Fotografia: Nilton Leal/Flickr/Creative/Commons
Abismo!
Maldito sois vós,
Porque é pelo aborto que vos aprisionais
O livre-arbítrio
De todas as criaturas morfoconcebidas...
Dói... Dói sabê-lo mórbido!
Que já não é mais o tempo de fugirdes para o vazio:
Plágio de vozes
Que serão afugentadas como a bagana
Dos fumos ensangüentados,
E que em golfo crasso não mergulham um palmo,
Além rastro dos seus passos
Idos.
Sob a semiótica do entreolhar,
A intermitência espermohumana coalha...
Golfa solidão...
Solidão que gora como dor que nunca estanca,
Que goza como álibi que nunca cansa
De (se) balburdiar:
- Da desfeita não possuída;
- Da lágrima não diluída;
- Das idas e vindas
Que piamente acreditei,
Não irem de mim.
Cônscio, porque inconsciente,
O passado é atroz...
Atroz ficar-me-á gravado e não congeminado,
Destemido e não soado, germinado,
Cravado, pois na tênue lembrança
Há uma ida que (se) suporta:
- Sem volta,
- Sem revolta;
Cuja inevitável impressão subvive
Para ejacular a tocaia da gramática,
Que morfologicamente já se fode,
Galada...
Benny Franklin
"Para ejacular a tocaia da gramática,
Que morfologicamente já se fode,
Galada..."
É isso aí Benny!
Caprichado como sempre!
Sob a semiótica do entreolhar,
A intermitência espermohumana coalha...
Golfa solidão...
Solidão que gora como dor que nunca estanca,
Que goza como álibi que nunca cansa
De (se) balburdiar:
- Da desfeita não possuída;
- Da lágrima não diluída;
- Das idas e vindas
Que piamente acreditei,
Não irem de mim.
Show Benny, sempre show.
bjusbjus
Benny Poeta inflamado com as palavras, parabens. um abraço meu caro
j.alves · São Paulo, SP 15/1/2008 18:57
hum hum... é preciso pensar a respeito...
Bruno Lessa · Porto Alegre, RS 15/1/2008 19:20
...E o Manoel de Barros inventou a gramática do chão
para gozar na terra o pó da poesia
com essências de folhas
semióticas,
rotas...
Mera analogia que faço ante a beleza vocálica, na encruzilhada
Pará-pantaneira onde germinam sementes de Mané e Benny.
Fuzarcas arcanosem trambelhos
despelas melenas fúcsias pelos
descabelos lusíadas luzidias
fuzíveis apalavradas embelecadas.
Entanto, descabidas griladas
compartem-se em comportas
descompotadas latadas
letentes efêmeras de caldas
dulcíssimas, gemas ante-goradas
gostosas gemadas conjuminadas.
Viajo porque ages, Benny. Beijin.
Juliaura te disse o que eu gostaria de ter dito, Benny querido, "palavras embelecadas", que nunca consigo escreve-las, posto que não sou "beat".
Bj
Benny,
E nessa limbo arrebentada pelas correntes atadas aos grilhões de acefalia acentuada, cozinha-se o rocambole de injustiça recheado com os nossos pedaços. Quisera podermos elaborar um único "caput" e fazê-lo valer. Vi acendestes o fósforo da vontade, mas sem brasar os incensos amorfos constituidos por "justos" de má vontade fresca como tinta tóxica. Viva a nossa Macondo! Bola dentro! Abs do amigo.
Companheiro POETA del MUNDO...
Amei sua POESIA para nossa Overmanda Efige:
Sua POESIA me encanta,
pois afasra o mal da dor,
sublima, perfuma, canta,
"é pão na mesa do amor"...
como nos afirmou Benny Franlkin.
Um bj
Sílvia
Lindo poema, parabéns mesmo ! Agradeço a gentileza de sua leitura, voltarei outras vezes para ler seus poemas, abraços.
Juliana S. Valis · Brasília, DF 12/2/2008 18:47Olá, dei mais um ponto para você agora, e agradeço seus comentários, diria que poesia é poeta, é qual a fome, a gente sempre tem e nunca ta satisfeito, sempre queremos mais!Efige.
Efige · Balneário Camboriú, SC 13/2/2008 07:51
Benny, passei para agradecer seu comentário em meu "Contradança", para votar e também para dizer do meu encanto com seu poema. Imagens belíssimas, como as destes versos, que dão o que pensar:
Sob a semiótica do entreolhar,
A intermitência espermohumana coalha...
Golfa solidão...
Maravilha! Obrigada pela entrega em suas palavras!
Um grande beijo,
Márcia
Oi, Benny
Legal ter visto meu trabalho com o Anilson....a rede vai aumentando, muito bom isso...
Adorei teu texto Livre-Arbítrio; temos o poder de escolha nas mãos, as vezes acertamos e outras deixamos passar o que poderia ser importante...enfim!
Parabéns e abração!
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