Meus olhos estão cansados
De esperar uma nova imagem
Se formar a minha frente.
Mas ao que me consta
Nada muda por aqui.
Tudo é tão constante
E ao mesmo tempo
Não me restam certezas.
Não digo que é mais um fim do mundo
Mas algo de ruim se aproxima
Queria uma chance de mudar
Mas quanto mais caminho
Mais pesado fica o ar.
Existem luzes tão ofuscantes
Deste lado do precipício
Não tenho certeza se são estrelas
Simples cometas
Ou apenas o fim do meu principio.
Mas as luzes me cegam
Me tomam, enganam
E me irritam
De maneira tal
Que quase não posso suportar.
O ar me falta às vezes
Como se houvesse uma grande mão
A pressionar meu peito
Tentando tirar de mim
As últimas chances de alegria que me restam.
Maldita agonia que me deixa assim
Transtornada e irradiando fúria.
Tenho a sensação que conseguiria
Explodir o mundo
Apenas com a força de meus dedos.
Maldito! Maldito!
Maldito o caminho que escolhi
Maldito esse dom
Que não sei se é dom ou desespero
Maldita essa mania que tenho
De tentar transformar tudo em poesia.
Nossa, esse poema é antigo, tem pelo menos uns quatro anos... Nem sei porque postei, mas me sinto bem com ele, escri-o depois que uma pessoa me disse que escrever não leva ninguém a lugar algum, que é uma grande besteira. Ai fiquei um tempão deprimida, joguei todas as minhas coisas fora... Depois me arrependi e resolvi que ninguém mais iria me deixar mal, principalmente quando falassem mal da minha poesia, afinal, tem louco pra tudo, e se eu gosto, com certeza mais alguém vai gostar! Valeu por ter lido!
Beijinho, Aninha.
Oi, Aninha!
Sou seu admirador... Suas letras são fortes, nuas e cruas vai no âmago e revela a verdade... Seus versos tem vida...
Um beijinho doce...
José
"Tudo é tão constante
E ao mesmo tempo
Não me restam certezas."
Adorei isso Ana. É o cúmulo do desespero, nem mesmo o tédio traz algum conforto. Ótima imagem.
http://textormento.blogspot.com/
É, as vezes acontece...
Valeu por ter lido,
Aninha.
Beleza de poema, bendita poesia.maravilhosa, parabéns.
Carlos Magno.
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