As pessoas mais velhas talvez não se lembrem, mas em 1950 já se usava a expressão “brotinho” para designar a fêmea jovem. Eu me lembro apenas (sou de 1949) de que na década de sessenta ainda se usava muito isso: brotinho pra lá, brotinho pra cá, tô namorando um brotinho...
Mas arreparando direitinho, Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (que não viviam somente de baião) fizeram no fim de 1949, Francisco Carlos gravou e lançou em janeiro de 1950 para o carnaval daquele ano, a famosa marchinha “Meu Brotinho” de letra curiosíssima:
“Ai, ai, brotinho… Não cresça meu brotinho, nem murche como a flor… Ai, ai, brotinho… Eu sou um galho velho, mas quero o seu amor… [2x]… Meu brotinho, por favor, não cresça… Por favor, não cresça, já é grande o cipoal… Veja só que galharia seca, tá pegando fogo neste carnaval…”
Para ouvi-la, clique aqui.
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Abílio Neto · Recife, PE 6/2/2012 19:16
Parabéns Mestre Abílio Neto pela abordagem deste vocábulo que marcou a adolescência de muitos e hoje já está esquecido com a criação de novos modismos.
Abraços.
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