Malacafento
Purulentas vísceras de um animalejo
morto.
Sou o urubu sanguinário e sedento.
Sou mais faminto que malacafento.
Sobrevoei antes de te dilacerar em
meu bico afiado e “bicudo”.
Devorarei a parte quente de tudo sou
a ave das trevas e das ambições.
Não espero por sua parte uma arte ou
uma atuação.
Estás morto torto e já se esvaneceu no
ar.
Sinto seu olhar por perto, mas estou
certo que irá em três dias contados e se
rompera seu cordão de prata.
Os de branco amigos da morte importuna
o levará pro seu lugar arborizado em vida.
Estou comendo suas carniças, suas vísceras,
sua parte quente.
Foi um dia gente, serás agora anjo ou
serpente.
Te como com meu bico que ainda tem
dentes.
Ficará sem vestígio, rastro ou semente.
http://poetadefranca.blogspot.com/
O NOVO POETA. (W.Marques).
O NOVO POETA. (W.Marques).
Ótimo poema. Traz algo de enigmático (e não seria a morte algo de mais enigmático do que qualquer outra coisa?), sombrio, com um toque de ficção e tudo isso sem dispensar a beleza harmônica da escrita. Parabéns!
Ah, e obrigada pela visita e comentário lá no meu espaço... Tomara que tenha razões para voltar mais vezes, rs.
Abraço!
O que realmente existe por tras das cortinas quando o ser humano libera seu último suspiro?
Saúde e Paz. Se puder apareça. Ayruman agradece.
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