LUIZ GONZAGEM É CEM:HOMENAGEM AO RIO GRANDE DO SUL

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Abílio Neto · Abreu e Lima, PE
10/9/2012 · 11 · 4
 

“O Rio Grande do Sul é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Localizado na Região Sul, possui como limites o estado de Santa Catarina ao norte, o oceano Atlântico ao leste, o Uruguai ao sul e a Argentina a oeste. Sua capital é o município de Porto Alegre. As cidades mais populosas são: Porto Alegre, Pelotas, Caxias do Sul, Canoas e Santa Maria. O relevo é constituído por uma extensa baixada, dominada ao norte por um planalto. Uruguai, Taquari, Ijuí, Jacuí, Ibicuí, Pelotas e Camacuã são os rios principais. O clima é subtropical e a economia do Estado se baseia na agricultura (soja, trigo, arroz e milho), na pecuária e na indústria (de couro e calçados, alimentícia, têxtil, madeireira, metalúrgica e química).

Em 1627, jesuítas espanhóis criaram missões, próximas ao rio Uruguai, mas foram expulsos pelos portugueses, em 1680, quando a coroa portuguesa resolveu assumir seu domínio, fundando a Colônia do Sacramento. Os jesuítas portugueses estabeleceram, em 1687, os Sete Povos das Missões. Em 1737, uma expedição militar portuguesa tomou posse da lagoa Mirim. Em 1742, os colonizadores fundaram a vila de Porto dos Casais, depois chamada Porto Alegre. As lutas pela posse das terras, entre portugueses e espanhóis, teve fim em 1801, quando os próprios gaúchos dominaram os Sete Povos, incorporando-os ao seu território. Em 1807, a área foi elevada à categoria de capitania. Grupos de imigrantes italianos e alemães começaram a chegar a partir de 1824. A sociedade estancieira passou então a coexistir com a pequena propriedade agrícola, diversificando a produção. Durante o século XIX, o Rio Grande do Sul foi palco de revoltas federalistas, como a Guerra dos Farrapos (1835-45), e participou da luta contra Rosas (1852) e da Guerra do Paraguai (1864-70). As disputas políticas locais foram acirradas no início da República e só no governo de Getúlio Vargas (1928) o Estado foi pacificado.

É o estado mais meridional do país, conta com o quarto maior PIB - superado apenas por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais -, o quinto mais populoso e o quinto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais elevado. O estado possui papel marcante na história do Brasil, tendo sido palco da Guerra dos Farrapos, a mais longa guerra civil do país. Sua população é em grande parte formada por descendentes de portugueses, alemães, italianos, africanos e indígenas. Em pequena parte por espanhóis, poloneses e franceses, dentre outros imigrantes.

Em certas regiões do estado, como a Serra Gaúcha e a região rural da metade sul, ainda é possível ouvir dialetos da língua italiana (talian) e do alemão (Hunsrückisch, Plattdeutsch). Esse estado brasileiro originalmente teve sua economia baseada na pecuária bovina que se instalou no Sul do Brasil durante o século XVII com as missões jesuíticas na América, e posteriormente expandiu-se aos setores comercial e industrial, especialmente na metade norte do Estado.” (Extraído da Wikipedia)

Em 1952, no auge do baião, Luiz Gonzaga esteve pela primeira vez como artista nesse estado da federação porque no seu tempo de caserna, que vai de 04/07/1930 a 27/03/1939, ele serviu ao Exército no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Ceará, Piauí, Matogrosso e Rio de Janeiro. Ficou muito encantado com tudo o que viu e mais feliz ainda quando soube que entre os municípios gaúchos havia um com o nome de São Luiz Gonzaga.

São Luiz Gonzaga pertenceu no passado ao município de Rio Pardo, Cruz Alta, São Borja e Santo Ângelo. No final do século passado (1880), por Lei Provincial, foi elevada à categoria de Vila e, em 1902, recebeu sua outorga de Cidade. Fundada pelo padre Miguel Fernandes em 1686, a cidade fazia parte da República Guarani, dominada pelos jesuítas e índios até a expulsão desencadeada pelos exércitos de Portugal e Espanha, que se estabeleceram na região após o Tratado de Madri, em 1750. Entre os seus atrativos culturais destacam-se o Museu Municipal Senador Pinheiro Machado e as Ruínas de São Lourenço.

Pois bem, ainda em 1952, em agosto, Luiz Gonzaga gravou sua homenagem aquele estado, aproveitando-se de uma valsa muito famosa de um dos filhos inesquecíveis do Rio Grande que era seu amigo: Lupicínio Rodrigues. A música tem o sugestivo nome de “Jardim da Saudade”, expressão com que se batizam os cemitérios, mas não foi este o sentido que lhe quis dar o seu compositor.

Nunca vi nome tão apropriado também para o lado de cá do Brasil porque se juntarmos todas as flores desse imenso jardim musical que Luiz Gonzaga nos deixou, teremos aí um belo jardim da saudade!

A música faz 60 anos de lançamento em disco de 78 RPM exatamente em setembro deste ano e foi gravada no ano em que Luiz Gonzaga completou 40 anos de idade. Ele foi o primeiro artista a gravar esta valsa do grande Lupicínio Rodrigues que alguns pesquisadores equivocadamente colocam Alcides Gonçalves como seu parceiro. Ele o foi em outras músicas, porém nesta não. Clique aqui para ouvi-la.

Sobre a obra

Os 60 anos de uma música composta por Lupicínio Rodrigues e gravada por Luiz Gonzaga em homenagem ao Rio Grande do Sul.

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Autoria
Abílio Neto - pesquisador musical
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Bruno Negromonte
 

Abílio, grata surpresa ao abrir o e-mail hoje e ver que você está dando continuidade a esse enriquecedor material que é a série tivestes a ideia de criar sobre o nosso rei do baião. Volte em breve ao facebook porque ali está precisando urgentemente de alguém com o know-how como o seu pra enriquecer alguns debates musicais. Grande abraço e parabéns mais uma vez pelo material publicado.

Bruno Negromonte · Olinda, PE 10/9/2012 14:40
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Eldo Meira
 

Grande Abílio. Aqui do Rio Grande vai um abraço e parabéns pela matéria que revela o amor que Luiz Gonzaga nutria pelo Rio Grande do Sul. São Luiz Gonzaga é o berço do famoso poeta e payador, o imortal Jayme Caetano Braun, ícone da poesia criola e também rei, pois enquanto Luiz Gonzaga é rei do baião, Jayme é rei da payada. Um abraço.

Eldo Meira · Carazinho, RS 10/9/2012 17:31
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Jorge Macedo
 

Feliz retorno Abílio e parabéns por mais esta informação sobre a vida artística do nosso Rei do Baião. O homem era realmente fantástico. De norte a sul e de leste a oeste, tendo para felicidade nossa o Nordeste dentro do seu coração.
Abraços !

Jorge Macedo · Recife, PE 11/9/2012 21:52
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ayruman
 

ayruman · Cuiabá, MT 23/9/2012 00:18
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