Foto: Flickr/Creative Commons
1 - Mar morto!
Excrementos que se bóiam
Por cima de restos de óleo diesel.
Há laços conjugais
Que se morrem por entre ventos quadrantes,
E se rumam até o artefato sexual da algema
- E já é inverno nos corações amotinados...
Porquanto as paisagens são como ondas deste mar
Sobrepondo as minhas mãos em tuas mãos,
Entrelaçadas como se fôssem
Bonecas de anil
Desabrochadas em meio
A cumeeira do sexo das palavras.
.....................
2 – Oh! Paixão!
Quando beberdes
Do meu sangue (languidez adulterada da aurora),
E teu suspiro (logro flagelado do orvalho) me procurar
Por entre as vaginas das idades solteiras,
Saiba que nada há de vingar pela morte amarga
- E já será negrume nos corações abobalhados...
Conquanto um tímido luar cobrir-me-á
De ventos espermosos -,
E não me seja último adeus
Desta manhã
Aqui prostrada à espreita do luar,
E não seja como foda lerda esnobando
A sexualidade da juventude transviada,
Para que não ocorra de seu negro olhar epilético
Se esvair pelas fimbrias
Dos esgotos recorrentes...
.....................
3 – Ai...
Lentos, pois,
São os lassos poéticos
Da paixão retalhada.
Frente Àquele que deu a vida,
A flor se põe de quatro
E se deixa penetrar imperceptível (mente),
Para que o Poeta-Mor possa se crucifixar
No atilamento
Das palavras impossíveis...
Benny Franklin
A flor se põe de quatro
E se deixa penetrar imperceptível (mente),
Para que o Poeta-maior possa se crucifixar
No atilamento
Das palavras impossíveis...
Nada a falar e muito a pensar diante deste mar de lama, morto-vivo que fecunda os dejetos do homem....
abçs.
De acordo com a Cintia, "nada a falar" mas vc tem tudo a dizer... e diz!
Portanto, marco este para voltar e votar!
abrçs
às vezes, você me desconcerta com o terrível peso dos seus versos.
E, há, porém, um gemido antes deles, talvez a raiva do que foi feito em retalhos, talvez a dor.
beijos
Há laços conjugais
Que se morrem por entre ventos quadrantes,
E se rumam até o artefato sexual da algema
- E já é inverno nos corações amotinados...
Porquanto as paisagens são como ondas deste mar
Sobrepondo as minhas mãos em tuas mãos,
Entrelaçadas como se fôssem
Bonecas de anil
Desabrochadas em meio
A cumeeira do sexo das palavras.
estamos indo...vamos retornar???ou retomar?
bjus e voto.
Benny Franklin Amigo Poeta.
Lembra o Mar Morto na Palestina e o com o nosso Jesus e o seu Sermäo da Montanha.
Lembra o livro do Jorge Amado e suas palavras humans de um mundo mais Cristão na base de Justiça, Direito e Amor.
Lembra o Benny Franklin Poeta do Pará com vaticínios e profecias arrojadas.
Lembra o nosso compromisso com a dignidade.
Lembra a gente para sempre lembrar cada nossa Amizade.
Lembra todos os sonhos e esperanças e votar na obra e no amogo por amor e consideração.
Abração
Benny,
Poesia carnal, sensual, realista e bela!
Beijos
Cris
Também adorei a imagem que me veio à cabeça...
"A flor se põe de quatro
E se deixa penetrar imperceptível (mente)..."
Muito sensível, muito bonito, parabéns!
Poeticamente correto. Muito bom mesmo!
abç amigo
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