Tuas lágrimas
Dissipam nuvens
Os céus tornam azul
O sol desce à terra
De iluminada alegria
Flores ladeiam
Caminho nosso
Rosas e jacintos
Lírios, margaridas
Almas lavadas
Águas extraídas
Do repouso
Das fortalezas
Águas em mister findo
Pelo tempo indefinido
Magnética agulha
Orienta-nos os passos
Entreolhamo-nos, amantes,
Já encontrados, enfim
Como brote das pedras a água
Dos corpos, brota o suor
Das almas, ah! Brote amor
Eu sinto, já! E sinto tanto.
***
Banquinho da frente
Sou de um tempo
inda menino, do tri-legal
o banquinho da frente
disputado como
rainha de quermesse
às vezes dois.
O Máximo!
Só eu e a janela
vitrine às avessas
do mundo passageiro
O cobrador
terceira pessoa,
nem guia, nem fiscaliza
cruzava a pé massas diárias
feito nadador de águas bravias
sentou-se à catraca
há algum tempo,
ainda fazendo
e faltando troco
Ou já faz uma vida,
um fim de linha
e não me dei por conta?
---
Passageiros
Na ida e na volta,
passageiro
Aos trancos e barrancos
aos solavancos
Chega-se ao terminal
Para o repouso diário
Para o repouso final.
É a vida passageira.
***
Te amo!
Adorável esse lugarzinho em ti
em que me encontro por teu querer.
Amei à primeira vista conhecer
assim o teu interior, teu tanto amor.
Quero sempre poder corresponder
às tuas tão carinhosas atenções.
Digo alto, vibrante e comovido,
então, que assim quero sempre ser.
***
Desejo
E se o corpo pede
Podendo
a alma não negará
***
sê feliz, tenha prazer!
Com muito amor
Eu te desejo
Uma bela noite
De sono
sonhos bons
Uma semana feliz
Com muito prazer.
***
Quando se ama
Saiba eu, e pouco sei,
importa que se ame,
entrega de alma e corpo
O demais é conseqüência
Se insânia, se perdição,
se lembranças, saudades
Se um desejo tão louco
de uma urgente vingança
Se noites de muita aflição
tudo, porque houve amor.
E pode, ocorre muita vez,
que haja prazer, carinho
luzes, flores, sutis aromas
deliciosas manhãs, amáveis
céus estelados em noites
à beira amar. Só por amar.
E se o corpo pede
Podendo
a alma não negará
Adroaldo, tantos presentes, estes poemas de vida e amor tão grandes, ambos.
Neste poema "Quando se ama", creio que você disse o necessário e essencial: "tudo porque houve o amor"... "só por amar".
E o diz como se fora um brinquedo, uma ciranda, de tão leve e bom e sem o que, não se pode viver.
Gostei imensamente.
beijos
Agradeço esse comentário de Aníbal beça, feito em caixa de edição e o posto aqui por razão, pelo menos minha, de querer vê-lo sumir em caso de publicação, o que acontece, amigo Aníbal, com os comentários em edição.
Adroaldo querido, que bom ser o primeiro a comentar essa série de poemas. De volta ao Overmundo, por falta de tempo, diga-se, vc, dá-me de bandeja o seu franco despojamento. Ou seriam depoimentos diários ao bem-querer? Todavia, é preciso muita coragem para se abrir. Mesmo tentando esconder-se através de metáforas e outras figuras de linguagem. Parabéns, amigo. Deixo o meu voto com louvor.
Convido-o a dar uma passadinha no meu canto:
http://www.overmundo.com.br/banco/miragem-6
Abraço amazônico
ANIBAL BEÇA · Manaus (AM) · 16/9/2008 10:59 alerta
Saramar, meiga amiga.
Tão doce interpretação, de tua tão mável leitura, me põe em sintonia com o devir. Tudo porque haja amor!
Ah, à beira mar...só por amar brinca, delicia-se, floresce.
Adorei os "retalhos'.
Um beijo
Amar a beira fica\sempre mais gostoso
Mistura de cheiro de mar com cheiro de amor...tudo de bom
Beijos
Das almas, ah! Brote amor
tudos lidos e lindo querido
beijinhos
claudia
Adroaldo,
com quantos lindos versos vc nos presenteia.
"Saiba eu, e pouco sei,
importa que se ame,
entrega de alma e corpo"
bjssss
Parabéns!
bjssssss
Querido poeta,
Com seus retalhos generosos fiz uma colcha bem quentinha, que me aquece e à Gabi, no friozinhoda Serra. Aguardo seu próximo livro, para fazer companhia na estante àquele da capa laranja, do dia que Deus descansou...
bjs
Cris e Gabi,
Estou finalizando a edição de um livro de poemas meus e da Juli.
Uma coletânea de dupla de dois.
Devo imprimir até o final do ano.
Ia fazer para a feira do livro, em outubro novembro, mas a Juli ficou zoropeando e eu tive aquele iam besta em abril e atrasou tudo.
O segundo episódio de O dia do descanso de Deus tá alinhavado e apalavrado.
Sabe? Nasce um guri que é neto dos dois avôs desafetos
(o latifúndio e a crescente industrialização) que vai dar o que falar nas lidas da vida em sociedade daqui e do planeta.
Mais não digo pra não frustrar os demais que ainda não leram o primeiro episódio.
Tenho ainda uns 80 exemplares, a quem interessar possa.
Sucesso de distribuição e vendas (juro que não botei nenhum fora!).
Grato por tua presença aqui. Beijinho na Gabi.
Agradecido, Airton.
Agora beijo meu, Celina. Grato.
Tenho recolhido alguns do passado e me passa uma que outra inspiração vez que outra, Doroni, e não guardo mais nada, como aconselhou Aníbal, é uma exposição desabrida.
Linda é tua alma que teus olhos permitem ver e dizer, Cláudia. Agradeço.
No amor, os cheiros, os aromas, diria Babette em festa, são uma essência e a própria ciência. Prazer tê-la aqui Júlia.
Adorei que tu adorou Cedê.
O amor sempre pode florescer.
Mesmo sob cinzas, há fogo muita vez (isso em grifo é dum filme com Jack Lemmon).
Por óbvio, Aníbal,que quis escrever lá em cima não querer ver sumir o teu escrito em edição, por isso o copiei e publiquei aqui.
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