Caros overmanos! Só agora posso lhes contar sobre os meus temores, sobre a minha alma ferida, pela perda do cão da minha neta, a cadela Madona em 08/01/2006. Foram onze anos de convívio com todos aqui em casa.
A sua ida para o mundo superior nos trouxe uma dor irreparável!
E aí é que bate o ponto! Fui escolhido para levar a cadela para o final. Aí aconteceu, não queira, mas aconteceu:. Como nossos olhares se cruzaram numa despedida derradeira estava relatando, não devia, mas aconteceu.
Pelo seu olhar, ela me disse que sabia de tudo, da tentativa de lhe poupar de dores atrozes na sua condição terminal, da eutanásia (esta palavra, agora, me magoa).
Nossos olhares se cruzaram e as nossas almas se tocaram, numa apreciação final. Medimos um ao outro, num enlace. Foi tudo muito rápido!
Aquilo me marcou profundamente! Imaginei que, aos 58 anos, já tivesse estrutura para tanto, respaldado no meu suposto conhecimento esotérico, filosófico, e de convivências fraternais adquiridas prematuramente, desde os meus nove anos de idade, em escolas iniciáticas.
São 49 anos de iniciações, de aprendizado, de provas, de aplicações de leis em ações. Foram centenas de noites usadas, sem dormir, me submetendo aos testes insólitos, viagens de milhares de quilômetros para atravessar portais físicos e metafísicos, sociedades secretas, nos arredores do Recife, nos Lençóis Maranhenses, nas praias desertas do Ceará, nas caatingas de Pernambuco, no Himalaia. Pensei que havia aprendido a compreender a dor de uma perda.
Erro crasso! Usando as palavras do profeta Davi: A minha alma voltou-se para o chão! Caiu o meu aprendizado como mestre e prevaleceu a minha plástica e emocional alma písciana, feita, conforme dizeres do psicanalista e astrólogo Shullman: para reunir todas as dores do mundo.
Só agora, sem ninguém a me observar, covardemente embaço as lentes dos óculos. Não consigo mais definir os caracteres na tela do computador.
As lágrimas me dominaram! A minha alma está no chão!
Cedeu-se ao ingente peso do lastro emocional. Um amor de uma cadela.
Finalmente compreendi que os animais têm alma, são seres em evolução. Ou estão encarnado, em missão de renúncia, para ajudar a lapidar a nossa brutalidade instintiva, o nosso atavismo, o nosso alter ego cambaleante.
Confesso que Madona, em vida, conseguiu angariar a dedicação, o carinho e a dedicação de todos em casa.
Veja bem como são as missões de cada ser vivente encarnado. Como diz um trecho de uma canção portenha: Cada qual com o seu cada qual.
Foram necessários 58 anos de vida difícil, de privações, de provas, de missões, para que então eu chegasse ao olhar último de Madona, com o que caiu por terra o meu utópico conhecimento adquirido.
Fiquei planificado! Uma cadela de estimação e um olhar final! Tudo bem dentro da minha alma plástica.
Agora, no chão, sei (e que ótima sensação estou tendo) que sou apenas mais uma alma em descompasso... Em desalinho, um errante andejo neste mundo grande e bobo de expiações... De aprendizado, de sonhos!
Tudo, tudo mesmo no conhecimento (só agora sei) se resume ao que vai pelo coração... Pelas vias emocionais.
Bem razão tem os poetas quando choram!
Somos almas-instrumentos. Eles, os cães, o nosso melhor amigos, também o são.
Não existe o acaso. Todos os encontros são transcendentais! Agora, e por intermédio da cadela Madona, posso dizer: sou um ser emocional, sou uma peteca com coração, muito embora o mesmo já apresente distúrbios de F.A.
Não sei se, dado ao fato de ser eu portador de uma patologia crônica, tenha ficado sensível e fino ou se tudo foi uma grande iniciação no universo do meu interior! O tempo me dirá.
Dia seguinte à morte de madona e a escrever essa crônica e, em viagem de carro à Brasília-DF, onde mensalmente faço um retiro espiritual, um caminhão desgovernado na pista, me levou a uma manobra evasiva de urgência. Engavetei o veículo na lateral de uma carreta, fugindo do impacto frontal com o caminhão a 180 quilômetros por hora.
O carro entrou no efeito sanfona e o motor rachando absorveu o impacto. Rodopiamos engavetados na pista e paramos Saí sem um arranhão. A morte de Madona foi o mata borrão que sujou o Karma daquela minha Nona Hora.
Os animais são seres em missão de renúncia!
O cão, o gato, o cavalo, o elefante e o boi carreiro, têm alma como à dos seres humanos. A diferença está na forma do corpo físico e do perispírito. Demonstram emoções, sentimentos e virtudes que, na maioria das vezes falta no ser dito humano.
Quando estão sob nossa custódia e ou nosso serviço, individualizam os seus Karmas com o da família.
Os outros tipos de animais pertencem a uma alma grupal, que por sua vez pertencem a uma alma tribal da espécie.
Essa é uma crônica de Madona, que além da sua amizade e do seu carinho teve como missão absorver uma ação do meu Karma, que se concluída, fatalmente encerraria a minha jornada em missão.
Sendo sacrificada um dia antes do meu acidente absorveu o karma negativo!
Caros overmanos!
Essa é a história da cadela Madona e do meu karma aliviado. Conte-nos também a história do seu cão ou do cão da sua casa ou de um amigo. Vamos homenageâ-los são os nosso melhores amigos.
Rapha, em sua escrita peculiar e gostosa de ler em narrativa consistente, traz sua homenagem e pereniza Madona. Os karmas são recíprocos ela também teve o dela por ser cuidada por sua família, tudo é colocado na balança cármica.
Bem, como pedes um relato, eu atropelei um cãozinho, que já havia sido atropelado e se escondeu sob a roda de meu carro, quando ia ao meu consultório em Fortaleza, com seu ganido de dor, o recolhi e levei-o a uma amiga que é veterinária. Lá ela fez as cirurgias necessárias e ele ficou, já estava paralítico das patas traseiras e uma enorme cicatriz em todo o seu ventre. Dei-lhe o nome de FI, cãozinho amarelo de rua que passou a minha casa. Todos gostaram imediatamente do FI, que me adotou, e quem chegasse perto de mim, latia feito um cão bravo!. Devido ao seu estado, sempre roçava a cicatriz no chão e nunca cicatrizou adequadamente, e teve que retornar à sala cirúrgica dezenas vezes...
Meses se passaram, até ano, e a cicatriz não "fechava", e, a alegria dele foi sendo substituída por um estado letárgico e sofrido. Apesar de não ter passado em minha cabeça, a eutanásia foi recomendada diversas vezes por alguns veterinários... E, no final foi o que ocorreu. Eu o levei antes de ir ao consultório, aconteceu a troca de olhares como você descreveu meu caro, da mesma forma, meu coração ainda fica partido ao lembrar do olhar do FI, já se passaram doze anos do acontecido e do dia em que, ao chegar ao consultório em prantos, pedindo "desculpas" ao Fi, uma paciente me paga em cheque, uma devedora que você atende pro-bonus, o mesmo valor que havia pago ao veterinário!
(sem palavras agora)
Maravilhosa sua estória amigo poeta Raphael, a estória de Cris tb,. Eu sou louca por cães, sempre os tive, atualmente tenho 4 pastor alemão, que são como filhos pra mim! Não tenho nenhuma estória a não ser, quando da morte natural de um ou outro cachorro que tive que muito me emocionava e me deixava muitas saudades!!!!
Um grande beijo e Parabéns pelo trabalho de Gênio!
Nunca tive u animal de estimação, infelizmente. Sei que o sentimento é igual ao de um dito ser humano. Já vi um caso onde um amigo teve um infarte quando morreu sua cadela de estimação. É um amor incomparável e sincero. Bela crônica Raphael.
Um abraço!
Raphael.Falar da minha cadela "Juma" vai me trazer além da tristeza uma amarga recordação.
Eu a criei desde os 10 dias,sua mãe faleceu no parto.Era como uma filha pra mim.No ano de 1999 eu perdi 5 irmãos, todos vítimas de infarto.Nesse mesmo ano perdi meu marido.Adoeci tanto cheguei a perder 18 k
mergulhei num processo depressivo chegando ao ponto de gravar na antiga fita cassete a mesma múcica nos dois lados.Minha cadela filha cuidou tanto de mim,ao me ver chorar arranhava o som e uivava.Acho que se incomodava com minha dor,
Por 12 anos foi a melhor companheira que tive e acredite ela me entendia.
pensei que já tivesse perdido tudo.Mas no dia 24 de dezembro de 2006 ela veio a falecer.Eu não estava em casa mas deixava sempre a porta do meu quarto encostata , sabia do seu medo de fogos.
Aquele ano vai ficar como uma dor que tempo algum poderá apagar.
Cheguei em casa na manhã do dia 25,pois fui passar a noite de natal com minhas irmãs.Algo me incomodava.O dia nem bem amanheceu e eu vim.Ela não veio me receber.Chamei...Chamei e nada.Subo para o andar superior e ela estava morta na minha cama.Ainda assim chamei o veterinário que constatou que ela havia morrido apenas pela idade e um coração já fraco.
Fiz seu enterro,vendi a casa e hoje moro em outro local.Nunca mais quiz ter um animal de estimação.Pois perdê-lo é como perder parte de nós.
Obrigada por permitir que na sua homenagem eu deixe meu imenso carinho e gratidão a minha grande amiga 'JUMA'
Um beijo enorme em seu coração.
Impressionante seu relato...Impressionante ao dobro, toda a estória !!..as datas muito proximas de todos os eventos, energias cármicas jorrando pelos dedos...todas as suas experiências, seu treinamentos, suas abstinências...Impressionante, meu caro amigo, já de coração !!.
Eu tive uma amarga experiência, aos meus 9 ou 10 anos ( se muito...mas...não me lembro exatamente a idade certa...).Vou resumi-la.
Era louco por gatos ( adoro cães tb, claro...).Tive alguns, que, invariavelmente, fugiram, foram roubados ou abduzidos...rsrs
Mas, o Mimí ...ah ! o Mimí ( nome de gato dado por criança, né..rs)
Tragico fim !...Ainda um gatinho quase de colo, ja perambulava pelos quintais de casa...e, num dia de fatalidades, uma nossa "housekeeper" muito querida, que tb ajudou a nos criar, a mim e irmã, estava lavando o quintal, e não sei por que "cargas d'água", um estrado de cama jazia recostado a uma parede, quando uma esfregada de vassoura mais austera, derrubou-o ( naturalmente, claro...) justamente quando Mimí passava sob suas ripas entrelaçadas e ( à aquela altura...) mortais...Dá pra imaginar o que ocorreu, né ?..pois é...o pior de tudo é que o menino "joe_brazuca" ali passava, justamente atras do gatinho malhado de branco e preto, e PRESENCIOU toda a cena,onde a ripa externa maior e mais robusta, por conta do peso adquirido pela queda, açoitou-lhe o frágil pescoço, quase arrancando-lhe a miuda cabeçinha...
Só pra encurtar...o menino "joe_brazuca", conta minha mãe, ficou com febre de quase 40, e acamado por 7 dias, tamanho trauma...
Nunca mais tive nenhum gato...aviso esotérico ! ( como ja esta cansado de saber, os felinos eram "deuses" no antigo egito, usados como guardiões dos livros da vida e da morte...)
Mas..continuo "adorando" gatos...rs..só não os tenho mais...admiro o dos outros...rs
Não incentivei meus filhos a ter nenhum animal, por conta disso mesmo...Minha filha (23), não é muito chegada às espécies...rsrs...Mas, o menino(20), adora tudo que é bicho!!!...vivia trazendo pequenos passaros feridos pra nossa casa, para "conserta-los", coisa e tal...rsr
Não se entristeça. meu bom amigo...coisa da vida... e dá pós-vida tb...
abs
Joe
ops !!..linda sua netinha Dalyssa !!!...seu vovô-coruja...rsrsrs
abs
Joe
(observe o olhar da Madona, aos carinhos de Dalyssa !!!..impresionante...)
Beleza de relato meu caro Cristiano! O tal último olhar é de marcar para sempre o coração! Veja bem o karma de FI, a lonquitude do mesmo, a sua manipulação buscando a cura, sabe Deus o que foi efetivado com a dor do animal, o que estava semdo resgatado em karma. Não existe o ocaso, todos os encontros são transcendentais! Os animais são nossos irmãos. Beleza a sua participação"
Beleza Celina! São verdadeiros amigos, já ví cão policial salvar a vida do dono em atentado à bala. Saõ uns eternos vigilantes!
Cara Ana Wagner! Veja o que faz a perda de um animal de estimação. Somos, assim como eles pura emoção!
Bem...
Belo relato. Perdi meus dois cães. Um o ano passado e outro ha poucos dias. Sei o que voce está sentindo...
Um abraço
EG
Clara Arruda! A minha resposta ao seu comentário sumiu da tela!" Será o que houve! Deletou. Falei da missão de Juma em te consolar, da passagemn cármica da sua família em 1999. da sua saudade e da sua dor que agora potencializa o meu texto com o seu depoimento. Obrigado pela presença e pelas suas emoções!
raphaelreys · Montes Claros, MG 7/7/2008 11:54Joe! A minha resposta a vc. sumiu da tela também! Será o que houve! Falei da sua observação com o olhar de Madona da manipulação na morte de Mimi, da sensações que vc. sentiu, da febre e do trauma que fica marcado na alma! Encontrei com Madona em uma projeção astral que fazia à serviço! Foi uma pancada de alegria meu caro. Tal na vida tal na morte!
raphaelreys · Montes Claros, MG 7/7/2008 11:58Caro Edmoginot! Beleza a sua participação e o seu relato caro overmano! Obrigado pelça presença nesse texo sobre a saudade dos caes!
raphaelreys · Montes Claros, MG 7/7/2008 11:59
as vezes acontecem esses "buggs" aqui no over...mas...valeu, amigo!..é isso ai mesmo
abs
Joe
deve ter sido um momento de "nirvana", o reecontro com Madona !!!...tal na vida, tal na morte !!!
abs fraternos, amigo !
Joe
Gostaria muito de ter lido meu amigo.De suma importãncia.Mas o que fazer se foi deletada?
clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 7/7/2008 13:30
Esses seres que nos rodeiam e pedem tão pouco e nos dão tanto em troca...
Perdi a minha gata Little, em janeiro, cruelmente envenenada por seres inqualificáveis.
Na época, fiz para ela os versos seguintes:
Minha menina Little
rezei, prometi, implorei, me desesperei
perdoa se falhei
(às vezes preces e
promessas falham)
Só me restou
falar...
então, falei
Não me escutou mais
..........................................
Estás livre agora
das dores e mazelas desta vida
não a esquecerei jamais...
descanse em paz
minha estrelinha Little...
..........................................
(trecho de Little: www.overmundo.com.br/banco/little)
Abraços, meu caro.
Prezado Amigo Overmano: O texto como sempre ótimo... A foto da menina com o cão é linda...
Grande abraço...
Airton
Estrela-RS
Anjo Raphael,
Vejo e gosto cada texto que leio. Sinto ama alma purificada por atitudes de bondade. Vou a minha história:
Gostava muito de gatos e sempre os criei com amor e cuidados. Temia o cão, pois certa vez fui atacada por um daqueles que mata.
Não chegou a morder-me, é uma história inusitada. Ele (o cão) vinha feito louco ao meu encalço. Coloquei minha filha, nesta ocasião criança, sob meu corpo e um muro e entreguei minha alma a Deus. Pensei: Morro mas minha filha salva-se. Quando chegou perto de mim, já sentia até seu bafo na jugular, dei um grito de terror e pensei: Valha-me Deus. Da maneira que o louco cão veio, foi embora. Sem explicações. Sei que só há uma: A Mão de Deus. Fiquei traumatizada e minha filha também. Não podia ver nem cachorro pequeno que um pavor subia pela espinha.
Até que, há 4 anos atrás, chegou a minha casa um cachorro da raça lhasa apso, com 50 dias de nascido. Estava no Rio de Janeiro, trabalhando meus livros. Minha filha liga para mim e pede permissão para comprar o cãozinho. Eu sem querer, pensando no medo e ela a me cativar dizendo o quanto ele era lindo. Resultado: Permiti. Ao chegar em casa, dou de cara com aquela coisinha mais fofa do mundo, parecia de pelúcia. Hoje ele é adulto e padreador (animal que cruza e tem filhotes de cada cruzada) ou poderíamoss dizer em linguagem do interior: "pai d'égua".
Mas o melhor você não sabe. Ele fala, logicamente na sua linguagem e responde. É companheiro, cuida da casa, apesar de ser cão que vive dentro de casa, se algum estranho surgir na calçada ele dá o alarme. Inclusive já deu até para um ladrão que estava no vizinho.
Mas o melhor de tudo é o amor que sentimos por ele e que ele sente por nós. É incrível.
Compreendo sua dor e seu contato com Madona. É uma coisa diferente. Apenas quem tem animais de estimação e os ama compreende.
AUbeijos fraternos,
Regina
Como disse Joe Brasuca deve ter sido um " buggs" ou um Nirvana tal na vida tal na morte!
raphaelreys · Montes Claros, MG 7/7/2008 14:14
Raphael. Muito carinhoso este tópico. Sinto o que aconteceu com Madona e a dor de sua perda, porque afinal, o cão é o melhor amigo do homem, e nós poetas, somos sensíveis, sentimos e sofremos mais que as pessoas comuns.
Meu pai tinha um cachorro chamado TITÂ. Todo preto, com uma mancha branca no olho. Lindo! Era companheiro para tudo, de tudo e todos. À noite, naquele tempo não havia perigo, mas ele rosnava feio apesar de ser completamente inofensivo. Foi envenenado por um vizinho louco, que não gostava do nome do cachorro porque o seu filho tinha o apelido de TITO. Vizinho ignorante e besta, que depois morreu e câncer. Sofremos tanto, os meninos passaram meses desolados pela casa, todos sentindo aquela dor tanto espiritual como fisica, pois ele era um grande amigo de brincadeiras e palhaçadas. Tivemos outros mas como Titã nunca mais.
Bjsssssssss
Dalyssa, que nome lindo e que menina graciosa. Estamos todos no mesmo barco repleto de netos. Tenho dois.
Bjssssss
Caro Wander! Beleza que nos presenteia com a história da sua gata Little! Bom que tenos para contar esses mimos de emoções com nossos irmaõs animais. Poema Nota 10 meu caro!
Caro Aepan! Sempre presente trazendo a sua energia. Beleza garoto!
Cara Regina Lyra, minha anja dos olhos lindos!
Que sufoco com o cão! Certamente o seu ano guardião estava na sua sintonia e vibrou! Beleza o caõzinho da sua filha. Eles fala,. com o tempo aprendemos a entender. Tive um pequenêz que detestava que se comentasse as suas presepadas. Era só estar relatando e ele sentia e aparecia cheio de valentia. Comia doce de coco e chupava sorvete de creme! Beleza a sua participação!
Cara Doroni! Titâ foi o cão "dharma" da sua família. Decerto absorveu o carma de algúem da casa é sempre assim. Conheci uma senhora em Teresina no Piauí que roubava animais de estimação e os negociava, tornou-se uma especialista. Vibrava com a dor dos donos quando sabia do choro. A vida é composta. Tem que ter de tudo. Só me realisei quando nasceu essa neta. Vive comigo e sou seu confidente e colega de folguedos. Somos almas afins!
Caro Raphael,
Espero que agora esteja tudo justo.
Como sempre, nos brindando com seus contos maravilhosos. Este, infelizmente, não é um texto hilariante como outros que tenho tido o prazer de ler.
Falar de meu cãozinho é uma experiência que deixa uma pouco triste ainda, mesmo depois de muitos anos.
Seu nome era Luigi, fora batizado pela minha filha.
Em 1991, mudei-me do Rio de Janeiro para Vitória no Espírito Santo. Havia uma preocupação muito grande com a minha filha, pois ela havia diversas vezes manifestado sua insatisfação em sair do meio onde viveu desde que nasceu e onde tinha muitos amigos e amigas. Depois da mudança, ela estava muito triste. Só vivia no quarto lendo e pouco conversava. Então, como ela sempre quis um cão de estimação, eu, apesar de minha mulher estar em desacordo, acabei comprando um cãozinho pra ela. Mas, incrivelmente e inexplicavelmente, ocorreu uma simbiose tão perfeita entre nós, foi, assim, uma paixão fulminante. Quando eu estava vindo do trabalho e entrava na avenida onde residíamos, com trânsito intenso, o Luigi ficava desesperado percorrendo cada um que estivesse em casa e corria para a porta onde se assentava e ficava abanando o rabinho. Minha mulher me contava que seus olhinhos brilhavam e suas feições aparentavam uma alegria tão grande, que parecia estar sorrindo.
Minha filha morria de ciúmes, pois, se eu estivesse em casa, ele não queria sair com ela. Só se fosse no colo e, mesmo assim, chorando.
Quantas vezes eu estava assistindo TV e ele deitava a cabecinha no meu pé e dormia de ressonar. E eu ali sentindo-me desconfortável e querendo mudar de posição e não o fazia para não acordá-lo. Às vezes me dava até cãibra e eu com cuidado tirava sua cabecinha e colocava no chão e ele, então acordava. E eu me sentia mau em ter feito aquilo.
Num dia fatídico, eu estava saindo de casa para passear com ele no calçadão da praia e coloquei sua guia no dedo mínimo para poder fechar o portão. Ele avistou uma cachorrinha do outro lado da avenida e deu um tranco tão forte, que não consegui segurá-lo e ele tentou atravessar as duas pistas da avenida na hora do trânsito intenso, por volta das 19 horas. Ele conseguiu atravessar a primeira pista, mas na segunda foi atropelado e morreu na hora. Por ironia do destino, quem o atropelou foi uma colega de trabalho, que retornou o carro mais à frente e veio me consolar dizendo: puxa matei o seu cãozinho.
Na realidade, ela não o matou, foi a minha imprudência em não segurá-lo como devia. Ele, apesar de pequeno, pois tinha uns 40 cms de altura, era forte demais. Enfim o destino assim o quis e foi cumprido.
Entre num depressão muito grande e minha mulher com meus filhos resolveram comprar um novo cachorrinho para mim. Só que eu havia feito uma promessa de nunca mais me apegar dessa forma a uma criaturinha tão frágil e de vida tão curta, mesmo morrendo de forma natural.
Só que houve uma erro na segunda compra: era um beagle, um cão de caça, inapropriado para apartamento. Em pouco tempo ele quase destruiu a minha cada e minha mulher resolveu doá-lo para uma amiga. E nunca mais tive animal de estimação.
Você como sempre nos instiga a participar de sua aventuras ou de suas tristezas. Isso é muito legal. Foi uma verdadeira catarse pra mim.
Parabéns meu amigo. E parabéns pela neta tão linda.
Abraços
Beleza Saavedra Valentin! Também teve o seu Luiggi! Ca~es teem alma como a dos humanos, minha filha tinha um pequenês chamado Xuxu tivemos que deixa-lo em Teresina no Piaui. Assim como a sua filha ela sentiu a falta dos amigos e colegas de adolescência, levou ums quatro anos para se acostumar, trocar 14 anos de infancia e adolescência por outra urbe é triste. O Xuxu era terrível adivinhava o que as pessoas falavam. Bom que a minha crônica tenha lhe trazido saudades de Luiggi! Beleza a sua participação e o seu depoimento! Agora enfrento a minha neta criando dois cães, um pequenês, o Nenem e um linquiça longo o Rubelito. Esse último dorme em meu quarto pois elas exige a minha quarda ao cão pequeno!
raphaelreys · Montes Claros, MG 8/7/2008 06:31
Me perdoe o atraso, mas não poderia deixar de atender ao seu chamado, profundamente acabrunhado pelos fatos recentes que me ocorreram, não posso deixar de ser solidário à sua dor e lhe cumprimentar por esse verdadeiro Renascimento, certamente por ter merecimento pra tanto !
Aguardo notícias suas e me comunico brevemente consigo em particular...
Um abraço, nobre amigo !
Alcanu
Beleza meu caro Alcanu! Foi realmete um renacimento, uma volta a vida. Paasado alguns dias e já em retiro espiritual me sobreveio a sublimação por ter superado aquela etapa carma!
raphaelreys · Montes Claros, MG 8/7/2008 11:03
Sinto muito por tudo o relatado. Alguém leu o texto que acabei de publicar sobre o meu cachorro e recomedou o seu. Desta vez meu Tobby escapou! Que bom que vc escapou tb! Bem vindo a vida que continua!
Abraço, Flávia.
Beleza Flavia! Eles sao nossos irmaose sugam o nosso karma! Vou ler o seu, um beijo overmano!
raphaelreys · Montes Claros, MG 8/7/2008 13:28DÓI O QUANTO DÓI EM MIM AMIGO! EM 29 DE MAIO PERDI MINHA CADELINHA TAMBÉM ...A DOR QUE NÃO TEM NOME INVADIU MINHA ALMA. BJOS
MaluFreitas · Salvador, BA 8/7/2008 21:32
MEU ANJO,eu poderia escrever um livro falando das minhas experiências com animais...São tantas ,mas tantas,algumas ja te falei em off e outras vou falar na votaçao se tiver tempo
Um beijo grande meu querido ANJO BOM
Cara libriana Malufreitas! A dor da perda de um animal de estimação e igual a dor da perda de um ser humano. Os animais são almas capazes de artes e manhas.
Ailub! Vois é que sois um anjo de loira beleza e de olhos verdes. Segundo Millor: na poça da rua o vira-lata lambe a lua!
Axé para as duas meninas overminas!
Há...Estava esquecendo! O retrato novo foi escolhido pela doce overmina Clara Arruda. Ela é uma flor libriana....um doce que as vezes briga!
raphaelreys · Montes Claros, MG 9/7/2008 08:02que grandeza tem esse relato,maravilhoso.(votei).
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 9/7/2008 09:24
Beleza caro O Novo Poeta! Obrigado pelo incentivo!
Benvindo Saavedra Valentin! Abrfqaços overmanos!
Compareço Raphael.deixando meu carinho por seu texto e por Madona.
Adorei sua nova foto .
beijos em teu coração.
Rhafa,
Sempre gostei de animais mas meio distantes,até tinha cães,mas pra mim isso de animal viver dentro de casa não era certo,animal era animal e gente era gente
Um dia fui a praia com umas sobrinhas que adoravam gatinhos e no meio do sol quente de verão encontramos uma desnorteada e como a mae da minha sobrinha tinha uma gata com filhotes levou pra ver se ela aceitava,ela naoa ceitou e minha mana disse que nao a queria lá,como eu ia deixar um pequeno ser daqueles entregue a propria sorte?,Levei pra casa e pensei''vou cuidar dela e depois boto-a pra seguir seu destino,nao posso ter gatos,minha filha é alérgica''Assim fiz e de repente me vi fazendo coisas que nunca havia feito,dando banho e cuidando de srana de gatos,ela estava muito mal,cheia de parasitas e muita prisao de ventre,achei que nao ia resistir,intestino estava cheio de areia ,a única coisa que tinha comidos nos últimos dias e tinha muitas cólicas
Bem,dpois de algumas semanas foi se tornando a coisa mais linda da minha vida,uma gatinha preta reluzente e de grandes olhos verdes e de uma inteligencia rara para o mundo dos felinos que os leigos dizem nao ter inteligencia e sim instinto ,se tornou xodó de todo mundo,a batizamos de Miltinha mas a Miltinha era marcada pela tragédia e um dia um rapaz trabalhando num telhado ,derrubou uma madeira pesada em cima dela,quase morreu
Ficou dois dias internada e eu louca de afliçao em casa
Bom passouela voltou e cada dia masi linda e inteligente,filmei ela fazendo muitas coisas porque se contasse ninguem acreditaria
Um dia Miltinha sumiu,ficamos todos loucos procurando eu sabia que algo grave tinha acontecido porque ela não saía de casa nem do quintal,era catastrada e sossegada,procurei tudo,nas peixarias,nas vizinhanças,meu marido subiu no telhado pra ver se nao estava em algum quintal sem podeer sair ja que era bem gordinha,nada,procurei dia todo ate anoitecer e começar chover forte,dia seguinte pus anuncio na radio local,nada,qdo o tempo melhorou,voltei nos lugares que ja tinha ido,um rapaz que trabalhava numa obra a achou muito mal,,ela tinha caido,quebrado a costela e nao podia se mover,ficou dentro de uma poça de agua [atras de uma coluna que meu marido não conseguiu ver qdo subiu no telhado] só com a cabecinha de fora,levou chuva toda noite,corremos com ela pro veterinario onde ficou internada e morreu a tarde por pneumonia,nem precisa dizer que quase morri junta,foi uma dor muito grande e um aprendizado, ela veio pra essa missão na minha vida,hoje tenho verdadeira paixão por gatos e não posso ver um abandonado,tenho 7,mas ja tive 21,conheço miado e personalidade de todos
Bom,tenho outras historias depois dessa mas fica pra proxima,,,rs
Um beijo bem grande
Já faz 9 anos que Miltinha desencarnou e até hoje me emociono muito quando falo nela,ja tive outros que se foram,mas ela foi uma filhinha que cuidei,amamentei e me apaixonnei
no início foi por piedade,hoje cuido deles por amor
raphaelreys · Montes Claros (MG)
MADONA
Uma graca na vida de qualquer pesoa que consegue viver e ter consciéncia desse sentimento de amor sem fim, como humano no verdadeiro sentido da Palavra Humano.
O ser Humano existe para isso, para ter esse amor imenso por todas as formas vivas , principalmente a Humana, afinal somos todos filhos de um único Deus que é Pai de todos.
A Vida é uma passagem rápida e deve de ter um depois onde todos nos encontramos.
Nssa passagem rápida nem todos tem consciéncia do que esta acontecendo e nem imaginas um amor desse forma pelo animal.
Todos vivemos essas experiencias incríveis mas, um ou outro é que vive e ve a imensidáo que constitui a relacáo de amorcom o animal, uma coisa divina como o proprio amor humano e como dever de ser todo amor.
O Amor deve de ser um só que atinge tudi é é lindo.
Abracáo evamos merecer ver essas coisas divinas com muito amor no trato de todas as coisas e principalmente as pessoas.
Quem ver essas coisas Divinas, tem de mudar, elevar o seu sentimento e ser uma pessoa melhor que ajuda o Mundo ser melhor.
Parabéns pelo seu sentimento e conhecimento da Vida.
Abracáo Fraternos.
Isso vale a vida e vale aquele votinho querido do nosso Overmundo.
Mais do que nunca temos de amar e defender o Overmundo pois ele guarda esses textos extraordinários.
votado amigo...reli...repensei...muito bom !
abs
Joe
Celina Marques! Obrigado pela presença!
Clara Arruda! Minha doce libriana! Muitos beijos para vc!
Ailub! Miltinha foi o seu animal dharma! Também ja vivestes e sofrestesde emoções por eles. Logo terás uma instituição de gatos! Me inclua entre os bichinhos!
MarcílioMedeiros! Meu caro overmano! Axé paela sua passagem em Madona!
Azuir Filho! Sua presença trás sempre um tom da sua bondade de coração. Obrigado pela presença! Um abraço overmano!
Aepan! Saudações pela sua passagem nobre poeta dos Pampas! Um abraço!
Um abraço acoxado nos overmanos e um longo e tenebroso beijo nas overminas!
Raphael.
Uma estória emocionante.
Uma passagem natural no curso da vida, mas que sempre nos surpreende com lições impressionantes.
Abraços
Votadíssimo. Também tive um cão maravilhoso que após 13 anos de convívio na família, meus filhos eram loucos por ele, apresentou doença e já em fase terminal foi sacrificado. Foi um grande sofrimento perde-lo.
Beijo
Caro Pedro Monteiro! Essas histórias naturaes são as que nos dá as grandes verdades. Beleza a sua participação!
Grande Wander, caro poeta de overmundo! Obrigado pelo voto e pelo apoio! Um abraço.
Zilka Jacques, beleza dos Pampas! Também teve a sua história de amor com os nossos irmãos animais!
Um forte amplexo a todos os overmanos e minas que participaram dessa troca de energias em nome dos cães!
Rapha,
tudo legal estas coisas às quais se denominam ficção e não são tão vicções assim. A explicação de rodapé me pareceu perfeita. Sempre imaginei assim,. só não sabia explicar. Agora me atinei.
b) o retrato da menina, que coisa mais linda. Tenho uma vizinha
a Juliana, que se comparadas até a mãe faria confusão.
abraço
andre.
Beleza nobre André! A Clara Arruda me falou de vc. Te tem no coração! A alma dos animais é tal como no rodapé. O cão, o gato, o elefante, o cavalo e o boi carreiro na prróxima vinda o perispírito será usado copmo veículo-alma de uma Centelha!
raphaelreys · Montes Claros, MG 10/7/2008 07:41
Parabéns Raphinha pelo seu talento!!!
Lamentações pela sua perda ... Como é difícil!!!
O tempo trará o passo num compasso com muita sabedoria adquirida ao largo ...
Beijos_Meus*
*
Cara Lili Beth! Andavas sumida do meu pedaço. Moras no meu coração minha filha das águas! Obrigado pelo axé!
raphaelreys · Montes Claros, MG 10/7/2008 17:35
Raphinha,lindo!!De cara nova!! Adorei!!!
Infelizmente não tenho histórias pra contar...nunca tive um 'bichinho' de estimação...,apesar de adorar cachorros....Contudo,imagino que deve ser muito doloroso a perda de um, principalmente cães ,pois são mesmo muito companheiros....tds dizem isso...Seu texto é emocionante....me tocou muito....sua narrativa impecável!!
Muito linda sua netinha tbém...parece muito com vc....tem seus olhos!!Linda!!Tomara que tenha essa ins(piração) toda tbém!!rsrsrs
beijinhos em tds os tons de azul,Rapha!
Raiblue
Raiblue! Cheguei a pensar que havias me abandonado! Gostou do retrato? Foi escolha de Clara Arruda, essa doce overmina! Se vc. nunca teve um caõzinho me ofereço para ser seu animalzinho de estimação, Avise se concordar! Um beijo vermenlho!
raphaelreys · Montes Claros, MG 10/7/2008 21:23
Querido Raphaelreys
exelente divisa de pensamentos...é preciso amar..
beijinhos
Claudia Almeida
Raphael,
Retorno para reler e votar.
Beijos e boa noite,
Regina
Claudia Almeida! Minha doce menina de Dzian! Exelente a sua história na caixa de mensagens. Beleza a sua participação!
Regina Lyra! Que bom que vejo novamente o brilho dos seus olhos de poeta! Abraços e beijos!
raphaelreys · Montes Claros (MG) ·
MADONA
Com todo carinho votando na elegáncia e qualidade do seu texto, como também nos lindos olhares de Madona e Dalyssa..
Abração Amigo
Beleza a sua participação meu caro Azuir! Nos conte também a historia do seu animal de estimação!
raphaelreys · Montes Claros, MG 13/7/2008 05:25Meu querido Raphinha, estive ausente e agoro deparo-me com um texto teu sobre uma cadela. Adoro animais e fiquei emocionada com tua história porque lembra-me de todas as Madonas que já passaram na minha vida. Lindo teu texto, menino! Beijos.
Lena Girard · Belém, PA 3/8/2008 20:20Receber o seu beijo duas vezes ao dia e dose cavalar! Ainda bem que aguento o tranco! Vc. é um caminhãop de energias. Obrigado minha doce! Um beijaço!
raphaelreys · Montes Claros, MG 4/8/2008 10:24Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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