enquanto houver sobras
e o pigarro na garganta
pulsa o verme ludicista,
anticonceitualista poético...
jaz o tempo em que,
no esgoto, o verme enlameava
as belas rosas ufanistas
ou os rijos heróis, as estátuas...
...tempos idos...
o verme hoje trava apenas a batalha egocêntrica
de se achar e se perder
entre escombros da esfinge nietzschiana
e as sombras de barros, manuelinas...
a lama ainda lhe apetece,
mas não ousa enlamear
senão a si mesmo...
à poesia e aos modernos tempos...
somos pó
ao pó voltaremos
mas antes
passaremos pelos vermes
um abraço
EG
Gostei.Votei
Um bj doce,
Sílvia de BH MG Brasil
Deixando meu voto e parabéns pela obra. Bjs
Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 23/4/2008 21:27
Ferry.
Sou por uma obra conseqüente, por isso mesmo gostei muito das cortantes palavras da tua poesia.
Abraços
Palavras cortantes que na lama me lançam e meus rabiscos pretenciosos marginais.
Votado.Um neijo em seu coração.
agradeço a todos pela atenção...
pelas palavras também...
abraços...
O que dizer mais? Belo texto que voto com gosto.
Eduardo de Oliveira · Teresina, PI 28/4/2008 17:17Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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