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mais uns gramas

1
Juliaura · Porto Alegre, RS
13/7/2009 · 5 · 5
 

assustada, passada estava
mas faz muito frio, chove
excessos, amante e solitária...
levei umas tamancadas
por que fiz uma dessas
acaba-se a paciência
morre-se de ansiedade
um outro poema,pelo jeito...
impaciente, aflita
minh’alma desfalece
um pedido de socorro a ansiedade
precipita a queda, me empurra
o abismo é logo ali e recuso saltar
prefiro amar, há um tesão não aliviado
amar-te, na secura demais...
deixar que a vida seguisse a vida
e, quem, sabe, retornasse vívida
e desapertasse minha cinta liga
preciso fazer amor urgentemente...
para não dizer que já quisesse
baixavam-se-me outras vestes
quando vimos... feito estava!
acabamos mesmo assim nos amando!
do virtual ao real demais e mais e mais
sem espaços para ciúmes, assim...
pra dizer o mínimo...
não se esquece assim, impossível
deixar de querer sofrer...
depois de uns tempos, voltamos...
continuamos... ele à morte
eu sem sorte a ele me doava me mostrava...
por amor e compreensível compaixão
antevisse o terrível, o dramático, o doloroso
mais sequer comia mais nada se fazia
nada mais dizia, piorando...
definhando...passo horas em aflita busca
algo de ti em minhas lembranças
a lembrança viva, dos momentos lindos
convividos de saudades muitas,
diferente da saudade sentida
de quando estivemos juntos...
depois da partida recordava,
escrevia enlevada, atormentada, pirada
completa, insana, ainda uma linda’lma,
mulher, insanidade é
apenas uma partezinha desamada.
não choraraei! Nem triste mais ficarei!
há mais que a vida para recordar,
vivê-la, intensamente, mulher
não deixar diminur o gosto por viver,
por amar... uma dor agora...
reviver, tem sentido
dói reviver intensamente
é tanta tortura ser discreta...
o todo mundo... à rua
o todo mundo nos meus passos
repara em tudo... medíocres!
a nada leva sair para nada...
uma vida é tão importante
encontrar um meu amante...
o respirar tão necessário
que mesmo nada alterando
sinto que o ar me invade
e me eleva, mas sou infeliz
fico assim quando estou sem ti
em brasa meu corpo arde
lembro de ti, às tardes
e quando não estás nas noites frias
lembro de ti como lembrava à tarde
e, mesmo cedo, te quero
chego a duvidar me queiras
não me iludo, porque és tudo
deixas-me mais confusa...
mas é lindo o que comigo fazes
dizes sempre o que sentes
embora tão só palavras
sentimentos pouco se satisfazem
com apenas versos: são chamas, fogaréu
queimando da terra aos céus
quem é esse senhor, senhora?
não vou à cama contigo
não me deixe só, não me abandone
sofro tua ausência, perco o sono
atormentado, desacordado, atordoado,
quero tirar-te as roupas
faça-o já! - ordeno
vou adorar-te, aplaudir e amar
pode ser por estar feliz, também
pode ser por muito mais te amar

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informações

Autoria
Juli Bauer, com Lila Carboni

http://julidaluz.blogspot.com
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Doroni Hilgenberg
 

Juliara

V c faz a gente sentir na pele essse sentimento
que se extravassa no poema
demais de veradadeiro.
bjs

bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 12/7/2009 09:48
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Juliaura
 

Fico feliz e contente, Doroni. Dupla satisfação. Grata.

Juliaura · Porto Alegre, RS 13/7/2009 17:21
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Cláudia Campello
 

Do virtual ao real.......
a gente se perde.......e se encontra
ora no paraiso .......ora no inferno astral.
por que o amor dói tanto?!

bjs♥;;

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 13/7/2009 18:27
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Eliz Anna
 

"Mais uns gramas"
Perfeita sintonia nesse encontão buscado
"por amar... uma dor agora...
reviver, tem sentido
dói reviver intensamente
é tanta tortura ser discreta...
o todo mundo... à rua
o todo mundo nos meus passos
repara em tudo... medíocres!"
........................................
Busca até a sofreguidão
"vou adorar-te, aplaudir e amar
pode ser por estar feliz, também
pode ser por muito mais te amar"

Eu sei que não para por aí. Sei?
Cai a cortina para o próximo ato.
............................PoetaBeijos da Liz.


Eliz Anna · Internacional , WW 14/7/2009 00:49
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Juliaura
 

Se não se leva coça, quando começa, de amar se não para Aliz Anna. Muitíssimo prazer em aqui tê-la tanto e assim fresquinha.

Dói por que é no coração que acontece, na alma, antes que em qualquer lugar outro Cláudia da gente. Paixão por tua presença, guria.
Grata.

Juliaura · Porto Alegre, RS 14/7/2009 11:13
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