Desavesso o passo no átomo,
mergulho no que de mim teus olhos olham:
caem objetos e devires fichas,
façam suas apostas...
Aposto corrida com a minha sombra...
Não me calo: calam-me.
espinhos na semente do carinho,
e esses nascem de dentro pra fora
pra ser maior pedra no caminho,
entalo sem farinha.
sigo sangue porto e vinho,
feito pavio correndo corro,
lastro de ouro na poesia evolada
da nostalgia dos amanhãs,
beco das fomes supostas,
nascente de nomes:
Poema!
às vezes a alma nem é mais minha,
já foi,
e o dia não veio... recesso de palavras
afogados em livros e letras e línguas mortas,
ressuscitadas pela língua dos olhos,
extraem dos vazios de mim,
das entrelinhas subatômicas, linha de costurar
o nervo emendado-o ao verbo:
doer-Muito!
Carne e sumos,
ossos de nossos sonhos oficios,
expressemânticos de dizer coisa alguma
querendo dizer mundos,
calado.
O passo,
moído pelo caminho nem um pouco
doce,
muito menos suave!,
doce e suavemente atravessam o sono
para despertar em chamas
do outro lado de onde quer que seja.
Canto para o vento,
lanço-o para sempre ao Espaço sem volta,
quase grito,
o que não para quieto nas paredes do peito,
a irrigar a terra abstrata que nunca sacia.
Esse poema foi escrito em resposta aos que deixaram comentários no poema As novas poesias estão amadurecendo no peito delas carregado
Saramar, Falcão, Nina, Branca Zil, Cintia, Nydia, Clara, Náthima e EdimoGinot, OBRIGADO a todos!!!
(e à mariposa do título entrou quase ao final do poema pela janela do quarto, me ajudando a batizar o Poema.)
para despertar em chamas
do outro lado de onde quer que seja.
Essa já nasceu madura.
A gente se encontra por aí.
Até a votação.
Obrigado pela referência.
Um abraço
EG
u
André, muito show! sinto-me lisonjeado em ser citado na elaboração de mais uma de suas muitas obras de arte. Abraços
Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 17/5/2008 17:08
Andre...a terra abstrata que não sacia...a poesia...
Belo, belo....
Um abraço...
André
Cantar para o vento... A sina dos poetas, querendo dizer mundo, calado. E no silêncio fala, e nas palavras, cala. Ainda assim se faz compreender...
Que texto lindo.
Abraço
Andre, voltei mas sem as mariposas nesta noite de sábado...porque hoje é sábado?
Porque hoje ...
prababens.ab
De amigos em amigos vai se abrindo um leque de amizades
Me chamou atençao os amigos citados na fila d votaçao e estou aqui conhcendo teu trabalho,,muito bom
votando
Nao me calo: calam-me.
espinhos na semente do carinho,
e esses nascem de dentro pra fora
pra ser maior pedra no caminho,
entalo sem farinha.
Deixando meu carinho e dizendo:
-Obrigada meu poeta,mesmo não me achando merecedora.Seu trabalho sim,esse merece não apenas votos,mas todo o reconhecimento.
André...não me calo: calam-me...
Parabéns, tens o meu voto. abços.
Olá André, como sempre, costurando as palavras com mais versos e mais poesias.
Votado, claro!
beijão
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