Amor, por quantos caminhos me leva,
folha de outono?
Quanto me faz mergulhar nestas fontes que,
secas, secam minha seiva,
mas que me saciam todas as sedes,
ao brotarem como o sol de depois do mar.
Apesar de argonauta, nômade de mim,
você me resgata das inconstâncias
e arrepia minha boca,
persistente como o sal do mar que o alimenta.
Mágico arauto dos meus sonhos,
água de matar a sede,
vinho de me entontecer,
nunca vem em vão,
pois que me arranca do chão
enquanto pousa em mim
e me leva,
leve, leve.
Dizem que no vinho está a verdade.
Muito bom!
Abraço
sim, é verdade.
Obrigada.
beijos
E dizem ainda que não existe uma Verdade, com "v" maiúsculo, e sim várias, todas minúsculas... Mas o vinho amplifica, com certeza, e às vezes aprofunda a dúvida, também.
Abração
eu diria que enfrentar dúvidas despertadas por um bom vinho deve ser até agradável.
Saramar · Goiânia, GO 23/3/2007 13:13
Olha Saramar, teus versos são muito profundos. Por isso, eu resolvi mergulhar de corpo e alma no poema, até quase me afogar na seiva dos teus sonhos.
Abraços.
Carlos Magno.
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