Livra-me da morte
As pedras voam em minha direção
Com que poder julgas tais atos
Quando seus próprios atos são uma condenação.
Livra-me deste tormento
Enquanto ainda tenho um suspiro
Que os espinhos das rosas se quebrem
Indo serenamente assim, me retiro.
Com sua lei me trouxe a morte
Com teus preceitos jogou-me ao chão
Quem atira estas pedras
Retira de si o próprio perdão.
Livra-me...
Por desejo a tentação, o querer
Seria tão grande assim este mal
Pelo qual condena a morrer este ser.
Esta jaula que me aprisiona friamente
Não me deixa a vida usufruir
Tão logo não temo a morte
Pois num raro momento pude o prazer sentir.
Este anseio proibido
Loucura cega, prazer enfim sentido
Julgamento impróprio e humano
Cai ao chão leve, sereno, esquecido.
Olair de Souza.
04/08/10
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