Pirilampejou
como se um raiozinho fosse
de nada
a se julgar
de tudo
embora não passasse
de ínfima tempestade
em copo d’água.
Se algum ruído fez
ninguém ouviu
trovãozinho não soa
um traque talvez
assim como o som de
um micro relâmpago
desses, tadinhos,
que sacudindo
vidraça alguma
logo se calam
escurecidos
no oco de um vazio
Como se nutrido
por mini pilha alcalina
recarregável
verdeluziu
e seguiu
inefável como uma
lâmpadinha de festa
sem festa a ter
que iluminar
E se foi
a bundinha tépida a se acender
e a se apagar
entre arbustos e folhagens
no seu pisca pisca
de acordar dormideira.
Vagalume
estrelinha cadente
trôpega e trêmula
de tanto vagar e brilhar
para lá e para cá
para motivo algum
foi.
Spirito, Salve!
Vejo assim:
Tecer poesia é como fumaça-que-passa, que, chega, se assenta e não nos dá chance de recusá-la. Assim, entendo esse poema exposto.
Veio, se assentou e não me deu a menor chance de recusá-lo.
Boa, amigo!
Abçs. Benny Franklin
Spirito santo. Que vagalumezinho mais esperto, ficou lá na árvore esperando vc para fotografar sua bundinha reluzente.
Volto
Elizete
Spirito.
É um poema de uma tessitura que chega a ser oriental... Belíssimo e de uma originalidade de composição que é notável!
Meus parabéns!
Baduh
Baduh,
Muito me honrou o seu gentilcomentário. Espero, realmente, corresponder no futuro.
Obrigado
guri que trem mais luzidio
enquanto lê a gente sorri de dobrar a bochecha
Antigamente, em noite de pirilampos, em volta lá de casa estrelejavam. Aos milhares. Hoje, eles são poucos e têm de competir com a Cemig. E nunca mais vi daqueles que tinham dois "faróis" na cabeça. Estarão extintos por lá?
Saudades, Spírito Santo, saudades!
Foi... lindo demais... De acordar dormideira! Parabéns! Abçs...
Nydia Bonetti · Campinas, SP 2/10/2007 19:27
Sandra,
Que bom que atingi, pelo menos conm vê a intenção do riso e da alegria.
José,
Realmente os pirilampos são (ou foram) para nós que com elels tivemos o prazer de conviver, o mais lindo dos mistérios. Fico triste quando vejo estas coisas irem sumindo assim da natureza.
O progresso é mesmo um andar pra trás que um dia será fim
nydia,
obrigado, da mesma forma. E as dormideiras? Será que estão desaparecendo também?
Dormideira não sei que é, Spirito.
É flor, trepadeira, parreira?
Pirilampadinha esse coleguinha
é sotreta de maismenos, tchê.
Budeoulizindo e deslizou partindo.
Também bochechei rindo,
de tão bom o bonde,
que não tem mais trem.
beijin, inda que tardim.
Julimistério,
Não sabes o que é dormideira? Cáspida! Ou não tivestes infância ou no Sul, nos Pampas, não tem disso. As duas hipóteses não me convencem. Deve ter outro nome por aí. Pois Dormideira é uma plantinha rasteira, tipo uma samambaiazinha, bem pequenininha, que cresce junto com a grama silvestre. Não é trepadeira de jeito nenhum por que é tímida demais da conta. Quando a gente (ou qualquer coisa) toca num raminho dela, o raminho se fecha todo. Tocando cada raminho a bichinha vai se fechando, completamente, 'dorme', por assim dizer. Pode, por isto, ser uma perfeita analogia para gente retraída. Por aí. deve ter um nome científico aí, qualquer. Se não tiver, a gente inventa, tipo 'morphelias sonolentasis', sei lá.
Abs,
A descrição não está no Discovery Chanel
Seres urbanitas não têm essa memória campônia, Spirito.
Sou novinha e quando vim no mundo já ralei foi no asfalto e ndo pedregulho. Campinho sí de piche pro futsal.
Nos parques não vi sudaí.
Já vi treme-treme, trevo de mexe-mexe, mas dormideira nem vi, nem ouvira falar té agora.
No máximo dos máximos tem pertinho disso a Onze Horas, que só se abre um cadinho por dia pela essa hora, quando não é horário de verão, que daí é dez horas o nome que dão - rsrsrs.
Gratinada e agradecida por tua paciência com eu amiguim.
beijin
Julimistério,
Dormideira também dá nas gretas do calçamento, se houver um matinho ralo ela pode estar lá. Então tá provado: Não há dormideira no Sul Maravilha daí. Coisa natural porque aqui também não tem nenhuma Juliaura pra refrescar as calorentas lajes do pessoal.
Abracim
Gente, minha irmã plantou uma dormideira (sensitiva) num vasinho pra mim. Dez centímetros de altura; uma gracinha! Essa espécie produz uma baga de uns quatro centímetros, com sementes bem pequenas.
Ontem mesmo vi um arbusto de dois metros de altura, que uma amiga chama de dormideira. Era noite, e as folhas estavam todas fechadas. Contei cinco pares de folíolos em cada folha. Na Wikipédia há fotos da dormideira (Mimosa pudica) aberta e fechada.
Cabou o mistério Spírito, querido.
Não é trepadeira a dormideira
porque é tão apenas e somente
Mimosa Pudica, como diz José amigo
Julidesvelada,
Viu só?
Já tava até preparando um poeminha pr'ela (vou mandar na próxima, com a licença do Zé). Já fiz até a foto dela, hoje de amnhã, numa greta de asfalto aqui na minha esquina.
Mimosa Pudica. Quer coisa mais poética?
Spírito Santo, lindo poema. Que bom que pude lê-lo agora. Adoro os poemas que revelam a poesia existente nas mínimas coisas. Muito sensível. Grande abraço, Poeta!
Lobodomar · Guarapari, ES 12/10/2007 07:23
Lobodomar,
Pô, Lobo, vindo de um poeta (coisa que acho que ainda não sou) é muito entusismante.Brigadão!
Abs
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