização da cultura e memória de seu povo...desde muitos anos.

lembro-me de ter entrevistado um (terena) ator que veio gravar aqui em Angra.
e ele...que vivia o glamour do mundo das estrelas...estava certo que um dia retornaria a aldeia para lá terminar os seus dias..
.
exemplo de desapego e muito amor pelas tradições e pelos costumes (primeiros)...que o tempo nunca apaga.

acho que seu povo...(nossos irmãos)...sabem muito mais da vida do que essa "nossa classe dominante".

beijos e parabéns.

Samuel Luciano Assunção · Angra dos Reis, RJ 24/11/2008 13:04
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José Carlos Brandão
 

Estou acompanhando com interesse vivo a FliFloresta. A literatura verdes dos irmãos da Amazônia. Que inveja! Não sei nem dizer por quê, mas - que inveja! Nossa literatura inspirada, moldada na européia - que velhice!
Poesia com sangue verde nas veias, salve!
Um beijo.

José Carlos Brandão · Bauru, SP 24/11/2008 13:17
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azuirfilho
 

graça grauna · Jaboatão dos Guararapes (PE) ·
Literatura indígena: expressão de uma realidade no Flifloresta

Amiga, Professora e Poeta.
Um grande satisfacáo, senti Firmesa, alegria e orgulho neste seu Trabalho admirável.
Uma perspectiva esperancosa de um Futuro Melhor.
Uma Organizacáo e participacáo forte.
Os Índios estáo se fortalecendo, tornando nosso Povo mais forte.
Se náo for publicar separado, coloque uma cópia do poema "Canción peregrina", para a gente mais aprofundar no espírito de libertacáo do Flifloresta.
Parabéns Amiga os Irmáos Índios deve de ter ficado orgulhosos de vocé.
Cada vez mais admiro a Guerreira da Paz e da Luz que vocé é.
Abracáo Amigo.

azuirfilho · Campinas, SP 24/11/2008 13:31
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Ademario Ribeiro
 

Ô Graúna, nossa fiel guardiã de nuestra Amerìndia anciã e tão menina a se defender dos emaranhados desenhos hodiernos do capitalismo sem meios! Que energia boa esta de mais uma vez reunir você, Eliane Potiguara e demais escritoras e escritores indígenas e ou de uma literatura indeginista ou indianista aí no FLIFLORESTA... E que sinergia! Hoje eu já tinha escrito para você e a Eliane e me referia a estes abraços, lágriams, alegrais e narativas destes econtros e reencontros com a Essência e com a Palavra da Ancestraida!!! Ontem, junto com @s Overman@s e, muito como a escritora e Overmana Doroni Hilgenberg traávamos deste tema tão pulsante quando ela aqui postou uma Carta da Amazônia. Tudo isto, por celebrado com a presença quase surreal de Cláudia Tukano! Ah! Como devíamos estar aí com vocês! Aliás, estaremos sempre juntos!
Viva a Amazônia e seus Povos! Viva @s Narrad@ras das Palavras Essenciais!!!

Gratidão!!!

Ademario Ribeiro · Simões Filho, BA 24/11/2008 13:56
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José Silveira
 

desejo que o encontro se forlaleça, e traga novas perspectivas para a literatura indígena, perpetuando-se numa manifestação plural, tal qual forte é a cultura das tradições, preservada até nossos dias.
parabéns, belo trabalho Poetisa.
um beijo, fraterno abraço.
SIlveira.

José Silveira · Niterói, RJ 24/11/2008 14:03
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Ivan Cezar
 

é o segundo trabalho sobre cultura indigena no OVER
Li outro , do AZUIR sobre os Tupinambás
Muito legal
Havia enviado como sugestão antes
corrijo agora

Ivan Cezar · São Sepé, RS 24/11/2008 14:37
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Juscelino Mendes
 

Admirável iniciativas como estas de pessoas interessadas em melhorar relacionamentos e que preconceitos sejam enfrentados. Márcio é excelente e escreve a décadas sobre as nossas coisas. Graça, parabéns por noticiar tudo isto aqui.
Grande abraço.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 24/11/2008 15:10
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Juscelino Mendes
 

Admiráveis, digo.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 24/11/2008 15:10
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celina vasques
 

Parabéns pelo texto de excelente qualidade!
Beijo no coração!

celina vasques · Manaus, AM 24/11/2008 15:51
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Claudia Almeida
 

Graça Graúna,


Flifloresta

A nossa literatura é fruto de séculos e séculos de história, memória e resistência; uma literatura revisitada, contada, recitada pelos parentes nas pequenas e grandes aldeias, no quintal de nossas casas e até mesmo nas margens de um igarapé. Os saberes ancestrais são a nossa referência; a força da nossa escrita reside na tradição oral.


Lindo esse trecho me lembrei também dos irmãos africanos lá toda conto infantil começa ...numa Aldeia vizinha... isso é lindíssimo,
sinal de que tem mecanismo de proteção a cultura.


Aqui no Brasil tudo é segmentado fica mais fácil de manipular a nossa cultura junto... vem os rótulos como você afirma e eu concordo por ter vivenciado na escola o folclore, criando um abismo na Educacão.

Parabéns a todos que contribuiram ao Flifloresta!

Beijos irmã lua

Claudinha

Claudia Almeida · Niterói, RJ 24/11/2008 17:10
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Coluna do Domingos
 

belíssimo trabalho

Coluna do Domingos · Aurora, CE 24/11/2008 19:42
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Andre Pessego
 

Graça, cheia de graça
Ao olharmos para trás e não vemos 500 anos transcorridos com
o acolhimento que tiveram os chegantes, muito ao contrário os vemos ainda espezinhando os donos da terra; vemos o desejo de integração solidária, irmanada, no coração de tão poucos....
Mas não é só - o desconhecimento está preso ao medo, não o medo do índigena, mas o medo de revelar as garras da terrível união entre o Cristianismo e o Poder do Império Portuguès que foi sendo transferida.
Por ex. da escravidão indigena, a grande maioria, mesmo entre os doutos, pensam o que sabe que ela terminou em 1553.
Felizmente, essa capacidade de resistir perdura; e perdura agindo de diversas maneiras galgando os mecanismos da modernidade, da evolução cientifíco-tecnologica.
abraços
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 24/11/2008 22:17
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Carlos Mota
 

graça grauna,
felicitações pelo texto nos dizendo do FLIFLORESTA, e queria fazer um pedido
queremos ver textos da literatura indigena por aquí
beijo,

Carlos Mota · Goiânia, GO 24/11/2008 23:49
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JACINTA MORAIS
 

AMIGA GRAUNINHA,
Amo o seu trabalho,de paixão!
Louvável criatura abençoada por "DEUS"
Prefiro guardar o seu "presente"
Por mais algum tempo...
Até "esfriarem" os choques e ataques!
(parece que tá pegando"fogo"no nosso amado OVER)
PARABÉNS!!!
BJS, NA SUA ALMA...
Uma semana de luz!

JACINTA MORAIS · Cascavel, PR 25/11/2008 05:23
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graça grauna
 

Ademario, meusamor: bom demais te ver por aqui. Obrigada, de coração, pela leitura prestimosa. Tudo que vem de você, sobretudo com relação aos nossos parentes indígenas e afrodescendentes - recebo de peito aberto. Te amo bastante e tu sabe disso; nesse compasso, vou levando a vida pelos direitos humanos, pela causa indígena. Paz em Nhande Rú, Grauninha

graça grauna · Recife, PE 26/11/2008 09:13
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Doroni Hilgenberg
 

voltando
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 26/11/2008 11:17
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Carlos Mota
 

Carlos Mota · Goiânia, GO 26/11/2008 11:46
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Claudia Almeida
 

Grauninha,
Paz a todos os seres
Paz em Nhande Rú
Paz

Claudia Almeida · Niterói, RJ 26/11/2008 13:46
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Hideraldo, poetamigo:fico feliz que tenha gostado dos meus escritos. Um dia, tenho esperanças, a nossa literatura indígena terá mais espaço. Vamos torcer e continuar engajados. Bjos, Grauninha

graça grauna · Recife, PE 26/11/2008 14:04
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Hideraldo, meu anjo: grata, mais uma vez, pelo carinho.

graça grauna · Recife, PE 26/11/2008 14:06
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Eloy, meu querido: gratissima pela leitura. Gosto que goste da minha escrita de india. Bjos de luz, Grauninha

graça grauna · Recife, PE 26/11/2008 14:09
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Doroni, obrigada, mais uma vez pela presença durante a minha falab e de outros parentes indígenas lá no Flifloresta. Vi seu texto sobre a Carta da Floresta. Devemos lembrar sempre de um grande nome do movimento indígena; digo até que sem ele essa carta não teria sentido. Refiro-me ao grande lider Manuel Moura Tucano. Grande abraço, Grauninha

graça grauna · Recife, PE 26/11/2008 14:13
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Jacinta do meu coração: obrigada pelo carinho. Se avexe não, se avexe não....fique em paz, viu? Bjos, Grauninha

graça grauna · Recife, PE 26/11/2008 14:15
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Samuel: que linda e doce é a tua presença. Foi um encontro muito bonito lá no Flifloresta; coisa linda e forte de se ver...tantos irmãos indígenas em celebração. Grata e paz em Nhande Rú, Grauninha

graça grauna · Recife, PE 26/11/2008 14:17
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Samuel Luciano Assunção
 

Samuel Luciano Assunção · Angra dos Reis, RJ 26/11/2008 14:25
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Claudinha, Samuel e Carlos Mota: gosto demais das leituras que vêem do coração. Amo vocês.Bjinhos.

graça grauna · Recife, PE 26/11/2008 14:32
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Não vou corrigir:
fica assim, vem e vêem (a leitura) do coração.Ficou legal.

graça grauna · Recife, PE 26/11/2008 14:34
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Claudinha, Jacinto e Domingos: obrigada, outra vez. Bjos.

graça grauna · Recife, PE 26/11/2008 14:36
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Juscelino e Jacinta, obrigada. Bjos.

graça grauna · Recife, PE 26/11/2008 14:37
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Meus queridos Carlos Brandão e Azuir: é sempre uma alegria muito grande para mim receber a atenção de vocês. Vamos torcer pela Literatura Indígena! Bjos.

graça grauna · Recife, PE 26/11/2008 14:40
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Ivan Cesar, Juscelino, Celina e André Pessego: nossas coisas, como diz o nosso Juscelino precisam ser mais discutidas, revisitadas. Fico feliz com a participação de vocês. Bjos de luz.

graça grauna · Recife, PE 26/11/2008 18:08
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Azuir, meu anjo. Seu pedido é uma ordem. Vai aí, a minha Canción Peregrina; já publicada neste Over.Bjos e grata por tudo. Grauninha.

I
Yo canto el dolor
desde el exilio
tejendo un collar
de muchas historias
y diferentes etnias

II
Em cada parto
y canción de partida,
a la Madre-Tierra pido refugio
al Hermano-Sol más energia
y a la Luna-Hermana
pido permiso (poético)
a fin de calentar tambores
y tecer un collar
de muchas historias
y diferentes etnias.

III
Las piedras de mi collar
son historia y memória
del flujo del espírito
de montañas y riachos
de lagos y cordilleras
de hermanos y hermanas
en los desiertos de la ciudad
o en el seno de las florestas.

IV
Son las piedras de mi collar
y los colores de mis guias:
amarillo
rojo
branco
y negro
de Norte a Sur
de Este a Oeste
de Ameríndia o Latinoamérica
povos excluidos.

V
Yo tengo un collar
de muchas historias
y diferentes etnias.
Se no lo reconocem, paciência.
Nosotros habemos de continuar
gritando
la angustia acumulada
hace más de 500 años.

VI
Y se nos largaren al viento?
Yo no temeré,
nosotros no temeremos.
Si! Antes del exílio
nuestro Hermano-Viento
conduce nuestras alas
al sagrado circulo
donde el amalgama del saber
de viejos y niños
hace eco en los suenos
de los excluidos.

VII
Yo tengo un collar
de muchas historias
y diferentes etnias.

graça grauna · Recife, PE 26/11/2008 18:15
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Ecila Yleus
 

excelente trabalho.Parabéns

Ecila Yleus · Recife, PE 26/11/2008 22:12
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obrigada pela presença, Ecila, querida pernambucana. Bjos.

graça grauna · Recife, PE 26/11/2008 22:53
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Saavedra Valentim
 

Atraso, querida, tentando colocar minhas leituras em dia.
Belo trabalho o seu. Realmente falta interesse em divulgar a leteratura desse povo, que tem tanta tradição, tanta história, tanta sabedoria. Mas, como disse o Hideraldo, as editoras só pensam no lucro e nem o governo se interessa pela história viva, que, na sua grande maioria é passada de boca a ouvido.
Parabéns!
Beijos

Saavedra Valentim · Vitória, ES 26/11/2008 23:10
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Saavedra, meu querido: obrigada pelo incentivo. E vamos que vamos torcer pra que a nossa literatura ganhe o mundo de boca em boca. Bjos.

graça grauna · Recife, PE 27/11/2008 00:45
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Sônia Brandão
 

Grauninha, faço votos de que a participação de vocês no Flifloresta dê bons frutos. Seria maravilhoso ter acesso à literatura feita pelos indígenas, que deve ser riquíssima.
Parabéns a você e a seus irmãos pela garra, e que seus sonhos se concretizem.
bjs

Sônia Brandão · Bauru, SP 27/11/2008 01:08
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JACINTA MORAIS
 

VOTOS,
Amada GRAUNINHA!
Chorei de emoção
na sua : "CANCIÓN PEREGRINA"
Estamos todos juntos,
Para somar
Alguma alegria
Restante...
Bjs na sua alma,
Envolvente de ternuras!!!

JACINTA MORAIS · Cascavel, PR 27/11/2008 04:34
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graça grauna
 

Obrigada, Sonia e Jacinta: vamos somando as forças para que os sonhos se concretizem. Paz em Nhande Ru

graça grauna · Recife, PE 27/11/2008 08:42
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Escritora Eliane Potiguara
 

Minha grande irmã, parabéns....

Escritora Eliane Potiguara · Rio de Janeiro, RJ 27/11/2008 12:32
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obrigada, Elianaae Potiguara - querida irmã de luta. Sua presença aqui é um lindo sinal do amor de Nhande Rú por todos nós. Seja sempre bem-vinda.

graça grauna · Recife, PE 27/11/2008 14:04
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Andre Pessego
 

Muito bom, mas é preciso termos em mente que o Instituto Nacional do Livro ainda tem a chave do cofre para bocoitar as informações sobre o índio. Sabe que ninguém conseguiu publicar nada a nível de material escolar sobre a escravidão indígena: O INL
(instituto nacional do livro) não financia. Não financiou, nem mesmo no Governo Fernando Henrique; nem mesmo no Governo Lula....
abraço
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 27/11/2008 19:26
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André, meu querido, você tem razão: fico pensando também pra que serve aquela lei 11.645 (?)....e haja burocracia, tanta enrolação e nada que nos valorize. Fico triste demais. Contudo, apostamos também o direito de sonhar pela escrita. Bjos, Grauninha

graça grauna · Recife, PE 27/11/2008 23:30
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romulo andrade
 

Um tocante manifesto. Bravos heróis da resistência.
"e já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro".
Assino com vocês.

romulo andrade · Brasília, DF 28/11/2008 17:10
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Romulo: gostei da sua chegança. Tinhamos mesmo tudo, mas haveremos de recuperar nossos sonhos. Paz em Nhande Rú, Grauninha

graça grauna · Recife, PE 28/11/2008 23:17
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azuirfilho
 

graça grauna · Jaboatão dos Guararapes (PE)
Tem todo merecimento e com orgulho fazemos prestigiar.
Flifloresta, verdadeira imensidáo par a gente ler e conhecer a producáo sa nossa nossa gente.

...Literatura indígena: expressão de uma realidade no Flifloresta...

Parabéns receba nosso apoio e toda admiracáo.
Abracáo Amigo

azuirfilho · Campinas, SP 30/11/2008 15:21
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graça grauna
 

obrigada, Azuir. Sua opinião é muito importante para o reconhecimento do nosso trabalho. Bjos.

graça grauna · Recife, PE 30/11/2008 22:25
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Saramar
 

"distendendo as asas dos sonhos...".

Esta expressão traduz sua criação inteira e me fascinou.

Sobre esta realidade que você esclarece, fiquei pensando nesta moderna forma de dominação e "enquadramento" representada e praticada pelos etnocêntricos que, à guisa de proteger, tentam manter dependências, sempre com o mesmo motivo: ganhar, ganhar, ganhar.

Este Encontro a que você se refere (como queria tê-lo visto!) é um desafio, uma arena de luta, um exemplo.

Desafio porque provoca os próprios indígenas a se manifestar em letras, neste mundo atual em que a escrita é o máximo instrumento.

Arena de luta porque vai de encontro àqueles que ganham mantendo os indígenas dependentes e mudos, senão entre si.

Exemplo porque é o novo que chega, ilustra e encoraja a fuga dos estereótipos criados por terceiros.

Minha admiração é sempre crescente por suas palavras e por suas ações.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 30/11/2008 23:39
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graça grauna
 

Saramar, querida: seu comentário e o de todos, aqui reunidos, se transformam em documento que levarei ao conhecimento dos participantes do próximo encontro de Literatura Indígena que acontecerá em maio de 2009, no Rio de Janeiro. Bjos de luz, Grauninha.

graça grauna · Recife, PE 1/12/2008 08:03
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