MAR ABORTADO
Sou um mar sem água
que deságua no passado.
A cada nova tentativa
tenho mágoa
de não ter vingado.
Sou um mar sem água
que se enche de nada.
E as pessoas que nele
banham – sem nadar –
nunca morrem afogadas.
Sou um mar sem água
que nunca será.
Sonha um dia existir
e nunca existirá.
JJleandro.
Belos versos. Esse " mar" Leandro, tem uma soberba vantagem: nunca receberá um coração náufrago de amor.
Abraços
Noélio Mello
É verdade, Noélio. Ao menos para isso ele tem serventia. Obrigado pela referência aos "belos versos". É um prazer e um alento um elogio seu.
abcs
jjLenadro,
Teu poema me fez lembra esse aquecimento global e essa ideologia neoliberal que tanto falam, reflexos da globalização. Sem querer ser chato, me deu medo, apesar da beleza do pequeno texto.
Um abraço meu amigo!!!
Águas passadas não movem moinhos. O poema me lembra uma música do Raul Seixas, TENTE OUTRA VEZ,num trecho que diz "não pense que a cabeça aguenta se você parar,não, não, não, há uma voz que canta, que grita, que gira no ar..."Belíssimo!
brigitte · Goiânia, GO 8/7/2007 18:46Lindissimo...Lindissimo... Ao ler tive a sensação de roubo..de perda...de incapacidade...Emociona muito.Parabéns. E desculpe, te achei...e adorei te ler.
Cintia Thome · São Paulo, SP 11/7/2007 21:32Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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