A lenda assim é contada,
Mandi a menina branca,
Nasceu de grande mistério,
De uma índia engravidada.
Sendo um feito misterioso,
Expulsaram-na da tribo,
E Mandi menina branca,
Ela também foi rejeitada.
Refugiou-se na floresta,
Numa oca improvisada,
E uma inesperada ajuda,
Em suas mãos veio parar.
Era de um povo altruísta,
De uma aldeia adiante,
Que tiveram dó da menina,
E da índia itinerante.
E o cuidado dispensado,
Correu a notícia distante,
Até a sua antiga família,
A que as fizeram errantes.
Quando o pajé viu Mandi,
E sua filha enxotada,
Não se conteve, e chorou,
Pediu aos deuses perdão.
Para poder perdoá-las.
Mandi menina pequena,
Sem ter contraído doença,
Misteriosamente morreu,
Não adiantou pajelança
Só de lembrar me dá pena.
Viu-se a índia, desolada,
Levando Mandi nos braços.
Pra um terreiro da oca,
E lá ela foi enterrada.
A dor de perdê-la era grande,
Derramaram prantos por horas,
Sobre o terreiro da oca,
Fez-se um brotar verdejante.
Era Mandi, renascendo,
Com suas raízes fortes, e brancas,
Tornou-se um bom alimento,
Livrando o seu povo da fome.
E até hoje,
em quase todas as roças,
a mandioca é cultivada.
um poema infantil
Bela lenda meu caro overmano! Meu abraço!
raphaelreys · Montes Claros, MG 10/1/2009 15:21Lenda e poesia: um amálgama para mostrar a riqueza nas nossas origens, das nossas tantas etnias. Parabéns, poetamigo Silveira. Bjos, Grauninha
graça grauna · Recife, PE 10/1/2009 20:27Convenhamos, as lendas indígenas para explicar a origem das coisas são muito mais poéticas e bonitas que as euroéias que nos infestam o imaginário e os livros.
Marcos Pontes · Eunápolis, BA 10/1/2009 23:22
Marcos, caro amigo poeta, pus lá o "erre" fujão. a intenção do verbo era mesmo "lembrar". olha que que não é a primeira vez que publico este poeminha infantil, portanto, passou por vários olhares mas não percebido. grato pelo aviso e parabéns pelo olhar aguçado.
fraterno abraço
Silveira.
Raphael, foi escrito com a intenção de ser uma estória infantil. Confesso que deu certo, pois, quando contada/recitada obteve-se a atenção das crianças. só isto valeu ter escrito. Ah! também foi base de uma peça encenada por alunos no dia do ìndio.
Grato poeta, fraterno abraço.
Silveira
Poetisa Grauninha, receber os parabéns dessa minha modesta obra, de quem conhece muitas outras estórias indígenas, é um prêmio. Fico grato pelo seu olhar.
um beijo e fraterno abraço.
Silveira
Marcos, nisso estou convencido, nossas estórias são repletas de personagens riquíssimos. falta valorizarmos mais nossa cultura, estamos longe ainda dessamanifestação cultural. mas já foi pior.
mais uma vez grato, fraterno abraço poeta.
Silveira
Que estória linda! Enternecedora...
Claro que vou contá-la ao meu netinho Pietro! Ele com certeza vai amar; pena que não há uma ilustração, pra que possamos nos divertir mais ainda!
Maravilhosa...amo estórias infantis; meus filhos sempre as ouvia antes de dormir!
Obgada pelo presente meu amigo! Voltarei!
Esqueci de lhe dizer que Pietro meu neto de 3 aninhos mora na Flórida, mas os pais se preocupam em preservar as nossas raízes; dentro de casa só falam português, e até mesmo os hábitos alimentares (dentro do possível)são os de nosso país!
Estarei lá para o aniversario dele agora dia 15/02, se Deus quiser; e ficaria muito feliz se vc postasse outras estórias, lendas, pra que ele pudesse conhecê-las!
Mais bjos....
Deixo meu voto e meu abraço!
Volto a dizer que amei esta lenda; um trabalho magnífico!
Parabéns!!!
Eu conhecia a história. Mas, contada sob a forma de poema desperta mais o interesse das crianças.
Parabéns.
Boa poesia, um forte abraço e votado - Rodrigo Cézar Limeira
Rodrigo Cézar Limeira · Patos, PB 13/1/2009 17:53
Parabens e Sucesso !!!
Andre Luiz Mazzaropi
O Filho do Jeca
www.andreluizmazzaropi.com.br
Viu-se a índia, desolada,
Levando Mandi nos braços.
Pra um terreiro da oca,
E lá ela foi enterrada.
coisa linda amigo poeta, parabéns.votado.
Gorete, fico feliz com seu interesse, mas a falta de tempo tem me feito pular muitas coisas. mas vou revirar minha canastra e qualquer dia posto outra.
grato poetisa. um beijo, afeto e um abraço fraerno.
Marcos, grato por mais essa visita.
abraço fraterno amigo.
Sônia. é um prazer tê-la aqui entre minhas letras. quando fiz a leitura da lenda o poema saltou num zaz para o papel. contei-o primeiramente para minhas netas. adoraram. já foi até tema de peça de teatrinho escolar, e de uma forma até interessante, declamado.
grato pelo comentário. um beijo e fraterno abraço.
Nels, é sempre um prazer tê-lo aqui. Grato amigo. fraterno abraço.
Rodrigo, fica aqui o meu abraço de agradecimento pela visita e comentário.
Silveira
Em retribuição: Parabéns e Sucesso !!! para você André Mazzaropi, o filho do Jeca, o filho da alegria.
Grato pela visita e votos.
Silveira
É uma honra, o NovoPoeta com sua mensagem para o Velho. Grato meu amigo. meu fraterno abraço.
Silveira
José Silveira · Niterói (RJ)
MANHIOT, ERA UMA VEZ...
Uma poesia linda que até emociona.
Tudo que é para o bem do povo veio de algum sacrifício do próprio povo.
...Era Mandi, renascendo,
Com suas raízes fortes, e brancas,
Tornou-se um bom alimento,
Livrando o seu povo da fome.
E até hoje,
em quase todas as roças,
a mandioca é cultivada...
Parabéns.
Abracáo Amigo
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